quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Ar fresco...
Ideias novas...
Novas energias...
Tenham...
um doce Domingo,
uma bem sucedida 2ª Feira,
uma saborosa 3ª Feira,
uma fantástica 4ª Feira,
inspirada 5ª Feira,
uma maravilhosa 6ª Feira,
um relaxado Sábado.
Tenham um ano muito bom. Feliz 2010!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Baile de Finalistas do 9º ano nos Bombeiros Voluntários de Góis

Numa organização do grupo de finalistas do 9º ano da Escola EBI/JI de Góis, e com o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, no próximo sábado, dia 2 de Janeiro, vai decorrer no salão dos Bombeiros um baile. Esta iniciativa vai decorrer a partir das 22h, e conta com a participação da Banda STOP.
in RCA

sábado, 26 de dezembro de 2009

Resultado do Forum Agenda 21 de Góis

"Plano Estratégico e de Acção para a Região do Pinhal Interior Norte (2007-2013) - Workshop Supramunicipal"

APRESENTAÇÃO

O Movimento Cidadãos Por Góis quer agradecer a oportunidade que lhe foi dada pela Câmara Municipal de Góis de, através deste "workshop", poder dar a sua contribuição para uma definição dos objectivos do concelho de Góis, integrado numa estrutura Supramunicipal.
Dentro do que conhecemos do nosso concelho e dos concelhosintegrantes da Região do Pinhal Interior Norte, procuraremos definiralgumas linhas gerais de orientação que, no nosso entender, devem serobservadas nas fases posteriores do desenvolvimento dos projectos.
Antes de entrar na definição das linhas estratégicas que prevemos para o desenvolvimento sustentado do concelho de Góis e para o Pinhal Interior Norte gostaríamos de apresentar algumas sugestões metodológicas.

Primeira sugestão

Para cada projecto concreto deverá ser feita uma parceria entre aqueles municípios para os quais o projecto seja importante e estruturante.
Isto significa que, para diferentes projectos, haverá diferentes parcerias.

Segunda sugestão
Cada projecto, muito embora interesse a um determinado conjunto de municípios, deverá ser liderado por apenas um dos municípios, em contacto permanente com os municipios interessados no projecto.

Terceira sugestão
Cada município deve apenas participar nos projectos para os quais tenha uma real aptência e se revelem capazes de promover o seu desenvolvimento, havendo pois uma concentratação de recursos em projectos bem determinados.
Similarmente o município de Góis procurará, entre os projectos de outros municípios, aqueles que se revelem de interesse para o concelho.

Posto isto indicaremos a seguir algumas sugestões para projectos intermunicipais que poderão servir de base de reflexão aos decisores Municipais.
No nosso trabalho procuraremos abordar, sob o ponto de vista do município de Góis, o conjunto de projectos (pontos fortes) que lhe podem interesar para serem depois encontrados os municipios que tenham uma visão concordante e assim se possam associar aos projectos resultantes.
Também procuraremos identificar os três pontos fracos que, em nosso enternecer, são um travão ao desenvolvimento sócioeconómico do concelho.

PRIMEIRO PONTO FORTE - TURISMO
Uma das áreas em que o concelho de Góis tem apetência para integrar projectos de desenvolvimento é a área do turismo.
Mas o turismo deve ser encarado como uma área em que o planeamento das actividades e projectos que o integram devem ser cuidadosamente programadas.
Esse turismo deve ser encarado como uma actividade coordenada ao nível intermunicipal de modo que a atracção tuiristica impenda sobre a região como um todo.
Para que uma corrente turística se forme e não tenha aspectos vincadamente sazonais haverá que considerar as diversas ofertas que o turista pode esperar quando visita uma região.
Deverão ser criados, para toda a região, roteiros turísticos que irão integrar as diversas ofertas como: roteiros paisagísticos, roteiros culturais, roteiros de lazer, roteiros gastronómicos e roteiros ecológicos de observação de animais e aves.
Para que tal se concretizar haverá que actuar nos diversos aspectos que compõem a oferta turística.

