quarta-feira, 14 de novembro de 2012
AQUILO QUE HOJE SE PASSOU, DO PONTO DE VISTA DE UM MANIFESTANTE PACÍFICO
(por Miguel Tomar Nogueira)
Para que não vinguem as mentiras da Administração Internas aqui têm o meu relato do que realmente se passou em frente à assembleia.
Sim, é verdade que cerca de 20 a 30 pessoas passaram mais de uma hora a atirar petardos, pedras e garrafas à polícia. Por essa razão, os outros 99% de CIDADÃOS PACÍFICOS mantiveram a devida distância, para nem serem confundidos nem fazerem parte da acção de alguns animais. A certa altura, as pessoas perceberam que algo se estava a passar. Demasiadas movimentações de polícia na Assembleia demasiado organizadas.
Cá em baixo, numa das laterais um grupo de polícia à paisana abandona rapidamente a manifestação. Mais tarde, as televisões diriam que as pessoas foram avisadas para dispersar. Cá de baixo, posso-vos dar uma certeza, nenhuma pessoa com uma audição normal ouviu um único aviso.
A polícia disparou cerca de 4 a 6 petardos pela manifestação ecarregou. Como estávamos todos bem afastados, os CIDADÃOS PACÍFICOS não fugiram. Mas quando vi um pai a fugir com o filho no colo e a levar bastonadas percebi que quem estava atrás das viseiras já não eram pessoas.
Fugimos, mas por mais rápidos que tentássemos ser, eram pessoas a mais para conseguirem ser mais rápidas que a polícia. Felizmente não recebi carga, infelizmente porque atrás de mim tinha um escudo humano a tentar fugir. Ao meu lado, um senhor tentava fugir com a mulher de cerca de 50 anos, que chorava com a cara cheia de sangue. Não, esta senhora não levou com pedras dos manifestantes. Esta senhora estava cá atrás. Esta senhora levou com um cassetete.
Fugimos para uma rua afastada, onde pensávamos estar todos seguros e mostrar à polícia que não queríamos estar na confusão, nós os CIDADÃOS PACÍFICOS. Nada nos valeu, pois a polícia perseguiu as pessoas pelas várias ruas em redor da Assembleia, carregando em todos. O que me safou foi uma porta aberta de um prédio, onde me refugiei com mais 8 CIDADÃOS, incluindo jornalistas da Lusa. O que lá fora se passava era incrível. Uma senhora de idade que chegava a casa tentava entrar no seu prédio mas a polícia gritava-lhe para que descesse a rua.
Só mais de 30 minutos depois conseguimos sair e o que mais me impressionou foi a quantidade de sangue que havia pelos passeios, bem longe da Assembleia.
NÃO ACREDITEM EM MENTIRAS. ERA POSSÍVEL NÃO TER PERSEGUIDOS CIDADÃOS PACÍFICOS QUE FUGIAM POR RUAS AFASTADAS MAIS DE 200 METROS DA ASSEMBLEIA.
Mesmo quando estava “barricado” no prédio, mesmo com a porta fechada tive, pela primeira vez, muito medo da polícia.
O que sinto agora não é nem raiva, nem revolta. É um vergonha enorme e uma imensa e profunda TRISTEZA.
É assim que se tira a vontade ao povo civilizado de se manifestar. Tira-se-lhe a esperança.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
HOJE É DIA DE GREVE GERAL
Não Trabalhes
Não Vás às Aulas
Não Consumas nas Grandes Superfícies
Não Uses o Multibanco
Não Ponhas Combustível
Não Compres o jornal
Não Vejas Televisão
Não Compres Tabaco
Não Vás ao Café
Faz Reuniões Familiares
Passeios a Pé
Exercício Físico
Debate Político
Manifestação
Pinta um quadro
Escreve um Poema
Lê um Livro
Reune os Amigos
Pinta um Cartaz,
Ocupa a Rua,
Faz um Vídeo!
