No passado dia 18 de Maio, o Município de Góis e a Lousitânea, no âmbito das comemorações do Dia Internacional de Museus, este ano sobre a temática “Museus e Turismo”, apresentaram o projectoTRADIÇÕES DO XISTO.
O projecto traduz-se na criação de um ecomuseu no território das quatro aldeias do xisto de Góis – Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira, Pena – e na área abrangida pela Serra da Lousã, com o objectivo fulcral e fundamental de atrair os próprios habitantes das povoações e/ou novos habitantes para aí encontrarem perspectivas de futuro. Esta ideia pretende ir mais além, dando continuidade e solidez ao preconizado pelo programa da Rede das Aldeias do Xisto.
O desejo de manter o território como um lugar uno e excepcional. Proporcionar o desenvolvimento das comunidades, enquanto protagonistas da história vivida e a viver nesses espaços. Dinamizar o seu património natural e cultural.
Contamos com a sua presença na aldeia do xisto de Aigra Nova, no Concelho de Góis, dia 18 de Maio, pelas 10h00m. Vamos partilhar consigo um pouco das vivências, estórias e emoções das comunidades das aldeias do xisto!
O desejo de manter o território como um lugar uno e excepcional. Proporcionar o desenvolvimento das comunidades, enquanto protagonistas da história vivida e a viver nesses espaços. Dinamizar o seu património natural e cultural.
Contamos com a sua presença na aldeia do xisto de Aigra Nova, no Concelho de Góis, dia 18 de Maio, pelas 10h00m. Vamos partilhar consigo um pouco das vivências, estórias e emoções das comunidades das aldeias do xisto!
PROGRAMA
10h00m
ANIMAÇÃO NA ALDEIA
Ateliers de animação e de recepção dos participantes
- Concentração de cabras das aldeias
- Oficina do queijo de cabra
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias
- Representação da sementeira do milho
- Concentração de cabras das aldeias
- Oficina do queijo de cabra
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias
- Representação da sementeira do milho
11h00m
CERIMÓNIA OFICIAL DE APRESENTAÇÃO PÚBLICA
Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino
Presidente da CCDRC, Dr. Alfredo Marques
Presidente Turismo Centro de Portugal, Dr. Pedro Machado
Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes
Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva
Representante das Aldeias do Xisto de Góis, André Claro
Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino
Presidente da CCDRC, Dr. Alfredo Marques
Presidente Turismo Centro de Portugal, Dr. Pedro Machado
Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes
Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva
Representante das Aldeias do Xisto de Góis, André Claro
11h30m
APRESENTAÇÃO PÚBLICA DO PROJECTO “TRADIÇÕES DO XISTO” Vídeo “Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto”
12h00m
BRINDE DE LICOR DE MEL E LICOR DE CASTANHA
19.05.09






“É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos”, diz a descrição do evento.
E prossegue: “O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na Segurança Social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores”.
“A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade. Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade”, sublinha este apelo à união “contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada”, repetindo que “é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário”.
“É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes. Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro”.
“Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias que concordem com as bases deste apelo para que se juntem na rua no dia 15 de Setembro. Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!”, conclui o manifesto, assinado por Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, António Pinho Vargas, Blandina Vaz, Bruno Neto, Chullage, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala Gusmão, Marco Marques, Margarida Vale Gato, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Rui Franco, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Rodrigues.
O grupo, que criou também o apelo no blog http://www.queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/, adverte ainda que a manifestação de 15 de Setembro é pacífica. “As armas que levamos são as nossas vozes e a nossa presença. Não serão, pois, bem vindos ao protesto ou à página quaisquer apelos à violência. Na impossibilidade de darmos a esta página atenção permanente dada a concentração de esforços em sermos muitos milhares no próximo Sábado, demarcamo-nos de comentários notoriamente racistas, xenófobos ou fascistas assim como de perfis com o propósito de insultar os participantes”.