terça-feira, 30 de março de 2010

'Enterro do Bacalhau'

Na próxima sexta-feira, dia 2 de Abril, vai-se realizar a antiga tradição da quaresma "Enterro do Bacalhau". Trata-se do julgamento teatral do bacalhau que se inicia com um cortejo fúnebre, alguns dos personagens que participam no enterro são o doutor juiz, os advogados, o oficial de diligências, o réu bacalhau e as testemunhas – salsa, alho, cebola, e vários temperos. 
A apresentação está marcada para as 21:30 horas, na Associação Educativa e Recreativa De Góis, a Iniciativa está a cargo do Grupo de Escuteiros 74 de Góis, com o apoio da comunidade goiense.

A tradição
A tradição do "Enterro do Bacalhau" parece remontar ao século XVI, durante o movimento contra-reforma. Sabe-se que o Concílio de Trento, conferindo á Igreja Católica o poder centralizado e o autoritarismo que possuia antes da Reforma de Lutero e Calvino, levou a que a nova Inquisição combatesse em força as chamadas heresias, independentemente da perseguição aos dos Evangelhos atrás citados. Esta Igreja que proibia o consumo total da carne durante a Quaresma, abria um precedente a todos aqueles que comprassem a bula. Este indulto só servia os mais abastados, que o podiam pagar, enquanto os desfavorecidos, a grande maioria afinal, teriam de se socorrer do peixe na sua alimentação durante as sete semanas da quaresma. O peixe mais acessivel era o bacalhau. O povo revoltou-se contra esta determinação, mas teve de abdicar, não sem que antes criasse esta festividade pagã, como sentimento de revolta pela sua impotência.
O bacalhau implantou-se assim nos lares dos pobres, sendo o seu salvador. Cozinhado de mil maneiras diferentes, ele foi absoluto durante o período da Quaresma findo o qual o tribunal fantoche dos filhos o julgou e o condenou a morte, por inveja da sua popularidade. O advogado de acusação, o traidor "Filho da Maria Malvada", cujas origens eram de um mero filho do povo, fundamentou o seu ataque no facto de, durante o período de abstinência, só lhe ter calhado do mal-cheiroso, do escamudo, do mal-curtido, do rabo e asa, etc.
Esta traição enraiveceu uma vez mais toda aquela gente simples que, durante o cortejo, pede a sua cabeça, para que se faça justiça ao bacalhau.
Os três principais sermões: "Vida e Morte do Bacalhau", "Testamento do Bacalhau" e as "Exéquias do Bacalhau", formam com as quadras cantadas ao som da marcha fúnebre de Chopin, um espectáculo digno de ser visto. Para além dos três sermões apontados, é tradição do Soutocico, a queima do Judas, no mesmo dia e após o enterro. Logo que o bacalhau desce á cova, segue-se um sermão ao Judas que começa "...São Cipriano por Belzebú te invoco, pote das almas, toucinho crú, bruxas do inferno, luzecus do além, penas de corvo, sangue de frango, louvo o tranglomano, para sempre louvado, pater, filho e espirito sentado ..."
Seguidamente, o Judas é queimado e rebentado entre alaridos e gáudio da multidão.
in  http://leiria.tripod.com/lendasbac.html

