segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Pacote de estradas avança
Subconcessão
do Pinhal Interior
“nunca foi suspensa”
do Pinhal Interior
“nunca foi suspensa”
Depois da adjudicação provisória, em Janeiro deste ano, da subconcessão do Pinhal Interior ao consórcio liderado pela Ascendi, foi quarta-feira assinado, em Lisboa, o final close – acordo financeiro – envolvendo a Ascendi, a Estradas de Portugal, 11 bancos comerciais e o Banco Europeu de Investimento. Está assim dado novo passo para a concretização do pacote rodoviário que vai custar um milhão e 250 mil euros. Significa também que foi dado um sinal claro de que as obras são para avançar. Os 567 quilómetros de vias que aproximam o litoral do interior, quebrando o isolamento e promovendo o desenvolvimento das zonas mais desfavorecidas da região Centro, vai mesmo ser uma realidade em 2013, garante a Estradas de Portugal.
Apesar da situação económica e financeira que o país atravessa, a Estradas de Portugal garantiu ontem ao Diário de Coimbra que o projecto é mesmo para avançar e «nunca foi suspenso», pelo que o que se verificou na quarta-feira foi apenas «a conclusão do processo de financiamento da subconcessão e o fecho de toda a contratação». Também o secretário de Estado das Obras Públicas afirmou ontem que a decisão de avançar com a subconcessão «foi tomada em Janeiro» e que o Estado teria «graves custos caso agora não avançasse».
A subconcessão Pinhal Interior foi adjudicada no início do ano ao consórcio liderado pela Ascendi, do grupo Mota-Engil, que desde então teve de angariar o financiamento necessário para a concretização da obra. Na quarta-feira esse processo de financiamento foi concluído com 11 bancos, alguns dos quais estrangeiros – BES, CGD, BPI, Barclays, Banif, Banif BI, Caja Madrid, Banco Popular, Banesto e La Caixa e com o próprio Banco Europeu de Investimento (BEI).
“Estradas de proximidade”
É, pois, a banca comercial e o BEI que vão assegurar o investimento, que, segundo a EP, é de 1249 milhões de euros ao longo dos 30 anos, sendo o investimento no período inicial da construção de perto de um milhão de euros. O financiamento, ainda segundo a Estradas de Portugal, terá um período de carência de cinco anos, «a partir do que a EP pagará a disponibilidade da via e o serviço, nos termos das parcerias público-privadas». O processo está também em condições de seguir, «pela primeira vez», ressalva a EP, para o Tribunal de Contas para obtenção do Visto Prévio.
A subconcessão do Pinhal Interior, o maior empreendimento rodoviário, abrange 22 concelhos em quatro distritos e tem 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços. Nestes, destaque para a construção do IC3, entre Tomar e Coimbra incluindo a ligação a Condeixa-a-Nova, IC8, entre Proença-a-Nova e a A23, ligação entre Cernache do Bonjardim e Sertã, entre Sertã e Oleiros e entre Lousã, Góis, Arganil, Coja e IC6. 135 quilómetros abrangem lanços para requalificação e exploração e os restantes 259 quilómetros serão para exploração.À Lusa, o secretário de Estado das Obras Públicas sublinhou ontem que o Pinhal Interior «não é uma concessão de auto-estradas, ao contrário do que insistentemente alguns órgãos de comunicação social têm vindo a transmitir». «Esta é uma concessão de 567 quilómetros, dos quais, aproximadamente 450 são de estradas de proximidade que interligam populações do interior do país, como a Pampilhosa da Serra, Oleiros, Sertã, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere, Góis, Arganil e Lousã», afirmou, frisando que «de auto-estradas há apenas 19 por cento de quilómetros».
Autarcas congratulam-se com avanço da subconcessão
Autarcas de três municípios da zona Centro congratularam-se ontem com o avanço da subconcessão do Pinhal Interior, realçando que este empreendimento rodoviário vai quebrar o isolamento e promover o desenvolvimento da região.
«Todas estas estradas que estão para ser executadas são para nós vitais do ponto de vista do desenvolvimento», declarou à agência Lusa o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. O autarca recordou que «as estradas têm sido feitas sempre a norte ou a sul da região» e que, por outro lado, «não há verdadeira penetração entre o interior e o litoral do Centro».
Também para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, este investimento «assume uma importância capital para a região», porque «vai desencravar e aproximar o Pinhal Interior Norte das grandes urbes e vai desenvolver toda a região».
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, admitiu que, em tempo de crise, «tem de se cortar nalgum lado» em termos de grandes obras públicas. «Mas temos de começar precisamente pelos mais ricos», defendeu.
Apesar da situação económica e financeira que o país atravessa, a Estradas de Portugal garantiu ontem ao Diário de Coimbra que o projecto é mesmo para avançar e «nunca foi suspenso», pelo que o que se verificou na quarta-feira foi apenas «a conclusão do processo de financiamento da subconcessão e o fecho de toda a contratação». Também o secretário de Estado das Obras Públicas afirmou ontem que a decisão de avançar com a subconcessão «foi tomada em Janeiro» e que o Estado teria «graves custos caso agora não avançasse».
