terça-feira, 14 de agosto de 2012

Opinião – Movimento Cívico condena desperdício de dinheiro


O Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousa e Miranda reuniu no Centro Social Comunitário em Miranda, dia 30 de julho, com a presença de cidadãos e autarcas dos quatro concelhos.
1.º – Saudados os 15 milhões de euros.
Foi considerado como positivo o facto de o Governo, pelo Secretário de Estado dos Transportes ter reunido com os presidentes das câmaras de Coimbra, Lousã e Miranda e de ter anunciado a disponibilidade de 15 milhões de euros para garantir a continuidade das obras. Nesta reunião foi importante que o Secretário de Estado tenha dissipado as especulações defendendo a solução técnica de transporte sobre carris. O governante assumiu a sua opção pelo elétrico rápido de superfície em detrimento dos BRT (autocarros eléctricos).
2.º – A incoerência perigosa de Maia Seco.
Foi considerado como profundamente negativo o comportamento do vereador da Câmara de Coimbra Álvaro Maia Seco. Este político defende hoje o contrário do que fez antes. Por unanimidade os presentes na reunião criticaram o comportamento irresponsável deste vereador.
Enquanto administrador do Metro Mondego Maia Seco defendeu o lançamento das obras, com destruição do ramal da lousã e dos carris entre Serpins e Carvalhosas/ Parque de Campismo em Coimbra. Agora como vereador em vez de defender a conclusão das obras neste troço (Serpins -Coimbra) com imediata colocação dos carris e catenárias, veio, ao arrepio do que fez, considerar que a prioridade seria a transformação em metro da ferrovia entre Estação velha e Estação Nova em Coimbra.
Antes defendeu que se gastasse dezenas de milhões entre Serpins e Coimbra. Vem agora desviar os 15 milhões para concluir as obras deste troço para os querer aplicar numa nova aventura inconsequente, entre Coimbra A e B. Depois de todos os disparates cometidos a população tem o direito de dizer basta e exigir a Maia Seco que seja coerente e se deixe de brincar com a vida das pessoas.
3.º – Querer gastar 15 milhões em barracões é crime.
Na reunião os presentes foram confrontados com um boato disparatado e perigoso. Segundo este boato alguns iluminados da comissão presidida por Carlos Encarnação não quererão investir o dinheiro a ultimar as obras (carris e eletrificação) entre Serpins e Coimbra preferindo gastar os 15 milhões nuns barracões/oficinas em Ceira. Que projeto de barracões/oficinas luxuosos será este com um custo tão exagerado? Como querem enterrar esta verba nuns barracões oficinas destinadas a umas viaturas, sem antes concluir a infraestrutura com carris, para que as pessoas possam começar a circular entre Serpins e Coimbra?
4.º – Exigir firmeza aos presidentes de câmara.
Perante o absurdo da proposta de Maia Seco e a tolice de quererem gastar os 15 milhões nos barracões/oficinas, em prejuízo da colocação dos carris e eletrificação entre Serpins e Coimbra, os presente foram unânimes em exigir que os presidentes das Câmaras devem continuar unidos na defesa do projeto e ao lado das populações. Os autarcas de Coimbra, Lousã e Miranda, com assento na comissão, devem impedir com firmeza que uns lunáticos queimar desviar os 15 milhões, disponibilizados pelo governo, para objetivos obscuros.
5.º – Trair os membros do Governo.
Passos Coelho e Paulo Portas comprometeram-se com a ligação Coimbra Serpins. O Ministro da Economia e o Secretário de Estado dos Transportes prometeram que iriam ser colocados os carris e iniciada a eletrificação/catenárias. Os governantes descobrem 15 milhões de euros para honrar a palavra e uns iluminados querem trai-los desviando o dinheiro para outros fins.
6.º – Administração do Metro Mondego partilhada pelos três concelhos
A decisão de redução da administração para um presidente a tempo inteiro e dois vogais, foi considerada positiva. Tem sido um desperdício manter administrações enormes sem quase nada haver para gerir. Os presentes consideraram que estes três elementos deviam ser representativos dos três principais concelhos envolvidos no projeto. Se o presidente da Metro pertencer a Coimbra, o que é legítimo por ser a maior cidade, então os vogais devem ser entregues a pessoas ligadas a Lousã e Miranda.
in as Beiras 03.08.2012