Oferta hoteleira

Cada município deverá dispor pelo menos de um hotel com uma categorai mínima de três estrelas.
Por tal os municípios que não disponha de oferta desse equipamento ou que sintam a necessidade de a aumentar,
deverão associar-se para conseguir os investimentos que permitam criar as condições para que essas unidades apareçam.
Dessa forma as agências de turismo poderão organizar pacotes turisticos para a região fazendo circular o turista pelas diversas unidades hoteleiras.
Não deve ser esquecido também criar condições para que se favoreça o turismo de habitação e o turismo rural.
No caso de Góis deveria ser encarada a possibilidade de, a médio prazo, ser criado um centro de turismo de qualidade na Quinta da Capela.
Para isso estudos preliminares deveriam ser realizados para "vender" a idéia a eventuais investidores.


Oferta cultural

A um turismo de qualidade deve estar sempre associada a vertente cultural pois ela pode gerar um tipo de turismo não sazonal
Nessa oferta poderemos distinguir diversas vertentes como as ligadas ao património religioso, ao património edificado, ao património musueológico e ao património arqueológico.

Património religioso
Góis tem um património religioso que inclui a Igreja paroquial, com a torre sineira isolada, o túmulo de renascentista de D. Luis da Silveira, a capela do Mártir, a capela de St. António e a capela do Castelo.
Nas aldeias existe também um património que pode ser explorado turisticamente quando ligado a outros segmentos turísticos.
Nesse património religioso em que se inclui a arquitectura, pintura, estatutária, túmulos, azulejos e talha serão uma mais valia turística.
Este património pode e deve ser integrado nos roteiros turísticos da região

Património edificado
O património edificado das nossas vilas e aldeias quando bem conservado e estudado pode ser integrado nos roteiros turísticos a par com o restante património existente. A manutenção dos centros históricos deverá ser uma alavanca para fomentar o turismo da região.
Uma ponte, um fontanário quando devidamente estudadas e identificadas são pontos de referência que poderão ter a sua importância turística.

Património museológico

É importante que em cada município se faça um levantamento das potencialidades museológicas existente para serem constituídos os respectivos museus. Essa rede de museus temáticos a serem integrados em rede serão certamente uma mais valia para levar os turistas a visitarem aqueles concelhos
No Caso de Góis há muito boas razões para que se possa bater por os financiamentos que possam proporcionar a criação desses museus.
Temos, para já, o ligado de Alice Sande para a sua Casa Museu.
Também os valiosos espólios da família Travassos estão por ter o tratamento que merecem e poderão ser, quando devidamente integrados num espaço museológico, um motivo de atracção .
Também o antigo hospital de Góis deveria ser constituído em espaço de museu.
Esse espaço e a sua história podem constituir algo de muito importante na história da saúde em Portugal em torno de um hospital que é muito mais do que se poderia supor pela sua localização, mas que a sua história revela.

Se o seu projecto se concretizar haverá boas possibilidades de formar valiosas parcerias com o Museu de Arte Antiga de Lisboa e o Museu da Farmácia de Lisboa.
Também um museu dedicado às minas e ao mineiro terá cabal justificação no concelho de Góis em que, desde tempos imemoriais se faz a exploração mineira.

Património arqueológico
É também um património que importa explorar e desenvolver porque o seu estudo e sistematização podem
atrair uma gama de pessoas para quem esse conhecimento e a sua divulgação constituem uma mais
valia.
No caso de Góis temos a Pedra Letreira e a Pedra Riscada como vestígios de arte rupestre que poderá ser associada
às coleções arqueológicas do Dr. João de Castro Nunes, de Arganil.
Há ainda a exploração mineira do concelho do tempo romano que deveria ser convenientemente estudada e, quando possível, integrada nos circuitos turísticos.