A subconcessão Pinhal Interior foi adjudicada no início do ano ao consórcio liderado pela Ascendi, do grupo Mota-Engil, que desde então teve de angariar o financiamento necessário para a concretização da obra. Na quarta-feira esse processo de financiamento foi concluído com 11 bancos, alguns dos quais estrangeiros – BES, CGD, BPI, Barclays, Banif, Banif BI, Caja Madrid, Banco Popular, Banesto e La Caixa e com o próprio Banco Europeu de Investimento (BEI).
“Estradas de proximidade”
É, pois, a banca comercial e o BEI que vão assegurar o investimento, que, segundo a EP, é de 1249 milhões de euros ao longo dos 30 anos, sendo o investimento no período inicial da construção de perto de um milhão de euros. O financiamento, ainda segundo a Estradas de Portugal, terá um período de carência de cinco anos, «a partir do que a EP pagará a disponibilidade da via e o serviço, nos termos das parcerias público-privadas». O processo está também em condições de seguir, «pela primeira vez», ressalva a EP, para o Tribunal de Contas para obtenção do Visto Prévio.
A subconcessão do Pinhal Interior, o maior empreendimento rodoviário, abrange 22 concelhos em quatro distritos e tem 567 quilómetros, 173 dos quais de construção de novos lanços. Nestes, destaque para a construção do IC3, entre Tomar e Coimbra incluindo a ligação a Condeixa-a-Nova, IC8, entre Proença-a-Nova e a A23, ligação entre Cernache do Bonjardim e Sertã, entre Sertã e Oleiros e entre Lousã, Góis, Arganil, Coja e IC6. 135 quilómetros abrangem lanços para requalificação e exploração e os restantes 259 quilómetros serão para exploração.
Autarcas congratulam-se com avanço da subconcessão
Autarcas de três municípios da zona Centro congratularam-se ontem com o avanço da subconcessão do Pinhal Interior, realçando que este empreendimento rodoviário vai quebrar o isolamento e promover o desenvolvimento da região.
«Todas estas estradas que estão para ser executadas são para nós vitais do ponto de vista do desenvolvimento», declarou à agência Lusa o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação. O autarca recordou que «as estradas têm sido feitas sempre a norte ou a sul da região» e que, por outro lado, «não há verdadeira penetração entre o interior e o litoral do Centro».
Também para Fernando Lopes, presidente da Câmara de Castanheira de Pera, este investimento «assume uma importância capital para a região», porque «vai desencravar e aproximar o Pinhal Interior Norte das grandes urbes e vai desenvolver toda a região».
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, admitiu que, em tempo de crise, «tem de se cortar nalgum lado» em termos de grandes obras públicas. «Mas temos de começar precisamente pelos mais ricos», defendeu.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Carta Aberta
Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Senhora Presidente da Câmara Municipal
Senhores Membros da Assembleia Municipal
Outros Autarcas
Representantes da Imprensa Local e Regional
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Entendeu o líder de bancada do Grupo Municipal do PPD/PSD – Partido Social-Democrata que nesta Sessão Comemorativa dos trinta e seis anos do 25 de Abril - Revolução dos Cravos vos transmitisse o sentir agradecido do melhor que esta revolução trouxe ao concelho de Góis.
Para não deixar falar o coração de alguém que de perto e com responsabilidade viveu 1974 em Góis, vou ler o que escrevemos e ainda por respeito e agradecimento aos concidadãos que ao longo dos anos e em eleições em nós têm colocado a maior parte das suas preocupações, para num décimo de milionésimo do tempo que comemoramos, isto é três quatro minutos, vos transmitir o que temos sentido com o antes e depois do 25 de Abril de 1974.
Começando a nossa vida autárquica em 1961 como membro da Junta de Freguesia de Góis, por isso já com 49 anos no Poder Local, foi a revolução dos cravos, à trinta e seis, que nos permitiu melhor servir os nossos concidadãos.
Embora a população do concelho de Góis tenha que estar grata e agradecida aos militares de Abril, lembrando, prestando homenagem, dois goienses, já falecidos, o brigadeiro Mourisca enquanto 2º. Comandante do Ralis e servindo como responsável pela a extinção da PIDE/DGS e Legião Portuguesa e Major Barata, enquanto responsável militar em Cabinda (Angola) e servindo, já em Lisboa, como relações publicas entre o MFA e os trabalhadores portugueses, fizeram parte da revolução, não esquece, estou certo disso, que foi a partir das primeiras eleições autárquicas, com a escolha pelo voto, de concidadãos, que dando o seu melhor lhes proporcionaram e proporcionam um melhor viver.
Falar do 25 de Abril no concelho de Góis, um dos mais “esquecidos” do interior do País, em parte porque os seus filhos por falta de condições, entenda-se no Ensino e Profissionalmente, cedo se ausentam, proporcionando para onde se deslocam não só a força do trabalho como as suas capacidades intelectuais e de gestão, traz nos à memória o viver de antes e depois de Abril e as suas diferenças, é lembrar-nos de tantos que como nós se entregaram a servir e não servirem-se os seus concidadãos dando o seu entusiasmo para em conjunto transformar o concelho de Góis proporcionando uma melhor vida aos residentes e o desejo, sincero, de tantos que um dia saíram para dar satisfação ás suas aspirações de um dia regressarem.
