A Câmara de Góis apresentou uma providência cautelar, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, contra o encerramento de uma escola básica do concelho com 24 alunos.
A presidente da autarquia, Lurdes Castanheira, disse à agência Lusa que o executivo municipal decidiu por unanimidade, na sua última reunião, interpor esta providência com o objetivo de impedir a extinção da Escola Básica 1 da Ponte do Sótão e "defender os interesses das populações".
A autarca socialista realçou que o Ministério da Educação e Ciência (MEC), através da direção de serviços do Centro da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), decidiu fechar a Escola Básica, que tem 24 alunos, mantendo ao mesmo tempo o Jardim de Infância da Ponte do Sótão, que acolhe apenas seis crianças.
"Podíamos ter chegado a um entendimento, mas nem nos deixaram apresentar a nossa proposta", acrescentou, explicando que, em resposta a um pedido de audiência da Câmara de Góis, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, incumbiu a responsável regional da DGEstE, Cristina Oliveira, "de promover essa reunião, que nunca chegou a realizar-se".
Para o município, "é muito mais difícil transportar os 24 alunos" da Escola da Ponte Sótão, do que as seis crianças que frequentam o Jardim de Infância, segundo Lurdes Castanheira, cujo executivo preferia o encerramento deste estabelecimento, mantendo o outro.
Em comunicado, a Câmara de Góis afirma que "não pode aceitar tal termo, uma vez que a própria diretriz, no que ao número de alunos diz respeito, está a ser cumprida. São 24 crianças, uma delas com necessidades educativas especiais".
Jornal de Notícias, 5 de Setembro de 2014