Património das Aldeias

A urbanização crescente do nosso país tem conduzido a que as nossas aldeias se vão desertificando mas, por outro lado, as populações urbanizadas sentem necessidade da calma e da beleza que muitas das nossas aldeias apresentam aliada a uma paisagem magnífica.
Haverá pois que procurar integrar essas aldeias nos circuitos turísticos inter-municipais.
Como exemplo desta política temos as Aldeias do Xisto que deve ser incrementada.
Também os municípios deveriam acordar nos regulamentos que se aplicariam à recuperação de novas aldeias de modo a que elas conservassem o sabor local.
Como conseqüência de uma política de valorização das aldeias teria de ser desenvolvido o turismo em espaço rural aproveitando as potencialidades desta espécie de turismo
Oferta de lazer
Na nossa região a oferta de lazer prende-se com o aproveitamento dos nossos rios quer criando praias fluviais, quer criando percursos de canoagem, quer promovendo a pesca desportiva
Também os percursos pedonais temáticos devem ser considerados.

Praias Fluviais
Uma rede de praias fluviais na região pode ser um bom investimento para atrair fluxos turísticos no verão.
Conviria fazer um estudo para identificar os constrangimentos que impedem que a maioria delas não possa obter a Bandeira Azul.

Parques de Campismo
Estabelecer uma rede de parques de campismo nos municípios. Elaborar projectos para aqueles que ainda não dispõem desse equipamento possam aceder aos financiamentos.
Também deveria ser elaborado um Regulamento Intermunicipal de Parques de Campismo que fixasse as normas a que eles deveriam oferecer de modo que houvesse uma uniformidade de prestação e qualidade de serviços dos parques de campismo da região.

Parques aventura
Para atrair as camadas mais jovens e levá-las a visitar e permanecer na região é necessário criar pontos de atração que os levem a procurar-nos.
Com o relevo montanhoso que a natureza nos concedeu, com a floresta que dispomos em profusão, não será um investimento muito vultoso criar esses parque aventura, que seriam explorados pelas empresas da especialidade.

Desportos da natureza
Também a promoção dos desportos da natureza, escalada, parapente, descida de rios é uma actividade que deve ser incrementada como forma de criar uma mais valia para toda a região.

Miradouros
A identificação dos miradouros existentes e a criação nos pontos estratégicos de novos miradouros são peças que podem integrar um cabaz turístico com custos de implementação muito reduzidos.

Festas e romarias
Deveria ser feita a catalogação das festas e romarias da região de modo a que pudessem ser integradas nos planos turísticos da região.
Aqui, na importante área do turismo, haverá que considerar que a melhor forma de unir pessoas e instituições é pela convergência de interesses.
Se souber criar uma cumplicidade positiva entre os diferentes municípios na importante área do turismo teremos certamente uma vida melhor para as nossas vilas e aldeias.

SEGUNDO PONTO FORTE - SEGURANÇA E QUALIDADE AMBIENTAL

Num mundo que cada vez mais se vai urbanizando e que mais e mais pessoas vivem em ambientes de alta concentração populacional, com os inerentes problemas de qualidade do ambiente e de segurança pessoal, locais, como o caso do concelho de Góis, se irão tornando lugares apetecíveis para se viver e produzir.
Por outro lado as modernas tecnologias permitem desenvolver um trabalho produtivo independentemente do local onde se exerce.
A qualidade do ar e da água serão, num futuro muito próximo, elementos preponderantes para a inserção de determinadas actividades.
Saber preservar estas condições melhorando a sua sustentabilidade é tarefa que deve ser agendada em qualquer planificação do desenvolvimento local.
Neste sentido deve existir uma rede de Etares suficientemente dimensionada para as necessidades populacionais e para atender toda e qualquer actividade, publica ou privada, que tenha influência na qualidade da água.
Deve ser pois uma preocupação transversal a todos os municípios uma vez que as linhas de água são comuns a diversos municípios.
Nesse sentido toda a actividade que tenha influência na qualidade do ar deve ser cuidadosamente escrutinada nos sentido de se averiguar à qualidade ambiental que se pretende para a região.
Indústrias poluentes e as que não sejam ecológica e ambientalmente sustentáveis devem ser banidas dos projectos municipais.
Manter a qualidade do meio ambiente deve ser uma aposta num futuro desenvolvimento, que não o que assistimos durante o século XX.
Como facto demonstrativo da importância da segurança e da qualidade ambiental note-se a crescente afluência de estrangeiros, com bons níveis de educação, que deixam os seus países de origem para virem residir na nossa região.