1. Terminamos agradecendo o silêncio com que nos ouviram com um
2. Viva o 25 de Abril
3. Viva o concelho de Góis
4. Viva Portugal
CASA DO CONCELHO DE GÓIS - Conselho Regional
Reuniu em plenário no passado dia 24, o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis. A mesa foi composta pelo Presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Filipe Martins; pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira; pelo Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos e pelo Secretário-Geral do Conselho Regional Sr. Adriano Pacheco.
Com um número bastante significativo de colectividades representadas iniciaram-se os trabalhos com o Sr. Presidente do Conselho Regional a agradecer as presenças dos representantes das agremiações presentes e da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis. Fazendo uma pequena introdução sobre a ordem de trabalhos, e o modo como iria decorrer, prosseguiu com as suas palavras falando pelo Conselho a que preside, dizendo que sem querer ignorar o passado do Regionalismo, o qual é de uma riqueza inesquecível, é nosso propósito olhar para o futuro e analisar em pleno século XXI como deve ser o relacionamento entre o Movimento Regionalista, representado pelas diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos e o Poder Autárquico, representando nesse dia pela Sra. Presidente da Câmara Municipal.
Hoje, continuou; o papel das Comissões de Melhoramentos, não pode e não deve ser o mesmo que foi na segunda metade do século XX. Grande parte do trabalho que as Comissões efectuaram compete ao Poder Local, entidade responsável por realizar as obras necessárias ao desenvolvimento das nossas gentes deixando uma questão. Será que com essa transferência de responsabilidade, se esgotou o papel das Comissões? …”Claramente que não, teremos é que encontrar novos desafios, para o que estamos hoje aqui…”
Descreveu de seguida as três grandes linhas orientadoras para o relacionamento entre as diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos com o Poder Local.
Relativamente à primeira: “A representação da consciência das nossas gentes”, salientou que “… deve competir às Comissões, serem a consciência crítica da população da sua aldeia, exigindo junto do Poder Local, a efectivação concreta das necessidades básicas exigíveis para uma qualidade de vida a que temos direito, competindo-nos zelar pelo cumprimento, quer das promessas efectuadas, quer da realização das carências existentes nas nossas aldeias…”
“A descoberta de novos campos de actuação, por exemplo em termos culturais”, foi a segunda linha apresentada, referindo que “…compete às comissões poderem encontrar novos campos de actuação, onde possam trazer mais-valias aos moradores, possibilitando a abertura de novos horizontes quer no campo cultural, quer no campo de lazer, quer noutros campos a identificar, podendo nestes aspectos o Poder Local ajudar nesta procura de novos horizontes, partilhando conhecimentos, e novas ideias...”
A terceira, e última linha: “A efectivação de parcerias com o Poder Local”, foi referenciada pelo Dr. Luís Filipe Martins como sendo, em seu entender, a mais importante para o debate, afirmando que “…devem as Comissões de Melhoramentos ser vistas pelo Poder Local como verdadeiros parceiros sociais, disponíveis para a efectivação de verdadeiras parcerias, tendo como objectivo a melhoria das condições de vida da nossa população…”
Recordou ainda que “…o passado das Comissões é uma garantia clara da qualidade do seu trabalho, sendo esta capacidade de trabalho uma riqueza que não deverá ser ignorada pelo Poder Local, devendo aproveitá-la como um factor “alavancador” para a concretização em parceria, de diversas realizações…”
Completou a sua introdução dizendo, como o tem relatado no passado recente, nos temas de carácter transversal ao nosso Concelho, de que são exemplos, entre outros, temas como a saúde e os transportes, a Casa concelhia deverá ser, em conjunto com as diversas Comissões de Melhoramentos, o referido parceiro social.
De seguida usou da palavra a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, agradecendo o convite que lhe tinha sido endereçado, dando os parabéns por esta iniciativa e dizendo que deveria existir um modelo de colaboração e interacção entre a Casa do Concelho de Góis, as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, devendo estes ser aceites como parceiros sociais da causa do desenvolvimento e interesse público. Referiu também que o poder local não se esgota na Câmara Municipal, na medida em que as Juntas de Freguesia também têm um papel de extrema importância neste campo. Informou que estava a ser preparado um endereço de correio electrónico específico com o objectivo de fazer a ligação entre a Câmara Municipal e o movimento regionalista. Anunciou que este endereço entrará em funcionamento no próximo dia 14 de Maio, sendo responsáveis da parte da Autarquia o seu Chefe de Gabinete e o Técnico de Informática. Disse ainda que está em elaboração um Regulamento de Apoio ao Associativismo a ser apresentado na Assembleia Municipal na sessão agendada para Junho e que nesse Regulamento estarão apresentados, não apenas os apoios a ser concedidos mas também estarão indicados os retornos que a Câmara Municipal pretende obter da parte dessas Associações. A Sra. Presidente da Câmara terminou dizendo que as colectividades não perderam a razão de existir. Pelo contrário, deveriam manter-se atentas às obras que ainda não tinham sido executadas ou que careciam de melhoramentos.