Cria Redes de Solidariedade Local
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Cria a Mudança!*
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PSP e GNR recebem aumento de 11% e actualização salarial
Ministro disse que reforço de verbas e actualizações salariais são “necessárias para operacionalização” da segurança.
As forças de segurança vão receber, em conjunto, um aumento de 10,8%, no próximo ano, e vão poder contar com um aumento de escalão na tabela salarial. A garantia foi dada, ontem, pelo ministro da Administração Interna (MAI), Miguel Macedo, que durante o debate parlamentar do OE/13 na especialidade disse ter disponíveis 57 milhões de euros para as actualizações salariais, de forma a cumprir a lei em vigor desde 2010, sendo esta uma das matérias que mais contestação tem levantado no sector.
Miguel Macedo disse que as medidas previstas na proposta do Governo têm como objectivo a "estabilização" das forças de segurança e salientou que "todas as actualizações de verbas são necessárias e importantes para a operacionalização" da PSP e GNR.
Segundo o governante a PSP vai receber no próximo ano 796,9 milhões de euros, mais 13,2% do que em 2012 e a GNR 937,9 milhões de euros, mais 9,9%. No entanto, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), vai sofrer um corte de 900 mil euros, passando dos 85 milhões de euros para os 84,1 milhões de euros previstos para 2013. Redução que Miguel Macedo justificou dizendo que este corte "não se traduz" em menos verbas para aquele serviço de segurança, uma vez que "houve estruturas que ficaram integradas na Direcção Geral de Infra-estruturas e Equipamentos".
in economico, Ana Petronilho 14/11/12
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Governo corta um terço do pessoal político nas autarquias Filipe Garcia e Inês David Bastos
Hoje em Conselho de Ministros, Miguel Relvas verá aprovada mais um diploma da reforma que tutela.
Lei das competências dita fim de 673 cargos de apoio político e poupança 12,5 milhões de euros anuais.
No próximo mandato autárquico serão extintos 673 cargos, o equivalente a 34% dos pessoal de apoio político actualmente empregado nas autarquias. C om esta medida, prevê-se uma poupança anual de 12,5 milhões de euros em ordenados. Segundo a projecto da nova Lei das Competências que hoje será aprovado em Conselho de Ministros, o objectivo é fomentar a cooperação entre municípios, aumentar a competitividade e desenvolvimento local, gerando uma poupança indirecta de vários milhões. Um estudo encomendado pela Câmara do Porto à Faculdade de Economia local e utilizado pelo Governo na elaboração da lei garante que, no caso da cidade, é possível poupar 10% do valor actualmente investido em serviços caso a colaboração entre municípios seja reforçada. Uma percentagem que o Executivo espera alargar a todo o território nacional.
A extinção de freguesias estará concluída até ao final do ano, até Fevereiro as autarquias têm de decidir quais as empresas do sector empresarial local a extinguie e há muito que sabem que terão de reduzir o pessoal. A somar a tudo isso, foi colocado em prática o Programa de Apoio à Economia Local - linha de crédito no valor de mil milhões de euros - que exigirá aos municípios a adopção de medidas de saneamento financeiro - entre elas, a colocação no máximo de todas as taxas municipais. Hoje, em Conselho de Ministros, será aprovado o penúlitmo diploma da reforma do poder local.