TERCEIRO PONTO FORTE - A FLORESTA
O próprio nome escolhido para esta associação de municípios "Pinhal Interior Norte" revela bem a importância da floresta no desenvolvimento económico.
Haverá, portanto, que procurar estabelecer uma série de políticas que valorizem este recurso.
Essas políticas passariam por quatro vectores fundamentais:

Primeiro vector
- Emparcelamento e/ou associativismo empresarial tendo em vista dar dimensão económica à propriedade florestal;

Segundo vector - Promover a reflorestação com espécies de maior valor comercial e de maior resistência aos incêndios;

Terceiro vector - Promover que a transformação das matérias primas resultantes da exploração florestal seja feita na área onde é produzida. Nesse sentido seriam apoiadas as indústrias que tivessem os produtos da floresta como matéria prima básica.

Quarto vector - Aproveitamento da biomassa e conseqüente limpeza da floresta.
Deve notar-se que uma floresta ordenada e equilibrada tem reflexos importantes em aspectos laterais que podem ser positivos para o desenvolvimento económico.
Assim haverá uma fauna e flora que estará disponível para actividades como a caça e a observação da natureza, realização de safáris fotográficos e passeios pedonais.

PRIMEIRO PONTO FRACO - A DESERTIFICAÇÃO POPULACIONAL
As estatísticas não enganam. Todos os municípios fora da faixa litoral têm vindo a perder população.
Ora combater essa desertificação passa por fixar os jovens e promover a natalidade. Estas duas tarefas só se podem conseguir via um desenvolvimento económico sustentado.
Para isso é importante que, em cada município, se estabeleçam as políticas tendentes à criação de postos de trabalho.
Para isso em cada município haveria que formatar o tipo de actividades econômicas para os quais tem recursos humanos e materiais adequados.
No caso do concelho de Góis entendemos que a Câmara Municipal deveria promover um estudo que permitisse definir que tipo de actividades económicas estaria vocacionado em termos de recursos humanos e materiais, áreas disponíveis para implantação de indústrias etc.
A partir da definição desse perfil passaria então a uma acção de "lobby" de modo a fazer convergir para o concelho indústrias com o perfil adequado.
Também deveria ser feita uma aproximação com a Universidade de Coimbra no sentido de se encontrarem formas de colaboração institucional, que pudessem trazer para Góis actividades daquela área.


SEGUNDO PONTO FRACO - ACESSIBILIDADES
De uma forma geral as acessibilidades da zona onde se insere o Município de Góis têm sido desfavorecidas em termos de meios de comunicação.
Ora no mundo onde as comunicações se processam à velocidade da luz, não se compadece de uma rede viária antiquada e ausência de uma via férrea acessível.
Daí que combater o atraso destes concelhos, e de Góis em particular, passa pela reivindicação de mais e melhores acessos para toda a região.
Ora aqui uma política intermunicipal consertada é essencial para se potenciar todo o desenvolvimento da região.
Todas as actividades que significam potenciais pontos fortes para os concelhos como industria, turismo e floresta são negativamente influenciadas por acessibilidades inadequadas