Cáritas lança campanha de verão para novo lar de idosos do Cadafaz


Cáritas Diocesana de Coimbra anunciou esta quarta-feira o lançamento de uma campanha destinada a envolver as comunidades locais na angariação de verbas para equipamentos e bens da nova unidade residencial de idosos doCadafaz, no concelho de Góis.
O lar do Cadafaz, prestes a ser inaugurado, é “um projeto sonhado e edificado pelas suas gentes, pelo que a Cáritas desafia as várias terras das freguesias do Cadafaz e Colmeal a contribuírem para um pedacinho desta casa”, é referido numa nota sobre a campanha “Unidos por um lar que é nosso”, que decorre até ao fim do verão.
Cada comunidade irá angariar verbas para um bem ou equipamento específico, sendo que no final todos os fundos recebidos serão divulgados, identificando o contributo de cada terra e a sua aplicação.
“Para garantir que as pessoas se revejam no lar do Cadafaz, lançamos igualmente o desafio da cedência de utensílios da vida quotidiana destas gentes, a fim de decorar o lar com elementos ‘vivos’ da sua história e identidade”, é referido na mesma nota.
in Diario As Beiras 1.08.2012

FACIG volta a mostrar a excelência de Góis


Certame decorre entre os dias 9 e 13 e promete
atrair muitos visitantes ao Parque do Baião
Jornalista: 
Manuela Ventura
Edição de: 

«Não vou omitir que equacionámos não realizar a FACIG e apenas comemorar o Dia do Município». Palavras da presidente da Câmara de Góis, ontem na apresentação da 20.ª Feira Agrícola, Comercial de Industrial de Góis. Uma situação que se explica tendo em conta e o facto de o município ter sofrido um corte de 900 mil euros na transferência de verbas. Todavia, «2013 pode ser ainda mais difícil», o que significativa, no entender da autarca, uma forte possibilidade de «não fazermos a FACIG em 2012 e também não a fazermos em 2013».

Medalha(s) com emoção em Góis


homenagem a José Cabeças e a Margarida Sampaio marcou,ontem, oDia do Município de Góis. A presidente da Câmara de Góis entregou a medalha de ouro a José Cabeças que foi recebida pelo filho mais novo,Salvador Cabeças, e a medalha de mérito a Margarida Sampaio.
Antes, foi exibido um vídeo que abriu com uma citação de Fernando Valle e que apresentou fotografias dos momentos mais marcantes vividos por José Cabeças. O atual presidente da ADIBER, Miguel Ventura, leu algumas frases e José Albuquerque Ângelo, a biografia do médico, político, autarca e dirigente, que por motivos de saúde esteve ausente da cerimónia.
“Tenho muito orgulho no meu pai e quando crescer quero ser como ele”, disse Salvador Cabeças ao receber a medalha. Usando da palavra, a mulher do homenageado lamentou a ausência do marido na cerimónia e garantiu que “se ele pudesse escolher, estaria entre nós”.
Considerando a homenagem “absolutamente merecida”, Palmira Pereira sublinhou que “José Cabeças é uma figura de grande relevo e que merece ver reconhecido o empenho, dedicação e entrega que sempre deu ao município e às causas a ele ligadas.
Versão completa na edição impressa
14.08.2012 in Diario as Beiras

domingo, 5 de agosto de 2012

Nova Unidade Residencial para idosos em Góis



 No sábado, dia 9 de junho de 2012, a Cáritas Diocesana de Coimbra apresentou à população do concelho de Góis a nova Unidade Residencial para Idosos do Cadafaz, situada em Cabreira, no concelho de Góis.

