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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Governo requalifica Vale do Ceira, interior do distrito de Coimbra

Góis, Coimbra, 02 set (Lusa) - O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, disse hoje que a tutela está a desenvolver um projeto para o Vale do Ceira, no interior do distrito de Coimbra, apoiado por um fundo norueguês com dois milhões de euros.

"Não são dois milhões para gastar em obras, que só por si não garantem sustentabilidade. É para ser um projeto em rede, que possa trazer valor acrescentado e, sobretudo, um projeto sustentável no tempo", disse o governante, na Cabreira, concelho de Góis, de onde é natural.

Segundo Carlos Martins, que participava na apresentação do Parque Patrimonial do Vale do Ceira, desenvolvido pela Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã, com a participação dos municípios de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra, o projeto deve iniciar-se em 2017 e desenvolver-se entre dois a três anos.

A intervenção no Vale do Ceira, que poderá vir a acolher propostas do projeto do Parque Patrimonial, passa pela dimensão hidráulica, turística, "que pode ter obras ou não, de relação com as populações, com o uso e a qualidade da água, a defesa de algumas infraestruturas e a criação de alguma riqueza".

"Não esperamos criar condições para um grande crescimento, mas queremos criar condições para que haja desenvolvimento e as pessoas que aqui estão tenham riqueza e vivam bem com aquilo que são os seus recursos locais e regionais", sublinha Carlos Martins.

O secretário de Estado do Ambiente considera que, se o projeto tiver sucesso, poderá ser complementado com outras candidaturas ao mesmo fundo, "que destina estes dois milhões numa primeira fase".

No sentido de o projeto ser "verdadeiramente integrado", o governante salientou que depois é preciso também "encontrar outras valências e outros fundos no turismo, no ministério da Administração Interna e da Agricultura, porque é assim que as autoridades que vão financiar entendem que o dinheiro é bem aplicado: quando acrescenta valor e é feito em rede com os cidadãos e com as instituições sejam públicas ou privadas".

Sobre o projeto do Parque Patrimonial do Vale do Ceira, que pretende valorizar o território de seis freguesias dos concelhos de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra, ao nível natural, turístico e cultural, Carlos Martins disse que tem "todos os ingredientes para ser um caso de sucesso".
AMV // SSS
Lusa/fim

in Porto Canal, 2.09.2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Divergências entre eleitos do PS levam presidente da Câmara de Góis a pedir eleições intercalares

Autarca acusa o ex-vice-presidente de inviabilizar a gestão do executivo votando ao lado da oposição e diz que se vai candidatar de novo à presidência

A presidente da Câmara de Góis, Lurdes Castanheira, quer eleições intercalares para  a autarquia porque considera que não tem condições para cumprir o mandato para o qual foi eleita devido a divergências com o vereador José Rodrigues, a quem foi retirada a confiança política.
“Não tenho nem confiança política nem pessoal no vereador eleito pelo PS. José Rodrigues, que tem votado permanentemente ao lado dos dois autarcas eleitos pelo Grupo de Cidadãos Independentes por Góis, forjando uma maioria que a população não lhes conferiu”, declarou ao PÚBLICO Maria de Lurdes Castanheira, adiantando que se vai recandidatar de novo à câmara.
A socialista, que há dois mandatos preside a esta autarquia no distrito de Coimbra, aguarda apenas que o concelho comemore o feriado nacional no dia 13 de Agosto para apresentar uma proposta de dissolução do executivo (composto por cinco elementos), com vista à realização de eleições antecipadas o mais depressa possível. “Há uma tentativa de assalto ao poder”, critica a autarca, revelando que a dissolução do executivo municipal será feita ao abrigo da lei da tutela administrativa”.
Lurdes Castanheira considera a “situação actual insustentável” e refere que a fractura que existe entre ela e o vereador, que no seu primeiro mandato assumira a vice-presidência da câmara, “começou em Outubro de 2014 quando o vereador resolveu chumbar o orçamento da câmara para 2016 e todos os documentos associados”. Mas o mal-estar já vinha de trás quando a presidente retirou a confiança política a José Rodrigues, que tutelava o pelouro da Acção Social, Cultura, Educação, Desporto, Turismo, “por questões de lealdade e de confiança”. 
Com a vice-presidência entregue a um outro vereador do PS, a relação entre os dois eleitos socialistas tornou-se difícil. A autarca acusa o seu ex-número dois de “estar em sintonia com os dois autarcas do Grupo de Cidadãos Independentes por Góis", Diamantino Garcia e Helena Moniz, ambos eleitos em anteriores eleições nas listas do PS.
José Rodrigues considera as acusações da autarca “completamente injustas” e acusa a presidente de “ser prepotente e de querer impor a sua vontade”. Sem pelouros desde Dezembro de 2014, José Rodrigues não poupa a presidente da câmara, que acusa de “desautorizar sistematicamente as chefias” e deixa nas entrelinhas algum desconforto pelo facto de Lurdes Castanheira não o ter convidado, de novo, para vice-presidente.
Acusando a presidente de “não estar a defender os interesses dos habitantes de Góis”, o vereador diz não temer eventuais punições do partido, mas se isso acontecer – frisa - não terá problemas em entregar o cartão de militante.
Lurdes Castanheira espera que “a seu tempo o partido tome uma posição que leve à expulsão de José Rodrigues do PS” porque - alega a presidente de câmara - “o que o vereador tem assumido é uma postura de traição ao Partido Socialista”. “O que está a ser atraiçoado é o PS e os princípios do PS”, reforça.
A presidente de câmara diz que tem o apoio do PS nesta questão e, ainda esta semana, o presidente da distrital do PS de Coimbra, Pedro Coimbra, condenou, em comunicado, “de forma veemente o comportamento manifestado ao longo deste ano e meio pelos três vereadores em causa que lesam de forma abusiva o interesse público sem honrarem os mandatos que lhes foram confiados para ajudarem a governar o concelho”. Segundo o líder distrital, “a gestão do município de Góis tem assistido a lamentáveis episódios políticos que mais não são do que uma total desconsideração e desprezo pela vida pública e pelos interesses superiores do concelho”.
in , Público 04.08.2016