sábado, 27 de março de 2010

Corterredor inaugura Centro Social e de Artesanato

Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira é  inaugurado amanhã na aldeia de Corterredor. Em causa está um projecto  promovido pela ADIBER  (Associação de Desenvolvimento da Beira Serra) que pretende afirmar-se como um baluarte no combate à desertificação e no apoio social a uma população marcadamente idosa. E não é por acaso que o projecto, cuja construção começou em 2006, é agora inaugurado, num ano eleito, em termos europeus, como de Combate à Pobreza e à Exclusão Social. «A pobreza não é unicamente motivada pela falta de dinheiro, não é exclusivamente  de carácter económico», afirma a ADIBER, sublinhando que o isolamento e a solidão são factores que contribuem para essa pobreza e exclusão social que se quer combater.
O centro representa, de acordo com José Cabeças, presidente da direcção da ADIBER, um investimento de 70 mil euros, apoiado pelo programa AGRIS, e apresenta duas valências, uma dedicada ao artesanato e a outra que se pretende afirmar como centro cívico e social da aldeia.
Trata-se de um Centro de Dia, com capacidade para receber 16 idosos que, todavia, pretende ser muito mais do que um centro de dia. Este fazia falta, reconhece José Cabeças, e tanto assim é que «vai começar a funcionar na segunda-feira e a lotação já está esgotada». Mas, mais do que um espaço onde os idosos tomam as refeições, pretende-se que seja um espaço de «encontro e convívio», onde os habitantes do Corterredor possam conversar e conviver, criando uma proximidade que as paredes das suas casasnão permitem. Por isso mesmo a ADIBER, ao invés de Centro de Dia prefere chamar-lhe Centro de Dinamização Social, uma vez que tem uma perspectiva mais envolvente em relação à comunidade que se prepara para servir.
Se à ADIBER coube a tarefa de erguer o espaço e garantir o seu equipamento  - que implicou um investimento na casa dos 30 mil euros e  o apoio do programa Progride -  já não faz parte da sua vocação garantir-lhe a gestão. Por isso, refere José Cabeças, no dia da inauguração será «firmado um protocolo com a Misericórdia de Góis, entidade que vai assumir a gestão do Centro de Dinamização Social». As razões são várias, uma vez que, esclarece, esta instituição já tem  um “know how” acrescido em matéria de apoio a idosos, sendo responsável por vários espaços, nomeadamente na vizinha localidade da Cabreira, garantindo actualmente apoio domiciliário aos idosos do Corterredor. 

Promover artesanato
A segunda valência do edifício é inteiramente dedicada ao artesanato. «Não se pretende criar um ponto de venda», refere a ADIBER, sublinhando que o objectivo deste espaço é «a promoção e valorização» desse mesmo património, onde «se pretende realizar actividades relacionadas com o artesanato», nomeadamente «ter artesãos a trabalhar ao vivo».
E o mote dessa experiência é dado já no momento da inauguração, uma vez que vai ficar marcada com uma exposição de trabalhos de uma artesã da Cabreira, que também vai estar presente. A D. Amélia da Cabreira, como é conhecida, tem um génio criador singular, que a leva a transformar o velho em novo e a reutilizar objectos cujo destino certo era o lixo, transformando-os em originais artefactos decorativos. Desde telhas a garrafas, passando por cabaças, ou cortiços, a artesã molda-os com engenho e dali resultam verdadeiras obras de arte.
 Tradicional naquela zona do Vale do Ceira são as colheres de pau, feitas até há bem pouco tempo por um artesão do Cadafaz, que já deixou de produzir e, claro, os trabalhos em xisto. Curioso é o facto de haver, também na freguesia, o que se poderá chamar um artesão de grande escala, uma vez que trabalha exclusivamente na recuperação das tradicionais casas de xisto (não as miniaturas, mas as de habitação). É este património que, sublinha a ADIBER, «se pretende valorizar, divulgar e promover».

Edifício recuperado mantendo traça original
José Cabeças justifica de forma poética a escolha do Corterredor para instalar este  Centro de Artesanato e Dinamização do Vale do Ceira. «Não se pode deixar morrer a aldeia», afirma, sublinhando que «o Corterredor é o nossos Piódão, uma vez que é, no concelho de Góis, a aldeia mais parecida e que mais faz lembrar o Piódão». E efectivamente, os traços da construção em xisto estão ali presentes e o edifício onde vai funcionar o Centro de Dinamização Social e de Artesanato é um exemplar genuíno.  Com efeito, trata-se de um edifício antigo, que foi submetido a profundas obras de recuperação e mantém a traça original, característica das casas de xisto. O interior foi todo demolido e construído de novo, mas de pé ficaram as paredes exteriores, que mantêm, agora com um “ar” renovado, o seu aspecto original.
in Diario de Coimbra, 27/03/10

sexta-feira, 26 de março de 2010

Góis visita Oroso este Fim de Semana

Porque se trata de um intercâmbio, e por cá nada foi publicado, fica a noticia do intercâmbio entre Góis e Oroso como publicado em Oroso. 

"A comitiva visitou hoxe o municipio e as distintas dependencias municipais, e manterá esta tarde unha reunión de traballo cos técnicos e políticos do Concello de Oroso.

Unha delegación municipal da Cámara Municipal de Góis (Portugal), encabezada pola nova presidenta da Cámara Municipal de Góis (o equivalente en Galicia á figura da alcaldesa), María de Lurdes Oliveira Castanheira, está a visitar hoxe o concello de Oroso. Unha visita que ten un dobre obxectivo: que a nova corporación lusa coñeza o municipio co que están irmanados dende setembro de 2007 e “reforzar eses lazos de unión, para seguir traballando xuntos como irmáns institucionais que somos”, sinala o alcalde de Oroso, Manuel Mirás.