De seguida foi dada a palavra aos representantes das agremiações presentes, com o objectivo de, também eles, poderem apresentar as suas opiniões e ideias.
Assim, e por ordem de inscrição, Avelino Martins da Comissão de Melhoramentos do Esporão começou por dizer que as Comissões de Melhoramentos são as Juntas de Freguesia junto das populações, pois muitos dos encargos dos pequenos melhoramentos que são feitos, são suportados pelas Comissões de Melhoramentos. Fez ainda referência ao projecto antigo da construção da Residencial de Ferias que tinha sido protocolada com o Sindicato de Seguros, onde já tinham sido gastos muitos fundos e que até ao momento esse projecto não era ainda uma realidade. João Henriques da Comissão de Melhoramentos das Estevianas questionou se no Regulamento de Apoio ao Associativismo anunciado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal estavam descritos os objectivos e as estratégias dos vários projectos que serão apresentados pois se antigamente o importante era a electricidade ou o tanque, hoje em dia as prioridades são outras e é necessário estar atento às mesmas. António Alves, da Liga dos Amigos da Fonte Limpa, teceu algumas considerações relativamente às dificuldades e obstáculos que muitas vezes são colocados a quem pretenda construir ou reconstruir alguma habitação na Fonte Limpa, pelo que deveria existir mais colaboração da parte da Autarquia para tentar solucionar estas questões. António Rui, da Comissão de Melhoramentos de Alvares recordou que existem problemas relacionados com a pouca adesão de jovens nos órgãos directivos das diversas Comissões.
João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.
João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.
A Sra. Presidente da Câmara Municipal respondeu a todas as questões feitas pelas Comissões e demonstrou claramente a sua preocupação com os assuntos que foram levados ao plenário. Sobre outros aspectos referidos disse que hoje existem outras formas de apoio através da apresentação de candidaturas de projectos em sede própria, nomeadamente o PRODER e o AGRIS, projectos esses que a Câmara Municipal poderá indicar a forma e os critérios para os obter. Terminou reafirmando o apoio da autarquia, quer a nível financeiro, quer a nível logístico dentro das possibilidades da mesma.
O Presidente do Conselho Regional encerrou os trabalhos, agradecendo novamente a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis assim como dos representantes das diversas Comissões de Melhoramentos, congratulando-se pela forma positiva e enriquecedora como tinha decorrido a sessão e, aproveitando para anunciar um evento a ter lugar na Casa do Concelho de Góis no próximo dia 29 de Maio subordinada ao tema “A Saúde no Concelho de Góis”.
O CONSELHO REGIONAL
terça-feira, 27 de abril de 2010
Associativismo no Concelho de Góis
Todos reconhecemos as vantagens de trabalhar em equipa e alinhados com objectivos comuns.
Foi neste espírito que no último Sábado se realizou mais um Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, para debater o futuro da cooperação entre as associações regionalistas e a Câmara Municipal de Góis.
Estiveram presentes representantes de diversas colectividades e a actual presidente do município, Dra Maria de Lurdes Castanheira.
Existem cerca de 60 colectividades no concelho de Góis, que é constituído pelas freguesias de Alvares, Cadafaz, o nosso Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira, num universo de aproximadamente 4000 habitantes, distribuídos por 263 km2.
A melhoria das condições de vida nas aldeias continua a ser o desafio que se coloca às associações regionalistas, no entanto, o meio para o conseguir deverá ser adaptado aos tempos actuais.
Cada vez mais, as colectividades devem assumir o papel de parceiros sociais dos organismos Estatais, actuando em proximidade com as populações que representam. Cabe-lhes ainda uma maior dinamização cultural das suas aldeias para lá das tradicionais festas de Verão.
Por seu turno, o poder autárquico, deverá procurar alcançar um novo patamar de desenvolvimento na região, indo além das condições básicas oferecidas às populações.
Relativamente ao associativismo, foi apresentado pela presidente da CM Góis um conjunto de iniciativas por forma a aproximar os Paços do Concelho e as Colectividades. Existem actualmente na CM Góis uma estrutura de apoio ao associativismo e juventude, um canal de comunicação dedicado, e para breve está prevista a criação de um regulamento para as nossas actividades.
Falou-se também numa das maiores riquezas do concelho, a floresta, que poderia ser utilizada de forma mais rentável para fins produtivos. Está em curso no nosso concelho, a formação das ZIF - Zonas de Intervenção Florestal, que poderão ser o primeiro passo de uma estratégia de desenvolvimento sustentável.
Ficou marcada nova sessão para o próximo dia 29 de Maio de 2010, Sábado, para analisar a Saúde no Concelho de Góis, uma questão igualmente importante, considerando a composição etária das populações na nossa região.
in http://malhadaecasais.blogspot.com/ 27/04/10
Existem cerca de 60 colectividades no concelho de Góis, que é constituído pelas freguesias de Alvares, Cadafaz, o nosso Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira, num universo de aproximadamente 4000 habitantes, distribuídos por 263 km2.