 A nova Unidade Residencial, ainda em fase de acabamento, nasceu da conjugação de vontades da Cáritas, da população por intermédio da Comissão Pró-Lar e de parcerias com a autarquia e empresas da região, que assumiram o risco de dar forma a um sonho com cerca de duas décadas.  
 Trata-se de um equipamento social com capacidade para alojar 56 utentes, mas que assegurará também outras valências tais como centro de dia e apoio domiciliário. Destaca-se o traço arquitetónico moderno, acolhedor e funcional, bem como o enquadramento na paisagem e no aglomerado habitacional da responsabilidade da D-Solution. Em breve promoverá a criação de novos postos de trabalho numa região cuja população é maioritariamente idosa.
 O investimento total rondará os dois milhões de euros, sendo que até à data a Comissão Pró-lar comparticipou com cerca de trezentos mil euros. Não tendo recebido até à data qualquer apoio direto do Estado, é de realçar o envolvimento da Autarquia que colaborou na movimentação de terras, no desaterro, arranjo de espaços exteriores e pavimentação dos acessos. O restante investimento está a ser suportado pela Cáritas.
 O Pe. Luís Costa, Presidente da Direção da Cáritas Diocesana de Coimbra, além de anunciar a abertura das inscrições dos futuros utentes e de candidaturas para ocupação de postos de trabalho, salientou também a necessidade do envolvimento da população e outros agentes locais para a conclusão da obra, convidando-os a comparticipar individualmente e coletivamente no mobiliário, na decoração e no apetrechamento do lar, para que cada um possa sentir como sua aquela infraestrutura.
 A festa contou com a presença de cerca de três centenas de pessoas, que aproveitaram par conhecer o edifício, confraternizar durante o almoço e a tarde preenchida com a participação do Rancho Folclórico do Colmeal e de um grupo de musical de estrangeiros que vivem naquelas paragens.
in caritas.pt

PS questiona Governo sobre fecho de sete serviços de finanças no distrito de Coimbra



Foto Gonçalo Manuel Martins
Os deputados do PSeleitos por Coimbraquestionaram ontem oGoverno sobre a alegada intenção de fechar sete serviços de Finançasno distrito. Em causa, nomeadamente, os casos de ArganilGóis,Pampilhosa da SerraPenacovaTábuaFigueira da Foz – 2 e Coimbra – 2, na avenida de Fernão de Magalhães.
A iniciativa dos deputados Rui Duarte, Mário Ruivo e João Portugal foi dirigida ao Governo, através do Ministério das Finanças. À pergunta inicial – “Pretende o Ministério das Finanças encerrar os serviços acima discriminados?” – os parlamentares acrescentam: “Se sim, para quando está previsto o seu encerramento?”.
Versão completa na edição impressa 
Diario as Beiras 07/06/2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

OS GAITEIROS DE LISBOA…


Não, não vou falar de algumas Comissões de Melhoramentos. Vou mesmo falar do Grupo Musical “Gaiteiros de Lisboa”. Para quem não conhece, trata-se de uma banda criada em 1991 e que já editou vários discos em Portugal. O último dos quais AVIS RARA, acaba de sair e contem uma canção chamada AVEJÃO que só pode ter sido composta tendo em vista a situação actual que se vive em Góis. Tem como convidado o nosso “velho” Sérgio Godinho o que, por si só, seria garantia de qualidade. Deixo-vos a letra e o convite para que não deixem de a ouvir:

No reino das aves raras/Quem não tem penas é Rei/Entre pegas e araras/Os patos bravos são Lei/
A terra dos patos bravos/Parece mais um vespeiro/Andam todos à bicada/Para chegar ao poleiro/
Por sobre a terra/Por sobre o mar/O Grande Irmão zela por nós/A sua sombra é protectora/Já vem dos egrégios avós/
Na terra dos papagaios/Quem não tem poleiro é pato/Andam todos à bicada/Só para ficar no retrato/
No reino das trepadoras/O papagaio é senhor/Mesmo até sem saber ler/Qualquer papagaio é doutor/
Voar mais alto que os outros/Esse era o sonho do galo/Roubar as asas ao Pégaso/E voar como um cavalo/
Mas o galo de ser galo/É ter o chão junto da barriga/Para chegar ao poleiro/Tem que usar muita intriga/
No reino dos voadores/Impera a grande anarquia/e a barata voadora/já tem lugar de chefia/
A passarada oprimida/só deseja que isso mude/Mas as aves de rapina/Cada vez têm mais saúde.