A comitiva oficial lusa encabezada por María de Lurdes Oliveira Castanheira, conta tamén coa presenza do vereador (o equivalente en Galicia a un concelleiro) Mário Barata García e do presidente da Asamblea Municipal de Góis, José Antonio Pereira de Carvalho. Unha comitiva que se completa, pola parte orosán, coa presenza de todos os concelleiros das distintas áreas de Goberno, que esta tarde manterán unha reunión de traballo coa comitiva lusa na que tamén participarán técnicos municipais.

Mirás Franqueira asegura que estes encontros “serven para renovar os lazos de unión con Góis e seguir na liña de colaboración iniciada entre ambos municipios”. Un punto no que incidiu tamén María de Lurdes Oliveira Castanheira ao asegurar que “vimos continuar un traballo xa iniciado por José Girao Vitorino (recentemente falecido) e a propoñer outras accións de colaboración en materia de Protección Civil, de protección de menores, cultura, biodiversidade, servizos sociais... temos moitas áreas nas que podemos traballar en conxunto”.

Intercambio de experiencias

Neste sentido, José Antonio Pereira de Carvalho foi máis aló e asegurou que “hai que dar un novo impulso ás relacións entre Góis e Oroso” e avogou por “fomentar un intercambio maior entre as nosas poboacións”. Neste sentido, dende a sinatura do irmanamento entre ambas localidades en setembro de 2007, téñense realizado un intercambio de mozos o pasado verán, dúas xornadas internacionais sobre servizos sociais e sobre Protección Civil, así como as distintas edicións do certame internacional OrosoArte.

Manuel Mirás apunta que “este tipo de actividades son moi interesantes para o intercambio de experiencias” e explicou que bota en falta na política española a existencia dunha figura como o presidente do pleno, existente en Portugal. “Hai que pensar que, en ocasión, o alcalde vese na obriga de defenderse dos ataques da oposición e, claro, é moi difícil defenderse e moderar ao mesmo tempo”, comentou Mirás Franqueira.

Pola súa banda, a presidenta da Cámara Municipal de Góis amosou a súa sorpresa polo desenvolvemento das sesións plenarias en Galicia. “Onte se discutíu aquí de alta política, foi un pracer coñecer o funcionamento dun pleno, que son ben diferentes aos que nós facemos”, sinalou Oliveira Castanheira. Un punto no que os asistenes bromearon co feito de que a sesión de onte superara as dúas horas de duración, ao que a delegación lusa respondeu que fora “moi curto”, pois en Góis os debates poden durar entre 4 e 6 horas.

Relación de visitas

Logo de asinar no libro de honra do Concello de Oroso, a comitiva oficial realizou unha visita polas dependencias municipais de Oroso. Posteriormente, desprazáronse ata a gardería municipal da Ulloa, onde recibiron un “libro viaxeiro” no que traballaron os propios cativos e no que se explican as actividades que se desenvolven na gardería. “Libro viaxeiro” porque conta con páxinas en branco para que os rapaces da gardería de Góis o enchan e o libro volte a Oroso nun futuro.

Acto seguido, a comitiva acudiu ao telecentro de comunicións, onde mantiveron unha videoconferencia co telecentro de Brión. Despois de coñecer o departamento de Servizos Sociais, a comitiva oficial visitou o polígono industrial de Sigüeiro, onde realizaron unha visita guiada polas instalacións de Vegalsa.

Esta tarde terán lugar unhas reunións de traballo (a porta pechada) entre os representantes lusos e os distintos concelleiros de Oroso para analizar futuras colaboracións en áreas como os servizos sociais, o turismo, a educación, a economía e a cultura tanto a curto como a medio prazo. Así, a visita servirá para avanzar nos preparativos do certame Oroso-Góis Arte.

Irmanados dende 2007

Oroso e Góis están irmanados dende setembro de 2007 xa que se trata de dous municipios con moitas semellanzas dende o punto de vista natural (como a importancia que teñen para ambos os ríos), patrimonial (xa que ambos forman parte do Camiño de Santiago) e cultural (pois ambos colaboran na organización do certame internacional OrosoArte). Un irmanamento asinado polo alcalde de Oroso, Manuel Mirás, e polo anterior presidente da Cámara Municipal de Góis, José Girao Vitorino, recentemente falecido.