A melhoria das condições de vida nas aldeias continua a ser o desafio que se coloca às associações regionalistas, no entanto, o meio para o conseguir deverá ser adaptado aos tempos actuais.
Cada vez mais, as colectividades devem assumir o papel de parceiros sociais dos organismos Estatais, actuando em proximidade com as populações que representam. Cabe-lhes ainda uma maior dinamização cultural das suas aldeias para lá das tradicionais festas de Verão.
Por seu turno, o poder autárquico, deverá procurar alcançar um novo patamar de desenvolvimento na região, indo além das condições básicas oferecidas às populações.
Relativamente ao associativismo, foi apresentado pela presidente da CM Góis um conjunto de iniciativas por forma a aproximar os Paços do Concelho e as Colectividades. Existem actualmente na CM Góis uma estrutura de apoio ao associativismo e juventude, um canal de comunicação dedicado, e para breve está prevista a criação de um regulamento para as nossas actividades.
Falou-se também numa das maiores riquezas do concelho, a floresta, que poderia ser utilizada de forma mais rentável para fins produtivos. Está em curso no nosso concelho, a formação das ZIF - Zonas de Intervenção Florestal, que poderão ser o primeiro passo de uma estratégia de desenvolvimento sustentável.
Ficou marcada nova sessão para o próximo dia 29 de Maio de 2010, Sábado, para analisar a Saúde no Concelho de Góis, uma questão igualmente importante, considerando a composição etária das populações na nossa região.
in http://malhadaecasais.blogspot.com/ 27/04/10
Campeonato de Futsal
Realizaram-se nos dias 23, 24 e 25 de Abril os Campeonatos Regionais do Desporto Escolar de Futsal , no Pavilhão Gimnodesportivo de Góis.
Esta prova destinou-se a alunos inscritos nos estabelecimentos de ensino representativos de cada Equipa de Apoio às Escolas que compõem a Direcção Regional do Centro (Aveiro, Estarreja, Castelo Branco, Coimbra, Tábua, Leiria, Guarda, Viseu e Mangualde), de acordo com os apuramentos e fases antecedentes. Escalão Juvenil Masculino e Feminino.
Os 185 alunos participantes, com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos, ficaram alojados nas instalações do Agrupamento de Escolas de Góis.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Aniversário da Revolução dos Cravos
Acabar com as desigualdades sociais
Garantir igualdades para todos é um dos objectivos do executivo de Góis, liderado por Lurdes Castanheira, que ontem celebrou o 25 de Abril e lembrou a importância de acabar com as diferenças.
No dia em que se assinalou o 36.º aniversário do 25 de Abril de 1974, a presidente da Câmara de Góis garantiu que a missão da autarquia é “pugnar pela criação de condições para que seja promovido o acesso de todos os cidadãos às condições básicas de vida a que têm direito”, congratulando-se com a recente aprovação do projecto no âmbito do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social. Segundo Lurdes Castanheira, a aprovação do referido projecto revela “o esforço que queremos desenvolver para acabar com as desigualdades que subsistem e que não nos dignificam”.
Considerando que a falta de emprego é “o principal drama da actualidade”, a autarca anunciou, durante a sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no auditório da biblioteca, que “apostamos fortemente na capacidade de atracção do concelho para novos investimentos que sejam promotores do seu desenvolvimento sustentado, gerando riqueza para quem aqui vive e acredita no seu futuro”. “A priorida de da nossa intervenção tem necessariamente de ir para os mais desfavorecidos”, constatou, defendendo que “cumprir o espírito de Abril e da República é não nos resignarmos perante as dificuldades, é lutarmos pelas nossas convicções mas também pelos nossos direitos”.
Segundo Lurdes Castanheira, “a Revolução dos Cravos pôs fim ao isolacionismo social, económico e político a que Portugal estava submetido”, sendo que, a partir dessa data, foi devolvida aos cidadãos “a esperança num futuro com maiores igualdades”.
No uso da palavra, o presidente da Assembleia Municipal de Góis começou por contar como ele próprio viveu o 25 de Abril de 1974, prestando um tributo aos representantes da Liga dos Combatentes, “até há bem pouco tempo liderada pelo malogrado presidente José Girão Vitorino”. José Carvalho sublinhou que “valeu a pena por ter terminado uma guerra inútil (...), por se ter conquistado a liberdade (...), porque o sistema de ensino se expandiu com a escolaridade obrigatória (...) e passados 36 anos desde o 25 de Abril de 1974, Portugal é uma democracia de pleno direito, com as instituições a funcionar, nomeadamente o poder local”.
Referindo alguns nomes de goienses que contribuíram para o desenvolvimento de Góis, como José Carvalho, Fernando Carneiro, Victor Dias, Augusto Pereira, José Cabeças, José Vitorino, e actualmente Maria de Lurdes Castanheira, José Carvalho considerou que “Góis parou no tempo (...) devendo os seus governantes sair dos gabinetes e tentar conquistar empresários dispostos a investir localmente, sabendo-se que se encontram em curso negociações lideradas pela actual autarca que podem a curto ou médio prazo mudar radicalmente a face da sede do concelho, criando emprego, fixando famílias, fomentando o comércio”.