TERCEIRO PONTO FRACO - O ENSINO
Para se criar uma sociedade equilibrada haverá que dispor de uma massa de cidadãos com as competências necessárias para o desempenho das diversas tarefas de um mundo moderno.
É um ponto assente que a não existência de um ensino profissionalizante obriga os nossos jovens a ir para outros concelhos para prosseguirem os seus estudos. Muitos outros, nomeadamente por dificuldades económicas, não o farão, engrossando a lista da mão de obra não especializada.
Deverá pois a Câmara Municipal estudar as formas de obter para o concelho as valências que estejam adequadas ao perfil das actividades económicas que entende adequadas para nele se implantarem.
Haverá pois que responder, em primeiro lugar, que tipos de industria interessam que se implantem no concelho de Góis para, depois, procurar atrair os ramos do ensino profissionalizante que cubram uma parte significativa da mão de obra dessas industrias.
Não se seguindo uma política educativa equacionada em conjunto com uma política industrial correr-se-à o risco de, conseguidas as escolas, se passar a exportador de mão de obra.


RECOMENDAÇÕES FINAIS
No sentido de se criarem infra-estruturas intermunicipais entendemos que os seguintes organismos deveriam ser tomados em consideração:

1 - Criação de uma estrutura intermunicipal de "Gabinetes Municipais de Apoio ao Desenvolvimento Económico"

2 - Criação de um "Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território"

3 - Criação de um "Plano Intermunicipal de Desenvolvimento do
Turismo"

Estes organismos tendo uma visão global dos problemas que, sendo comuns a todo o território do agrupamento de municípios, poderiam maximizar investimentos que uma visão parcelar de cada um deles pode não potenciar totalmente.

in MC- Agenda 21L

Festa de Ano Novo nas Cortes

A Casa de Cultura e Recreio Claudino Alves de Almeida irá estar aberta a partir das 21h 30m do próximo dia 31 para receber todos os que quiserem festejar a entrada no Ano Novo de 2010 em ambiente de convívio e confraternização.
A entrada será livre.
Haverá concurso de sobremesas pelo que se pede que levem "guloseimas" caseiras para poderem ser partilhadas e premiadas.
Pelas 02h do dia 1 haverá caldo verde e pelas 03h e 30m será servido cacau quente.
Contamos com fogo de artificio pelas 00h.
Cortes terá mais um momento único em toda a freguesia de Alvares como teve na Festa de Natal para as crianças da freguesia realizada no passado dia 13.
Esperamos por todos...
João Reis Antão
in CM Cortes

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Góis à Noite



 