Góis pertence ao Distrito de Coimbra, está situada a 140 quilómetros de Oporto e está composta por cinco “freguesías” (parroquias). Cuns 5.000 habitantes, trátase dunha localidade que comparte con Oroso a súa profunda relación cos ríos (o Ceira) e un gran dinamismo social e cultural, como demostra a celebración do certame internacional Góisarte. Unha mostra na que leva participando varios anos o Concello de Oroso e que é o xermen do certame OrosoArte.
Programa da visita
A visita da delegación da Cámara Municipal de Góis desenvolverase de acordo co seguinte programa de actividades:

Xoves 25 de marzo.
- 17:30 horas. Chegada e recepción no Concello de Oroso. Sinatura no Libro de Honra.
- 19:00 horas. Asistencia ao pleno ordinario do Concello de Oroso.

Venres 26 de marzo.
- 10:00 horas. Recepción no Concello de Oroso. Visita ás dependencias municipais.
- 11:00 horas. Visita á escola infantil da Ulloa para nenos menores de 3 anos.
- 12:00 horas. Visita ao Centro Multimedia. Teleconferencia co telecentro de Brión.
- 13:00 horas. Visita ao polígono industrial e á sede de Vegalsa.
- 16:30 horas. Reunión de traballo. Preparativos da nova edición de OrosoGois Arte. Intecambios de experiencias e valoracións."
in  http://www.concellooroso.com/

Empresário quer complexo turístico na Quinta do Baião

Projecto idealizado para turismo de natureza, saúde e bem-estar, com hotel, spa,health club e apartamentos
O empresário Alberto Mateus pretende implementar um Complexo Turístico na Quinta do Baíão, abrangendo a vertente da natureza, saúde e bem-estar, aliado a touring cultural e paisagístico, turismo de gastronomia e vinhos - e turismo náutico. A ser concretizado terá um hotel quatro estrelas superior com Spa e Health Club, apartamentos com a tipologia Ti ligados directamente ao hotel vivendas autónomas e residências medicalizadas e de cuidados continuados. O projecto está idealizado para ocupar urna área de 112.725. 
O objectivo de Alberto Mateus, explicou recentemente em reunião de Câmara, é conjugar a necessidade e a propensão do concelho para as actividades turísticas e de lazer, e aproveitar as condições existentes. para pessoas em idade sénior ou pré-sénior usufruírem de qualidade de vida, "Este tipo de turismo pode arrastar a um outro turismo, especialmente dos filhos, netos, familiares e amigos, cabendo aos empresários e às autoridades do concelho de Góis cativarem este potencial de ' mercado, de forma a que efectuem visitas permanentes' a Góis e à região, criando' assim fluxos turísticos frequentes, através de iniciativas sociais, culturais, desportivas, gastronómicas e de oportunidades' inovadoras que possam atrair todas as idades" lê-se na acta da reunião, citando a ideia do empresário. Este pretende que o projecto seja estruturante para a economia do concelho, pondo como hipótese não só a atracção de pessoas idade sénior, mas também do turismo em geral bem como a criação de postos de trabalho e consequente fixação de jovens.

O projecto mereceu um acolhimento positivo por parte da Câmara de Góis, tendo tido a palavra da presidente Lurdes Castanheira que a autarquia "tudo fará" para criar  as condições para o seu desenvolvimento. Também o vereador social-democrata Diamantino Garcia felicitou a iniciativa empresarial, no entanto lembrou que este  é já a terceira proposta em pouco mais de um ano, mas nenhuma se concretizou. De qualquer forma, mostrou-se esperançado quanto a este projecto pelo facto de ser um investidor goiense, merecendo-lhe "toda a consideração e respeito".
in Jornal de Arganil, 25/03/2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Comemoração do 100º aniversário do falecimento de António Francisco Barata

Dia 23 de Março, comemora-se o 100º Aniversário do Falecimento de António Francisco Barata, autor e investidor Goiense, a quem o Município de Góis homenageou atribuindo o seu nome à Biblioteca Municipal.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Góis não quis deixar em branco esta data e irá presentear os Goienses com uma mostra sobre a vida e a obra deste ilustre Goiense, que estará patente na Biblioteca Municipal até ao final do mês de Março.
Em Évora, cidade onde António Francisco Barata se radicou e faleceu irá também ser feita uma homenagem singela a qual conta com breves alocações, nomeadamente da senhora Presidente do Município de Góis e Presidente do Município de Évora, bem como uma conferência sobre António Francisco Barata, pelo seu bisneto, Prof. Doutor António Rei, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Évora.
O Município de Góis irá, em Janeiro do próximo ano, comemorar o 175 º Aniversário do seu Nascimento.
in RCA 22/03/10