A nova lei quadro para as competências de autarquias e entidades intermunicipais terá implicações na organização do território, mas também na distribuição de funções ao nível do poder local a partir da próxima legislatura autárquica. Primeiro, passará a ser preciso agregar cinco municípios e pelo menos 90 mil habitantes para ter estatuto de comunidade intermuncipal - novidade que garante a reformulação de três das 25 comunidades já existentes - mas também serão criados dois novos órgãos de governação: o primeiro é o Conselho Metroplitano, a ser constituído pelos presidentes de câmara e de onde sairão os eleitos para o segundo, a Comissão Executiva da região. Mas a maior reforma será ao nível das competências. O Estado poderá passar a contratualizar responsabilidades tanto a autarquias como às entidades intermunicipais, que deverão assegurar a melhor gestão dos recursos públicos disponíveis na região. No sentido inverso, também os municípios passarão a delegar nos novos órgãos de gestão intermunicipal o planeamento económico e social da região, sendo de esperar incentivos financeiros para as que conseguirem melhorias nos respectivos índices.[CORTE_EDIMPRESSA]
Embora o destino esteja já traçado para a cerca de um terço das 4260 freguesias existentes - o Executivo aponta para a extinção de 1150 - estes órgãos, também ficarão, ainda assim, com as suas competências reforçadas. A conservação e limpeza de espaços e infraestruturas públicos, o apoio a actividades sociais ou culturais da freguesia, a reparação da sinalização nas vias municipais e o licenciamento de actividades temporárias na zona passarão a ser da responsabilidade da sua responsabilidade.
Nova lei de finanças locais só em 2013
Colocada de parte a hipótese de apresentar uma nova lei eleitoral autárquica por falta de consenso entre os partidos da maioria parlamentar, será a nova Lei das Finanças Locais a encerrar a reforma administrativa e do poder local. Em Julho de 2011, no congresso da Associação Nacional de Municípios, Passos Coelho confirmou a intenção de a refazer e inicialmente o prazo estipulado para a sua conclusão era o final deste ano. Entretanto, o alargamento do prazo já foi renegociado com a troika estando agora prevista a sua apresentação durante 2013. Embora ainda poucos pormenores sejam conhecidos, em Setembro no último congresso da ANMP, o vice-presidente Rui Solheiro já foi avisando que a lei que está a ser preparada "não serve", reclamando "uma nova lei que garanta a sustentabilidade financeira dos municípios".
Pontos chave da lei das competências
1 - Intermunicipais com 90 mil habitantes
Com a nova lei das competências, as entidades intermunicipais passarão a ter de ter um mínimo de 90 mil habitantes e agregar pelo menos 5 municípios. Das actuais 25 existentes apenas três não têm o minímo de população - segundo dados do Censos de 2011, a Comunidade Intermunicipal (CI) da Beira Interior Sul, com 74 861 habitantes, a da Serra da Estrela, com 43 721, e a do Pinhal Interior Sul, com 33 341 - e terão de ser reformuladas. No extremo oposto são as duas áreas metropolitanas - Lisboa com 2 815 581 e Porto com 1 671 536 habitantes - as comunidades mais populosas. A região do Tâmega e Sousa, com 520 056, e a algarvia, com 450 484, são as CI mais populosas.
2 - Comunidades com mais poder político
Será criada a Comissão Executiva com elementos eleitos pelo colégio das assembleias municipais da região e terão três elementos no caso das comunidades intermunicipais e cinco no caso das áreas metropolitanas. No sentido inverso, deverão acabar as assembleias intermunicipais, passando a Conselho Metropolitanto, formado pelos presidentes de câmara e com funções executivas. Aqui caberá cumprir um dos pilares da reforma que o executivo - o do aumento da eficiência na gestão das competências a distribuir entre autarquias e outras entidades intermunicipais e a articulação entre os diferentes níveis da administração pública.
3 - Mais competências para freguesias
Das actuais 4260 freguesias, cerca de 1150 estão condenadas a desaparecer, mas as sobreviventes verão os seus poderes reforçados. Depois de negociações com ANMP e ANAFRE, o Executivo vai reforçar as competências das freguesias já a partir da próxima legislatura. Parques públicos, mercados e feiras locais, abrigos de passageiros, placas de sinalização, a manutenção de pavimentos e de sinalização assim como o apoio a iniciativas de natureza local, passarão a ser formalmente competências das juntas de freguesia. No próximo orçamento, as transferências de verbas serão reforçadas consoante as competências atribuídas pelos municípios.