Oram digam-me lá se, em Góis, não são “os patos bravos que são Lei”, se não parece “um vespeiro em que todos andam à bicada para chegar ao poleiro” e se não existirá o “Grande Irmão cuja sombra protectora já vem do egrégios avós”. Reparem também se não “andam todos à bicada para ficar no retrato” se não é verdade que, em Góis, “qualquer papagaio é Doutor”, se não se espalha e cultiva a intriga e se não temos “baratas voadoras em lugares de chefia”. 
Também não tenha dúvidas que “a passarada oprimida só deseja que isso mude”. Não me parece que “as aves de rapina cada vez tenham mais saúde” mas, mesmo que assim seja, temos sempre uma arma para as derrotar: O VOTO!

(O JUMENTO)

P.S. Fica a sugestão ao Sr. Administrador para publicar no Blog a canção na sua totalidade, uma vez que a descrição do desfile na parada é, simplesmente…deliciosa!


18/6/12 02:54
 

domingo, 20 de maio de 2012

Há que responsabilizar UE pela desertificação em Portugal


O advogado António Martins Moreira revelou hoje que estendeu à União Europeia a ação judicial que moveu contra o Estado Português devido à desertificação do interior do país e prejuízos resultantes da política agrícola.

Na origem da ação popular, interposta no Tribunal Administrativo de Lisboa, está a desertificação do interior do país e os prejuízos resultantes da política agrícola seguida por Portugal e pela Europa, explicou o jurista.
Na ação, o advogado quer que o Estado Português e a União Europeia, como "corresponsáveis", sejam condenados a rever todos os programas negociados no domínio da agricultura e pescas.
O objetivo final é "estimular, incentivar e desenvolver, com adequados e criteriosos subsídios, o cultivo e aproveitamento agropecuário de todo o território nacional", explicou.
A criação de "linhas de crédito bonificado para aquisição de modernos equipamentos e tecnologias deste setor, estimulando o aproveitamento integral dos solos e o associativismo agrícola", é outro dos objetivos da ação interposta pelo advogado.
Outra das medidas exigidas pelo advogado passa pela criação de "um banco de terras a nível nacional e municipal com a cooperação e coordenação em todos os municípios".
No documento pode ler-se que o interior do país tem "mais de dois milhões de hectares de terras, totalmente incultos e abandonados, e 220 mil agricultores a receberem subsídios da União Europeia para os manterem nessa situação, quando deviam recebê-los para os cultivarem".
O advogado recorda que esta situação "conduziu-nos a uma perigosa desertificação e despovoamento de todo o interior do país, em que se fecharam centenas de escolas primárias, postos sanitários, postos de correios, e outras infraestruturas de apoio às populações rurais".
Uma situação que António Martins Moreira diz ficar agravada em 2012 "quando se prepara o encerramento em massa de tribunais e juntas de freguesia, os últimos redutos da soberania nacional nestas áreas abandonadas, esquecidas e desprotegidas".
Até porque, "80 por cento dos bens alimentares de que necessitamos poderiam e deveriam ser produzidos nos nossos campos", salientou.
Artigo Parcial
in DN 09.05.12