APRECIAÇÃO PÚBLICA

PROJECTO DE REGULAMENTO GERAL DE TAXAS E OUTRAS RECEITAS MUNICIPAIS:
Encontra-se disponível para apreciação pública o Projecto de Regulamento Geral de Taxas e Outras Receitas Municipais, que inclui a Tabela de Taxas e Outras receitas Municipais e a respectiva Fundamentação Económico-Financeira.
Assim, podem os interessados dirigir, por escrito, as sugestões à Presidente da Câmara Municipal no prazo de 30 dias, contados da data da publicação no Diário da República.
O referido projecto de Regulamento poderá ser consultado na Divisão Administrativa e Financeira da Câmara Municipal, todos os dias úteis, durante as horas normais de expediente e no Portal do Município em www.cm-gois.pt.  
PDF_ICONProjecto de Regulamento Geral de Taxas e Outras Receitas Municipais | 428 Kbytes

PROJECTO DE REGULAMENTO MUNICIPAL DE URBANIZAÇÃO E EDIFICAÇÃO:
Encontra-se disponível para apreciação pública o Projecto de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação, que inclui a Tabela de Taxas de Urbanização e Edificação e a respectiva Fundamentação Económico-Financeira.
Assim, podem os interessados dirigir, por escrito, as sugestões à Presidente da Câmara Municipal no prazo de 30 dias, contados da data da publicação no Diário da República.
O referido projecto de Regulamento poderá ser consultado na Divisão de Obras, Urbanismo e Ambiente da Câmara Municipal, todos os dias úteis, durante as horas normais de expediente e no Portal do Município em www.cm-gois.pt.
PDF_ICONProjecto de Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação | 495 kbytes
 in CM Góis

domingo, 21 de março de 2010

ADIBER vai inaugurar Centro de Artesanato em Corterredor

De acordo com um comunicado enviado ao RCA NOTICIAS pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no próximo dia 28 de Março, vai decorrer a inauguração do Centro de Artesanato e Dinamização Social do Vale do Ceira, em Corterredor, concelho de Góis. Esta cerimónia está marcada para as 16 horas, e este equipamento é promovido pela ADIBER.
in RCA 18/03/2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Entrevista ao Presidente da Junta de Freguesia de Góis

O presidente da Junta de Freguesia de Góis, Alberto Jorge Reis, considera que existe falta de emprego e que a freguesia necessita de uma "política de fixação da população", com mais infra-estruturas e melhores acessibilidades.
Na opinião do presidente da Junta toda a freguesia é bonita e digna de ser visitada e deixa uma mensagem de esperança a todos os goienses: "...não desanimem, melhores dias virão, haja Paz, Amor e Civismo, é o que por vezes nos falta".

Jornal O Varzeense (Varz.) - O que o levou a recandidatar-se a presidente de Junta da Freguesia de Góis?
Alberto Jorge dos Reis (JR) - Na verdade não tinha a intenção de me recandidatar, mas tive muitas pessoas da freguesia que me pediam para me recandidatar, alegando que ainda podia ajudar a ganhar a Câmara.
Quando fui abordado pela presidente da  comissão política, da qual faço parte, desse-lhe que, no meu entender, não devia continuar, todavia, a presidente pediu-me que reflectisse antes de decidir. Pensei bastante e cheguei à conclusão que podia ajudar a ganhar a Câmara. Foi uma opção política de que não me arrependo.

Varz. - No seu entender, quais as obras de maior relevância que foram feitas nos últimos anos? Houve alguma que se arrependesse da forma como foi feita?
(JR) - Obras com grande relevância não foram feitas, mas houve algumas de interesse para a freguesia. Nunca foram feitas obras que me levassem ao arrependimento, tanto a mim como à equipa por mim liderada.

Varz.- Actualmente, quais as maiores necessidades da freguesia?
(JR) - As maiores necessidades da freguesia são: infraestruturas e acessibilidades capazes de poderem fixar os jovens na freguesia e atrair outros que venham.