Paulo Afonso

Alvares não entra em Confrarias

Chã de Alvares - Reflexões

A freguesia de Alvares Excluiu-se ou foi Excluída da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira?
Li numa das últimas edições do "O Varzeense", que no dia 9 de Novembro foi assinada a escritura da constituição da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira. Ao começar a ler o artigo alegrei-me com o acontecimento, acreditando que esta confraria poderia ser a grande alavanca para que, dois dos produtos mais característicos de todo o concelho de Góis, se tomem num potencial factor de desenvolvimento e criação de riqueza também em todo o concelho. Isto se, a referida confraria não se confinar única e exclusivamente a um grupo de personalidades trajadas a rigor - normalmente com bonitas capas e charmosos chapéus - que se encontram duas ou três vezes por ano, à volta de uma mesa, para saborear o respectivo cabrito e as respectivas castanhas.
Efectivamente, uma confraria pode e deve ser muito mais que isso. Deve fundamentalmente ser o veículo por excelência para a promoção e divulgação destes produtos, tão característicos do nosso concelho, contribuindo assim para, dinamizar e rentabilizar um vasto leque de sectores económicos (como a produção, a transformação e a comercialização dos mesmos) e com estes sectores dinamizar outras actividades, que se possam desenvolver em redor destes mesmos produtos.
No entanto, quando terminei de ler o artigo e verifiquei a foto dos fundadores da confraria, reparei que todas as freguesias de Góis estavam representadas, excepto a de Alvares - é certo que da Junta de Freguesia de Góis também não havia ninguém, mas como estava presente a Sr.a Presidente da Câmara, tomei como natural a representação pelo menos geograficamente da freguesia de Góis. Ora, perante esta constatação uma pergunta me ocorreu:
A freguesia de Alvares exclui-se ou foi excluída? Desmarcou-se da iniciativa ou pura e simplesmente não foi convidada?
Embora o artigo refira, e passo a transcrever " ... de acordo com a Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira a nova confraria será uma forma de revitalizar e dinamizar, para além da freguesia do Cadafaz as restantes freguesias do concelho ao promover acções que abranjam todo o concelho ... ", parece não ser lógico, e até muito estranho a freguesia de Alvares ser a única a não possuir um representante no núcleo fundador.
Se a Freguesia de Alvares se excluiu, por desinteresse dos seus representantes autárquicos - quer tenha sido do actual ou do anterior executivo - é muito grave. Se foi excluída pelos mentores desta iniciativa, então ainda é muito mais grave, é gravíssimo.
No entanto, quer tenha sido excluída ou se tenha excluído, era dever do executivo camarário, nomeadamente de quem o lidera tudo fazer para que todas as freguesias participassem na constituição desta confraria, mesmo que as suas características, geográficas, climáticas, económicas ou demográficas fossem diferentes, o que nem é o caso, pois a única diferença reside no facto da Freguesia de Alvares- estar inserida na bacia hidrográfica do rio Zêzere e as restantes na bacia do rio Ceira. Mas mesmo que por hipótese, o executivo da Junta de Freguesia não pretendesse fazer parte da génese desta confraria, deveriam os seus mentores, nomeadamente o executivo municipal como principal patrocinador da iniciativa - convidar, ou diligenciar para que fosse convidado outro representante da freguesia de Alvares, nomeadamente do movimento regionalista, que nesta freguesia tem dado provas de grande sentido de responsabilidade, empenho e dedicação ao longo dos últimos oitenta anos.
Quando está em causa a promoção e divulgação de um património que abrange e está disseminado por todo o concelho de Góis e que pode ser um grande factor de desenvolvimento e de enriquecimento do mesmo concelho, ao mesmo tempo que poderá contribuir para estancar a desertificação humana que é, sem dúvida, o nosso maior flagelo, não nos podemos dar ao luxo de segregar e descriminar ou - se foi o caso - de separatismos e sectarismo bacocos e retrógrados, que não contribuem em nada para o progresso do município e para o bem estar das populações.
Outro pormenor em que deveriam ter dado melhor atenção foi ao da designação da confraria, mesmo que a iniciativa da constituição desta confraria tenha partido da freguesia do Cadafaz - como a notícia
dá a entender - e só depois tenha sido aberta a outras freguesias do concelho, a designação "Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira", poderia ter sido outra, porque " ... da Serra do Ceira", além de difícil localização, nomeadamente para quem não é da região, pode ser visto e entendido como algo limitativo do ponto de vista geográfico, e assim ser também um factor de desagregação e divisionismo.
Mas como nunca é tarde para reparar os erros cometidos - só não erra quem nada faz - e independentemente de quem o cometeu, faço votos para que esta confraria seja de todo o concelho e que, portanto, a freguesia de Alvares também nela esteja representada. Pois como escrevi no início, esta iniciativa, desde que bem conduzi da, pode-se tomar uma alavanca fundamental para a promoção e desenvolvimento de todo o concelho.
José Manuel Simões
in O Varzeense, 15/122009