SERÁ QUE SOU BURRO….Os bons Políticos




Se pretendêssemos definir um bom político, o que diríamos?
 É um tipo sério, disponível, que prejudica a família em prol da causa pública, que promove o desenvolvimento de uma região administrando os dinheiros públicos de uma forma criteriosa e equitativa por todos os cidadãos sem olhar a cores ou credos? Se o disséssemos seríamos sérios mas, no mínimo, anjinhos. 
Um bom político é, todos o sabemos, aquele que, para além de falar bem e vestir melhor, ganha eleições. E quantas mais ganhar, melhor político é. Não interessa se faz promessas que não cumpre, se gasta rios de dinheiro em auto-promoção, se se rodeia apenas de mentecaptos e bajuladores sem qualquer qualificação, se promove e protege clientelas, se silencia os órgão de comunicação social ou se utiliza os meios públicos em benefício próprio. Mesmo que seja corrupto, acusado e provado, que interessa? Mais tarde ou mais cedo os crimes cometidos estarão prescritos e poderá continuar com a mesma postura como se nada se tivesse passado e, como se não bastasse, intitulando-se vítima.
Assim sendo, e dando como bom este raciocínio o que é que o tal “bom” político tem de fazer? Ganhar votos. Quantos mais melhor para poder apregoar que a vitória foi arrasadora. E, depois de eleito, como deve proceder? Se o mandato é de quatro anos, os três primeiros de nada servem. As impressões finais são as que ficam. Assim, é essencial que o última ano seja de inaugurações, de subsídios a tudo o que é instituição, de constantes deslocações aos almoços e jantares de começar a cuidar da pobreza e a terceira idade com toda a consideração e respeito, pois são votos expressos como os outros. Mesmo que nos outros três anos tenha tratado toda a gente de forma humilhante e desrespeitosa. Todos temos a memória curta e as últimas impressões é que ficam. Do resto, tomam conta os peões de brega, os bajuladores do poder que à custa dele vivem numa simbiose quase perfeita. 
Então se precisam de votos para ganhar e se são as pessoas que votam, onde deverão ser feitos os investimentos? O próprio senhor de “La palisse” não diria melhor: onde existem pessoas. E então é por isso que um “bom” primeiro ministro investe na orla Litoral e nas grandes cidades, contribuído para a morte lenta do interior e das zonas rurais (onde existem menos pessoas…); um “bom” Presidente da Câmara investirá na sede do Concelho, mesmo que haja outras zonas mais carenciadas mas com menos população; e até o Presidente da Junta pensará da mesma maneira e esquecerá os lugares da sua Freguesia a favor do lugar sede.

Se não raciocinar assim, poderá promover algum desenvolvimento, mas perderá as eleições e nunca será um “bom” político. As grandes obras do mandato, serão sempre importantes, mesmo que não venham a servir para nada e comprometam, irremediavelmente o futuro. Para quem e para “quantos” são feitas, pouco importa. O importante é poder enumera-las e inaugurá-las pomposamente colocando a respectiva placa com a data e o nome não venha mais tarde o povo ingrato vir a esquecer tais personagens.

Se há fontes que têm placas com o nome de quem as inaugurou, não percebo porque é que as casas de banho públicas não as têm. Até seria engraçado uma fotografia do político a inaugurar uma qualquer sanita pública…

Reparem o que se passou, por exemplo com os campos de futebol do Mundial. Para quê, pelo menos, os de Portimão, Aveiro e Leiria? Para que servem e quem os mantém? Não choca ouvir falar na sua implosão, apenas para nos vermos livres deles?