Confiante de que o actual executivo “saberá encontrar um caminho de modernização”, José Carvalho reforçou que uma das apostas deve passar por incentivar a fixação dos jovens no concelho, apelando ainda para que todos os membros do partido que integram a câmara “se unam em prol do concelho de Góis”.
in Diário de Coimbra, 25/04/10
No dia em que se assinalou o 36.º aniversário do 25 de Abril de 1974, a presidente da Câmara de Góis garantiu que a missão da autarquia é “pugnar pela criação de condições para que seja promovido o acesso de todos os cidadãos às condições básicas de vida a que têm direito”, congratulando-se com a recente aprovação do projecto no âmbito do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social. Segundo Lurdes Castanheira, a aprovação do referido projecto revela “o esforço que queremos desenvolver para acabar com as desigualdades que subsistem e que não nos dignificam”.
Considerando que a falta de emprego é “o principal drama da actualidade”, a autarca anunciou, durante a sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no auditório da biblioteca, que “apostamos fortemente na capacidade de atracção do concelho para novos investimentos que sejam promotores do seu desenvolvimento sustentado, gerando riqueza para quem aqui vive e acredita no seu futuro”. “A priorida de da nossa intervenção tem necessariamente de ir para os mais desfavorecidos”, constatou, defendendo que “cumprir o espírito de Abril e da República é não nos resignarmos perante as dificuldades, é lutarmos pelas nossas convicções mas também pelos nossos direitos”.
Segundo Lurdes Castanheira, “a Revolução dos Cravos pôs fim ao isolacionismo social, económico e político a que Portugal estava submetido”, sendo que, a partir dessa data, foi devolvida aos cidadãos “a esperança num futuro com maiores igualdades”.
No uso da palavra, o presidente da Assembleia Municipal de Góis começou por contar como ele próprio viveu o 25 de Abril de 1974, prestando um tributo aos representantes da Liga dos Combatentes, “até há bem pouco tempo liderada pelo malogrado presidente José Girão Vitorino”. José Carvalho sublinhou que “valeu a pena por ter terminado uma guerra inútil (...), por se ter conquistado a liberdade (...), porque o sistema de ensino se expandiu com a escolaridade obrigatória (...) e passados 36 anos desde o 25 de Abril de 1974, Portugal é uma democracia de pleno direito, com as instituições a funcionar, nomeadamente o poder local”.
Referindo alguns nomes de goienses que contribuíram para o desenvolvimento de Góis, como José Carvalho, Fernando Carneiro, Victor Dias, Augusto Pereira, José Cabeças, José Vitorino, e actualmente Maria de Lurdes Castanheira, José Carvalho considerou que “Góis parou no tempo (...) devendo os seus governantes sair dos gabinetes e tentar conquistar empresários dispostos a investir localmente, sabendo-se que se encontram em curso negociações lideradas pela actual autarca que podem a curto ou médio prazo mudar radicalmente a face da sede do concelho, criando emprego, fixando famílias, fomentando o comércio”.
Confiante de que o actual executivo “saberá encontrar um caminho de modernização”, José Carvalho reforçou que uma das apostas deve passar por incentivar a fixação dos jovens no concelho, apelando ainda para que todos os membros do partido que integram a câmara “se unam em prol do concelho de Góis”.
Encantos de xisto
Aigra Nova é um paraíso renascido. A aridez da Serra da Lousã abraça a aldeia, agora recuperada. E de novo viva.
Tal como as outras 23 aldeias de xisto, os casarios são simples – como as pessoas – e formosos pela sua singeleza arquitectónica. É distante o caminho, mas vale a pena percorrê-lo.
São quilómetros de trilhos mas, vencida a última curva, a aldeia de Aigra-a-Velha surpreende num contraste intenso das cores da pedra na encosta verde da serra.
O que outrora era terra abandonada foi revitalizado pelo Programa das Aldeias do Xisto, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Foi em 2001. Hoje, tudo é diferente: onde havia casas velhas há agora habitações recuperadas; onde havia abandono há agora um orgulho renascido; onde havia solidão há sorrisos partilhados com os visitantes.
Aigra Nova é habitada por quatro pessoas, que vivem os dias entre a maternidade das árvores, o palheiro tradicional ou a Loja do Xisto. Esta última guarda o que de melhor nasce das mãos e dos saberes ancestrais das gentes.
No concelho de Góis, há outras aldeias para desvendar: Aigra Velha, Comareira e Pena. Cada uma delas com a sua singular beleza, inscrita nas típicas habitações em xisto, nos moinhos, nos fornos comunitários ou nas adegas salpicadas de malmequeres e cravos.
O isolamento das aldeias, a pequenez das casas ou a aridez da montanha – razões que outrora afastaram os habitantes – são as mesmas razões que fazem com que o mundo regresse agora até elas.
in As Beiras 24/04/10
Tal como as outras 23 aldeias de xisto, os casarios são simples – como as pessoas – e formosos pela sua singeleza arquitectónica. É distante o caminho, mas vale a pena percorrê-lo.