Varz.- Quantos habitantes tem a freguesia? Na sua opinião o que deveria ser feito para ajudar a fixar mais a população?
(JR) -  A freguesia tem 2100 habitantes. Olhando para o futuro, no manifesto eleitoral ficaram bem expressas as prioridades da Junta para a freguesia.

Varz. - E na área social, o que te a dizer? No que se refere a apoio aos idosos entende que é uma freguesia bem apetrechada? Que outras medidas poderiam ser tomadas?
(JR) - na área social, penso que está bem apetrechada embora julgue que existe possibilidade de melhorar a assistência aos idosos.

Varz. - Neste curto espaço de tempo, desde que tomou posso, quais a principais obras já efectuadas pela Junta?
(JR) - desde que tomei posse, em Outubro de 2009, não ouve tempo para grandes obras, todavia, já ajudamos algumas instituições, pois, no meu entender, as grandes obras, são as ajudas que a junta de freguesia disponibiliza para que as instituições possam sobreviver.

Varz. - Em termos de edifício, a Junta de Freguesia tem o espaço adequado? Ou perspectiva-se alterações?
(JR) - O edifício sede da junta de freguesia tem condições adequadas para o seu bom funcionamento, não se perspectivam alterações.

Varz. - No que se refere ao ex-libris, quais os locais que aconselha visitar?
(JR) - Aconselho que se visite: Penedos de Góis; aldeias de Xisto, praias fluviais, Sra da Guia...Toda a freguesia é bonita.

Varz. - Como define a freguesia?
(JR) - Góis é uma freguesia em parte envelhecida e desertificada.
Na minha opinião não existem infraestruturas capazes de criar empregos para que se possam fixar os jovens e os que pretendem regressar a Góis.

Varz. - Deixe uma frase ao povo goiense.
(JR) - Há quem diga que santos da casa não fazem milagres, mas eu digo às pessoas da minha freguesia, a novos e velhos, que não desanimem, melhores dias virão, haja Paz, Amor e Civismo, é o que por vezes nos falta.
in Varzeense 15/03/10

"Os Novos Tempos em Góis"

Passados 4 meses das eleições autárquicas em Góis, sente-se hoje as vantagens de uma liderança forte e determinada, de uma gestão dedicada e profissional e de um controlo sobre os assuntos estratégicos da nossa comunidade.
O projecto de Lurdes Castanheira devolveu-nos a alegria de ser Goiense e a vontade de lutar pelo futuro. Surpreendeu-me pela positiva a forma, a excelência e a mestria com a qual a Presidente da Câmara Municipal conduziu a campanha eleitoral, criando um forte grupo de socialistas e independentes motivados e unidos por uma causa em comum. Se se pode tirar diversas conclusões, uma  é que ganhou a honestidade  e a perseverança, a força da união e da vontade do povo de Góis, esmagando a prepotência, a invencionice e a arteirice.  Ainda é cedo para balanços, mas o que Lurdes Castanheira trouxe à gestão  camarária nestes primeiros meses é muito bom e o trabalho bem feito deve ser valorizado.

A política em Góis faz-se essencialmente com dois partidos e, de facto, entristece-me bastante o momento actual do PSD. Após três derrotas eleitorais seguidas, a concelhia ainda não tirou conclusões políticas dos desaires, não conseguiu coordenar-se com os vereadores independentes, teve um líder na Assembleia Municipal interino e (onde é que já vi este filme?) a Cabeça de Lista do PSD a este órgão afasta-se 5 meses depois das eleições...
Mais grave: estes sociais-democratas não participam na vida cívica e cultural de Góis.  A sua intervenção na comunidade resume-se à cultura do anonimato, à excelência da demagogia e da farsa satírica de 4 em 4 anos na campanha eleitoral, hibernando depois, não se ouvindo mais!
O PSD de Góis não seduz o eleitorado, não seduz independentes, não mobiliza ninguém. Arrisca-se assim na minha opinião à agonia e ao vazio!

Congratulo-me pela vitória do PS. Se o eleitorado tivesse arriscado no PSD corríamos o risco de ver eleições antecipadas. A desistências, suspensões e renúncias consecutivas e recorrentes em apenas 120 dias são prova disso.
Os novos tempos em Góis são de renovada esperança para a maioria, mas de sono e fadiga para outros!

por Paulo Miguel Silva, Deputado na Assembleia Municipal de Góis
in Varzeense 15/03/10