Para o “bom” político, o que interessa é a obra imediata. Tudo o que for estruturante mas ultrapasse o mandato, não é para fazer. Por isso, por exemplo, o Cadastro da propriedade cuja falta sentimos no dia a dia, nunca foi feito. E não foi por ser caro. Foi, isso sim, por ser demorado e os frutos virem a ser colhidos por outros. Vale mais fazer algumas obras de encher o olho e que dêem resultados imediatos. Quem vier atrás, que feche a porta…
É nesta altura que me sinto profundamente feliz por se Goiense. Também, por cá, temos tido a sorte e contribuído para ela, de sermos governados por “bons” políticos. Todos têm estado no poder enquanto querem. Ninguém os destrona. São pessoas que falam bem, vestem bem e percebem desta arte nobre que se chama Política. E levam à letra a velha máxima que afirma que: “Em política, quem não mata…morre!”.
No passado, tudo o que era estruturante, foi adiado. “Fazer esgotos? Para quê? Esburacar as ruas para depois virem os de Lisboa e refilarem com o pó? Depois fica tudo enterrado e ninguém vê. Vale mais fazer uma rotunda nova…”. No presente, é igual: “Rever o PDM? Vale mais fazer uma alteraçãozita e calamos a contestação”.
E é por isso que, por exemplo em relação à reforma administrativa os políticos locais, em privado, refiram que concordam com ela e em público digam o contrário. Não querem perder votos. Porque é que não se discute a razão de ser da persistência na defesa das 5 Freguesias? Fará sentido haver uma freguesia chamada Cadafaz, cuja sede só abre de manhã ao Domingo? Haverá alguém da Cabreira (onde vive a maioria da população da Freguesia) que vá tratar algum assunto ao Cadafaz? Fará sentido duas sedes de Freguesia a 5km de distância e uma delas coincidente com a sede de Concelho? E uma com pouco mais de uma centena de habitantes? Não valeria a pena discutir, duma forma séria, estes problemas? Vamos deixar que Lisboa decida? Defendemos a proximidade das populações quando os Presidentes das Juntas e dos Concelhos moram a mais de 40 km. Só estão próximos durante o dia e mesmo assim, só durante a semana? Ou damos a morada da Sede da Junta como morada oficial? Ou alugamos uma casa para parecer que moramos lá? Quem enganamos?
Transformámos a velha e amiga Associação numa Casa de espectáculos. Terá sido bem empregue o dinheiro? Espectáculos de quem e para quem? Não chegava a requalificação do anterior espaço? Se passarmos na Quinta do Baião o que vemos? A parte da casa, vendida à ADIBER para parceria em projecto de Turismo Rural, que nunca viu a luz do dia. A outra parte que foi vendida à Natur Sanus que, infelizmente, já era. Até o raio do Placard que lá está faz referência a uma prova de TT para 19 de Maio de 2012 que foi anulada… por falta de concorrentes. Para o outro lado da estrada (recito da Facig), é melhor não olhar. Temos outra parceria que levou ao aterro com entulho de área agrícola em violação grosseira do PDM. Tirando os mega investimentos que estão a ser feitos na sede do Concelho para inaugurar em 2012/2013 o que se fez nas cinco Freguesias? Como estão as nossas estradas? Como estão os nossos caminhos florestais? Pois é: lá, não vivem pessoas. Lá, não há votos.
Hoje mesmo, no site da Câmara Municipal, podemos ver que vamos ter um campeonato de pesca, um concurso para um doce típico (vamos inventar um “Goisarito” para copiar o “Poia-rito”, utilizando a mesma matéria prima), mais a semana do empreendedorismo, mais a feira do livro, mais a mostra do mestre Mourato, mais, mais, mais. Nunca tivemos tanta cultura em Góis. Estamos muito mais cultos, embora não nos sirva de nada. Até porque somos cada vez menos e assim o banho cultural “acerta” em menos pessoas. Que pena que alguns dos impulsionadores não aproveitem essas iniciativas para se tornarem, pelo menos, mais educados. Mas, como diz o nosso povo, “o chá tem de se tomar de pequenino, senão não faz efeito…”. Tirando a projecção pessoal que se obtém com a publicação das notícias nos vários jornais locais, regionais e nacionais dando a imagem do “bom” político, já se fez algum balanço dos resultados dessas iniciativas? Trouxe mais gente a Góis? Aumentou a atractividade do Concelho no exterior? O nosso povo, na sua bondosa sabedoria, não lhe chama eventos. Chama-lhes Inventos e, mais uma vez, não se engana.
Ai, que sorte que nós temos em Góis por sermos governados por “bons” políticos. 
…………..0U QUEM FAZER DE MIM BURRO?
Nota: Se quiser ficar com a série completa destas “burridades”, terei muito gosto em enviar-lhas se as solicitar para: jumentodegois@gmail.com. São 21 publicadas no Varzeense e mais algumas aqui no Góis Livre. Sempre poderá mostrar aos seus netos e falar do tempo em que em Góis só os burros não emigravam…até ver!

Mais uma vez os meus agradecimentos ao seu Administrador por me dar voz.

15/5/12 04:10