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

GNR atenta a Fátima e à concentração motard de Góis

É  esperado um aumento de tráfego, mas não tão grande quanto no início do  mês.



A ida de emigrantes a Fátima e a concentração motard de Góis vão merecer particular atenção por parte da GNR este fim-de-semana.


De acordo com o tenente-coronel Lourenço da Silva, são esperados milhares de emigrantes na Cova da Iria, assim como grande fluxo de tráfego em direcção a Góis.
A GNR admite que esta sexta-feira possa existir um aumento de tráfego sobretudo em direcção a sul, mas muito inferior ao registado no início do mês de Agosto.
"É previsível que no final desta sexta-feira aumente o tráfego, como aliás é normal, embora sem a dimensão daquilo a que assistimos no fim-de-semana da mudança de mês de Julho para Agosto", referiu Lourenço da Silva à Renascença.
in Radio Renascença 14.08.2015

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Góis entre os nomeados para as 7 Maravilhas Naturais de Portugal

Góis está entre os 323 nomeados a “7 Maravilhas Naturais de Portugal®”. Segundo o Campeão das Provincia, o centro é a região que apresenta mais candidaturas com 69 propostas.
Fraga da Pena (Arganil), Serra do Açor (Arganil), Rio Mondego (Coimbra), Paul de Arzila (Condeixa), Falésias do Cabo Mondego (Figueira da Foz), Montes de Santa Olaia e Ferrestelo (Figueira da Foz), Meandros do Zêzere (Pampilhosa da Serra), Livraria do Mondego (Penacova), Pedra da Ferida (Penela) e Sistema Espeleológico do Dueça (Penela), estão entre as 13 nomeações do destrito de Coimbra.
O concelho de Góis apresenta Penedos de Góis na categoria de Grandes Relevos e o Vale do Ceira na categoria de Zonas Aquàticas Não Marinhas.

As 323 candidaturas foram apresentadas no dia 7 de Janeiro de 2010 em parceria institucional com o Ministério do Ambiente, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Liga para a Protecção do Ambiente (LPN), Quercus, GEOTA e National Geographic Portugal.

De acordo com Humberto Rosa, Secretário de estado do Ambiente, “O nosso país tem um património natural muito valioso e variado, que é frequentemente esquecido ou desvalorizado. Pô-lo em evidência através das “7 Maravilhas Naturais de Portugal®” é especialmente oportuno, no contexto do Ano Internacional da Biodiversidade em curso”.

António Vitorino, Comissário para as “7 Maravilhas Naturais de Portugal®” acrescentou que “Consciencializar os portugueses para a preservação do meio ambiente e do património natural é o nosso grande objectivo. O primeiro passo está dado e acreditamos que a partir daqui o envolvimento das pessoas será ainda maior. Cuidar das belezas naturais do nosso país vai ser uma prioridade de todos em 2010”

Os critérios de base para a escolha serão:
1. Beleza e unicidade do sítio nomeado;
2. Diversidade dos nomeados (segundo as sete categorias);
3. Importância ecológica (per si ou o seu significado para os seres humanos);
4. Significado histórico e cultural;
5. Distribuição geográfica dentro do país;
6. Estado de conservação do local;
7. Não tenham sofrido alterações humanas por razões estéticas.

A próxima fase do projecto consiste na criação de um painel de 77 especialistas, representantes das várias áreas científicas e com representatividade geográfica nacional, que de acordo com os sete critérios chegarão a uma short list de 77 locais naturais pré-finalistas. Posteriormente um painel de 21 personalidades notáveis do nosso país irá escolher as 21 Maravilhas finalistas, as quais serão apresentadas para votação pública a 7 de Março de 2010.

Nesta lista de 21 Maravilhas finalistas terá que estar presente, no mínimo, um finalista de cada uma das sete regiões do país: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. Desta forma, a New 7 Wonders Portugal assegura a representatividade geográfica do país.

A votação, auditada pela PricewaterhouseCoopers, termina a 7 de Setembro de 2010 e as “7 Maravilhas Naturais de Portugal®” serão conhecidas no mesmo mês.

Para mais informações visite:
http://www.7maravilhas.sapo.pt/#/pt/home