4 - Redução do pessoal político
Com o não aumento da despesa pública como princípio básico da reforma, a redução de pessoal de apoio político às autarquias será outro ponto importante. No total serão extintos 673 cargos de apoio a presidentes de câmara e vereadores a tempo inteiro. No total, o Executivo estima que a poupança ronde os 12.5 milhões de euros anuais. A maior fatia será recuperada no pessoal de apoio aos presidentes de câmara que passará de 24.6 para 17.5 milhões enquanto a redução nos secretários de vereadores a tempo inteiro o total da redução não chega aos 5 milhões - o total passa de 16.6 para 11.7 milhões. Para a nova comissão executiva, serão entregues 3.3 milhões de euros por ano.
Filipe Garcia e Inês David Bastos
18/10/12 in economico
18/10/12 in economico
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Tradições do Xisto
No passado dia 18 de Maio, o Município de Góis e a Lousitânea, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Museus, este ano sobre a temática “Museus e Turismo”, apresentaram o projectoTRADIÇÕES DO XISTO.
O projecto traduz-se na criação de um ecomuseu no território das quatro aldeias do xisto de Góis – Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira, Pena – e na área abrangida pela Serra da Lousã, com o objectivo fulcral e fundamental de atrair os próprios habitantes das povoações e/ou novos habitantes para aí encontrarem perspectivas de futuro. Esta ideia pretende ir mais além, dando continuidade e solidez ao preconizado pelo programa da Rede das Aldeias do Xisto.
O desejo de manter o território como um lugar uno e excepcional. Proporcionar o desenvolvimento das comunidades, enquanto protagonistas da história vivida e a viver nesses espaços. Dinamizar o seu património natural e cultural.
Contamos com a sua presença na aldeia do xisto de Aigra Nova, no Concelho de Góis, dia 18 de Maio, pelas 10h00m. Vamos partilhar consigo um pouco das vivências, estórias e emoções das comunidades das aldeias do xisto!
O desejo de manter o território como um lugar uno e excepcional. Proporcionar o desenvolvimento das comunidades, enquanto protagonistas da história vivida e a viver nesses espaços. Dinamizar o seu património natural e cultural.
Contamos com a sua presença na aldeia do xisto de Aigra Nova, no Concelho de Góis, dia 18 de Maio, pelas 10h00m. Vamos partilhar consigo um pouco das vivências, estórias e emoções das comunidades das aldeias do xisto!
PROGRAMA
10h00m
ANIMAÇÃO NA ALDEIA
Ateliers de animação e de recepção dos participantes
- Concentração de cabras das aldeias
- Oficina do queijo de cabra
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias
- Representação da sementeira do milho
- Concentração de cabras das aldeias
- Oficina do queijo de cabra
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias
- Representação da sementeira do milho
11h00m
CERIMÓNIA OFICIAL DE APRESENTAÇÃO PÚBLICA
Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino
Presidente da CCDRC, Dr. Alfredo Marques
Presidente Turismo Centro de Portugal, Dr. Pedro Machado
Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes
Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva
Representante das Aldeias do Xisto de Góis, André Claro
Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino
Presidente da CCDRC, Dr. Alfredo Marques
Presidente Turismo Centro de Portugal, Dr. Pedro Machado
Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes
Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva
Representante das Aldeias do Xisto de Góis, André Claro
11h30m
APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO PROJECTO “TRADIÇÕES DO XISTO” Vídeo “Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto”
12h00m
BRINDE DE LICOR DE MEL E LICOR DE CASTANHA
19.05.09
Ecomuseu dá vida às tradições do xisto
Projecto dinamizado pela Liga dos Amigos da Serra da Lousã
é amanhã inaugurado na aldeia de Aigra Nova, concelho de Góis
Não há relíquias blindadas, mas peças simples e, sobretudo, gente com histórias para contar, numa viagem de descoberta do mundo serrano, possível de fazer em escassos metros quadrados. Falamos do Ecomuseu das Tradições do Xisto, que amanhã é inaugurado na Aldeia do Xisto da Aigra Nova, concelho de Góis. Um espaço que se pretende vivo, de pessoas, de memórias, de vivências e de tradições do território do xisto.