São quilómetros de trilhos mas, vencida a última curva, a aldeia de Aigra-a-Velha surpreende num contraste intenso das cores da pedra na encosta verde da serra.
O que outrora era terra abandonada foi revitalizado pelo Programa das Aldeias do Xisto, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Foi em 2001. Hoje, tudo é diferente: onde havia casas velhas há agora habitações recuperadas; onde havia abandono há agora um orgulho renascido; onde havia solidão há sorrisos partilhados com os visitantes.
Aigra Nova é habitada por quatro pessoas, que vivem os dias entre a maternidade das árvores, o palheiro tradicional ou a Loja do Xisto. Esta última guarda o que de melhor nasce das mãos e dos saberes ancestrais das gentes.
No concelho de Góis, há outras aldeias para desvendar: Aigra Velha, Comareira e Pena. Cada uma delas com a sua singular beleza, inscrita nas típicas habitações em xisto, nos moinhos, nos fornos comunitários ou nas adegas salpicadas de malmequeres e cravos.
O isolamento das aldeias, a pequenez das casas ou a aridez da montanha – razões que outrora afastaram os habitantes – são as mesmas razões que fazem com que o mundo regresse agora até elas.
in As Beiras 24/04/10
“Verdadeira festa do livro” em Góis"
A vila de Góis acolhe, ate terça-feira, a 14.a edição da Feira do Livro. Numa tenda instalada no Largo Francisco Inácio Nogueira, a feira disponibiliza cerca de cinco mil livros, oriundos de quase duas dezenas de editoras.
Uma verdadeira festa do livro com uma panóplia de iniciativas associadas, como workshops, exposições e espectáculos pelo grupo “Maribondo”, ou ainda de lançamentos de livros, como foi o caso do “Auto da República”, de Cidália Fernandes, e “O beco do Pânico”, de Clóvis Levi.
Se efectuar uma visita à feira terá oportunidade de participar na campanha “Um livro faz-me mais rico”, um desafio lançado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas para que os visitantes adquiram um ou mais livros, oferecendo-os depois à biblioteca, para serem canalizados para instituições do concelho.
«Este é um dos melhores programas que a feira já teve. Conseguimos reunir uma equipa que trabalhou ao longo de dois meses para termos um programa que fosse ao encontro das mais variadas faixas etárias», afirmou Lurdes Castanheira no arranque do certame.
A presidente da Câmara Góis convidou todos os presentes a participarem nas iniciativas desta 14.a edição, informando que haverá um dia em que a feira oferecerá um livro a quem visitar o certame, não revelando contudo qual será esse dia. Aos professores presentes deixou o repto para que «incutam nos alunos a importância do livro e dos hábitos de leitura», uma vez que «um livro faz-nos companhia e torna-nos mais ricos», sustentou.
Portal comum entre bibliotecas para breve
Por seu lado, José Albuquerque Ângelo, congratulou-se pela parceria existente entre o Agrupamento de Escolas de Góis e a autarquia, no sentido de terem criado condições para que «os nossos alunos possam equiparar-se aos alunos dos outros concelhos».
«Com a ajuda da autarquia conseguimos fazer do que era um espaço de educação física, uma biblioteca do agrupamento e criámos em todas as escolas do concelho uma leitura itinerante na qual fazemos circular para todo o concelho os livros que temos na escola».
O director do Agrupamento de Escolas recordou que este ano, esta medida foi «estendida às entidades particulares pré-escolares», sendo «o próximo objectivo conseguir criar um portal comum entre as duas bibliotecas». Este é um projecto que se pretende ter no terreno já no próximo ano lectivo.
José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis solicitou à juventude presente na inauguração para que passe a palavra «de que há uma feira do livro em Góis que merece ser visitada». «O livro continua a ser a base da nossa instrução, não obstante a existência das novas tecnologias», afirmou.
Por ultimo, Henrique Fernandes enalteceu o facto de a feira decorrer sob o signo do centenário da Republica. «Aliar a feira do livro à Implantação da Republica é materializar o modelo que une uma série de países que assumem que é importante que os seus cidadãos tenham cada vez mais conhecimento para que entrem na economia do conhecimento», rematou o governador civil de Coimbra.
Se efectuar uma visita à feira terá oportunidade de participar na campanha “Um livro faz-me mais rico”, um desafio lançado pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas para que os visitantes adquiram um ou mais livros, oferecendo-os depois à biblioteca, para serem canalizados para instituições do concelho.
«Este é um dos melhores programas que a feira já teve. Conseguimos reunir uma equipa que trabalhou ao longo de dois meses para termos um programa que fosse ao encontro das mais variadas faixas etárias», afirmou Lurdes Castanheira no arranque do certame.
A presidente da Câmara Góis convidou todos os presentes a participarem nas iniciativas desta 14.a edição, informando que haverá um dia em que a feira oferecerá um livro a quem visitar o certame, não revelando contudo qual será esse dia. Aos professores presentes deixou o repto para que «incutam nos alunos a importância do livro e dos hábitos de leitura», uma vez que «um livro faz-nos companhia e torna-nos mais ricos», sustentou.