Agenda 21 - Fórum Participativo em Góis

No âmbito da Agenda 21, a Câmara Municipal de Góis convidou diversas instituições do concelho de Góis para integrarem o Fórum participativo que se realizou, no passado dia 3 de Dezembro, na Biblioteca Municipal, em Góis.
Para além de apresentada a equipa técnica da Câmara Municipal do concelho de Góis (Dr: Sandra Coelho e Dr: Susana Moita), a presidente da Câmara Municipal deu as boas vindas a todas as entidades convidadas, apelando ao seu empenho, pois só com a participação de todos se poderá escolher o melhor rumo para o concelho.
As técnicas: Cátia Furtado e Adriana Abreu, da empresa SPI (Sociedade Portuguesa de Inovação) explicaram detalhadamente no que consiste a Agenda 21 e a reunião culminou numa análise feita à nossa região, onde foram referidas as principais dificuldades e os principais pontos onde' se deve intervir de forma sustentável no concelho de Góis, sendo que, todos os presentes deram a sua opinião.
No final foram criados grupos de trabalho que irão explorar os diversos temas apresentados, para serem .expostos em próxima reunião, com data ainda a agendar.
A Agenda 21 Local é um processo de participação e mobilização em que toda a comunidade colabora no desenvolvimento de acções em quatro vertentes: desenvolvimento económico, coesão social, protecção e valorização ambiental e promoção cultural.
A "Agenda 21" surgiu no contexto da Cimeira do Rio. Nesta conferência, representantes de todo o mundo reuniram-se para definir uma resposta conjunta para os diversos problemas sociais e ambientais que o Planeta enfrenta. Neste âmbito foi acordada a necessidade de realizar acções imediatas para lidar com a pobreza e proteger o ambiente, tanto no 'presente como em relação às gerações futuras, tendo sido assinado um plano para o século XXI, designado de Agenda 21.

in O Varzeense, 15/12/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Costumes de Natal

Das mais antigas tradições portuguesas, o presépio é, ainda hoje, uma decoração sempre presente no Natal português.
O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus na gruta de Belém, na companhia de José e Maria.


O primeiro presépio do mundo teria sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus.

Em Portugal antigamente competia a todos os membros da casa a montagem do presépio, única decoração de Natal, antes das árvores enfeitadas e importadas da Alemanha, cuja a autoria se atribui ao Padre Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante do século XVI, espalhando-se pelo mundo no século XX.


O presépio é uma das tradições mais importantes nas casas, vilas e aldeias portuguesas. É montado no período que antecede o Natal, no entanto a figura do Menino Jesus só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo.
Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis.



Em Portugal os presépios sempre tiveram enorme aceitação por parte da população estando bem enraizados na cultura popular, sendo que a árvore de Natal, até meados dos anos cinquenta era totalmente desprezada e mesmo algo mal vista nas cidades, sendo totalmente ignorada nos meios rurais.


Na maioria das cidades e vilas o presépio é montado pelas autarquias e muitas competem para criar o maior presépio, fazem um verdadeiro acontecimento local e nacional motivo de atracção turística.


No Presépio Tradicional Português à excepção das figuras da Sagrada Família (São José, Virgem Maria e Menino Jesus), dos pastores e dos Três Reis Magos, todas as restantes figuras que surgem foram adicionadas para tornar a Natividade "mais portuguesa". Assim, podemos encontrar figuras como: um moleiro e o seu moinho, uma lavadeira, alguns bailarinos de um rancho folclórico, uma mulher com um cântaro na cabeça, entre muitos outros personagens divertidos e tipicamente portugueses. A origem destas peças é da Região Norte de Portugal e, ainda hoje, são todas produzidas com origem artesanal. 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Judo

No passado dia 8 de Dezembro, o grupo de Judo de Góis, deslocou-se até à cidade do Porto para assistir a um espectáculo de circo. A iniciativa foi levada a cabo por o Mestre Raul e sua esposa Anabela Valente. Esta actividade veio aumentar a motivação dos jovens judocas na modalidade deixando aberta a vontade de mais actividades desta natureza.
Tal viagem teve a colaboração do Município de Góis e da Junta de Freguesia de Góis,através da oferta do transporte por parte da Câmara e dos coletes reflectores pela Junta de Freguesia, que assim proporcionou uma maior visibilidade dos desportistas.