in Diario de Coimbra 12.10.12
é amanhã inaugurado na aldeia de Aigra Nova, concelho de Góis
Não há relíquias blindadas, mas peças simples e, sobretudo, gente com histórias para contar, numa viagem de descoberta do mundo serrano, possível de fazer em escassos metros quadrados. Falamos do Ecomuseu das Tradições do Xisto, que amanhã é inaugurado na Aldeia do Xisto da Aigra Nova, concelho de Góis. Um espaço que se pretende vivo, de pessoas, de memórias, de vivências e de tradições do território do xisto.
in Diario de Coimbra 12.10.12
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Bandeira ao contrário, gritos e canto lírico
A bandeira de Portugal foi hoje hasteada de pernas para o ar pelo Presidente da Cavaco Silva, na varanda do Município de Lisboa, no início das comemorações do 5 de Outubro que ficaram ainda marcadas por dois protestos, um dos quais singular protagonizado por uma cantora lírica.
Mal a bandeira começou a subir, ouviu-se entre a assistência, quem chamasse a atenção para o facto, mas a bandeira ainda ficou hasteada durante algum tempo para evitar 'dar muito nas vistas', segundo se percebeu na atitude das entidades organizadores que tentaram escapar às câmaras da televisão.
"É o estado do país", ouviu-se entre as pessoas que assistiam à cerimónia, que não deviam chegar a meia centena, ao contrário do que tem sido hábito em anos anteriores. As circunstâncias em que se deu este erro com a bandeira nacional ainda estão por apurar.
Dois protestos que furaram a segurança
As comemorações dos 102 anos da implantação da República, dia que deixará de ser ferido nacional,que já estavam a gerar polémica, dado o caráter particular que lhe foi conferido por uma cerimónia à porta fechada, ficaram ainda marcadas por um protesto de duas mulheres, no Pátio da Galé.
Ainda no final do discurso de Cavaco Silva, uma mulher, que se encontrava no fundo da sala, começou a protestar dizendo que lhe faltava dinheiro, medicamentos, assistência social e que queria falar com algumas das entidades presentes.
A mulher de 57 anos dizia-se desesperada com a sua situação de pensionista com 227 euros por mês e que já estaria na miséria completa senão fosse o filho. "As pessoas têm de começar a gritar, as pessoas têm de começar a falar. Tudo isto é um disparate, com esta gente aqui cheia de dinheiro", gritava quando a segurança a tentava por fora da sala.
Entretanto, irrompe pela sala a cantora líria Ana Maria Pinto a cantar a música "Firmeza" de Lopes-Graça, com um poema Bde José João Cochofel, terminando com uma grande salva de palmas, parecendo até que a sua intervenção fazia parte do programa das comemorações.
"O meu dever cívico é não cooperar, é resistir. Canto pela alma de Portugal", disse a cantora ao Expresso.
"Canção para Fernando Lopes-Graça pôr em música", assim se chama a letra que Cochofel escreveu e que Ana Maria Pinto escolheu para cantar no Pátio da Galé, onde, quase em privado, se assinalava o dia em que a República foi implantada em Portugal, no ano de 1910.
"Não seja o travor das lágrimas/capaz de embargar-te a voz;/que a boca a sorrir não mate/nos lábios o brado de combate./Olha que a vida nos acena para além da luta./Canta os sonhos com que esperas,/que o espelho da vida nos escuta", é o poema que Cavaco Silva não ouviu, por já ter saído por um das portas laterais.
in Expresso 5.10.12
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/bandeira-ao-contrario-gritos-e-canto-lirico=f758133#ixzz28TFEwdzp
domingo, 16 de setembro de 2012
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