Portal comum entre bibliotecas para breve
Por seu lado, José Albuquerque Ângelo, congratulou-se pela parceria existente entre o Agrupamento de Escolas de Góis e a autarquia, no sentido de terem criado condições para que «os nossos alunos possam equiparar-se aos alunos dos outros concelhos».
«Com a ajuda da autarquia conseguimos fazer do que era um espaço de educação física, uma biblioteca do agrupamento e criámos em todas as escolas do concelho uma leitura itinerante na qual fazemos circular para todo o concelho os livros que temos na escola».
O director do Agrupamento de Escolas recordou que este ano, esta medida foi «estendida às entidades particulares pré-escolares», sendo «o próximo objectivo conseguir criar um portal comum entre as duas bibliotecas». Este é um projecto que se pretende ter no terreno já no próximo ano lectivo.
José Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis solicitou à juventude presente na inauguração para que passe a palavra «de que há uma feira do livro em Góis que merece ser visitada». «O livro continua a ser a base da nossa instrução, não obstante a existência das novas tecnologias», afirmou.
Por ultimo, Henrique Fernandes enalteceu o facto de a feira decorrer sob o signo do centenário da Republica. «Aliar a feira do livro à Implantação da Republica é materializar o modelo que une uma série de países que assumem que é importante que os seus cidadãos tenham cada vez mais conhecimento para que entrem na economia do conhecimento», rematou o governador civil de Coimbra.
in Diário de Coimbra 25/04/10
sábado, 24 de abril de 2010
A Preguiça como Obstáculo à Liberdade
A preguiça e a cobardia são as causas por que os homens em tão grande parte, após a natureza os ter há muito libertado do controlo alheio, continuem, no entanto, de boa vontade menores durante toda a vida; e também por que a outros se torna tão fácil assumirem-se como seus tutores. É tão cómodo ser menor.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.
É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São, pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.
Mas é perfeitamente possível que um público a si mesmo se esclareça. Mais ainda, é quase inevitável, se para tal lhe for dada liberdade. Com efeito, sempre haverá alguns que pensam por si, mesmo entre os tutores estabelecidos da grande massa que, após terem arrojado de si o jugo da menoridade, espalharão à sua volta o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem para por si mesmo pensar. Importante aqui é que o público, o qual antes fora por eles sujeito a este jugo, os obriga doravante a permanecer sob ele quando por alguns dos seus tutores, pessoalmente incapazes de qualquer ilustração, é a isso incitado. Semear preconceitos é muito pernicioso, porque acabam por se vingar dos que pessoalmente, ou os seus predecessores, foram os seus autores. Por conseguinte, um público só muito lentamente pode chegar à ilustração. Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento.
Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que tem em minha vez consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. Não me é forçoso pensar, quando posso simplesmente pagar; outros empreenderão por mim essa tarefa aborrecida. Porque a imensa maioria dos homens (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e também muito perigosa é que os tutores de boa vontade tomaram a seu cargo a superintendência deles. Depois de, primeiro, terem embrutecido os seus animais domésticos e evitado cuidadosamente que estas criaturas pacíficas ousassem dar um passo para fora da carroça em que as encerraram, mostram-lhes em seguida o perigo que as ameaça, se tentarem andar sozinhas. Ora, este perigo não é assim tão grande, pois aprenderiam por fim muito bem a andar. Só que um tal exemplo intimida e, em geral, gera pavor perante todas as tentativas ulteriores.
É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de se servir do seu próprio entendimento, porque nunca se lhe permitiu fazer uma tal tentativa. Preceitos e fórmulas, instrumentos mecânicos do uso racional ou, antes, do mau uso dos seus dons naturais são os grilhões de uma menoridade perpétua. Mesmo quem deles se soltasse só daria um salto inseguro sobre o mais pequeno fosso, porque não está habituado a este movimento livre. São, pois, muito poucos apenas os que conseguiram mediante a transformação do seu espírito arrancar-se à menoridade e iniciar então um andamento seguro.
Mas é perfeitamente possível que um público a si mesmo se esclareça. Mais ainda, é quase inevitável, se para tal lhe for dada liberdade. Com efeito, sempre haverá alguns que pensam por si, mesmo entre os tutores estabelecidos da grande massa que, após terem arrojado de si o jugo da menoridade, espalharão à sua volta o espírito de uma avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada homem para por si mesmo pensar. Importante aqui é que o público, o qual antes fora por eles sujeito a este jugo, os obriga doravante a permanecer sob ele quando por alguns dos seus tutores, pessoalmente incapazes de qualquer ilustração, é a isso incitado. Semear preconceitos é muito pernicioso, porque acabam por se vingar dos que pessoalmente, ou os seus predecessores, foram os seus autores. Por conseguinte, um público só muito lentamente pode chegar à ilustração. Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento.
Emmanuel Kant, in ' Resposta à Pergunta: O Que é o Iluminismo?'
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