domingo, 7 de dezembro de 2014

Solidário com José Rodrigues

Corria o ano de 2009, quando fui confrontado com a novidade numa reunião que tive no Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Um  amigo comum informou-me que um Dr. José Domingos Rodrigues ia integrar a lista do PS à autarquia de Góis nas eleições de Outubro desse ano. Confesso que não o conhecia pelo que a minha curiosidade se reduziu à importância que essa participação poderia ter para a  lista do PS,  dada a tensão existente, na altura, no seio dos socialistas locais. As indicações que recebi da sua capacidade e competência não podiam ser as melhores .

Eleito vereador em 2009 , numa candidatura liderada por Lurdes Castanheira,  assumiu as funções de Vice-Presidente da autarquia de Góis revelando-se como um autarca dedicado e competente, assumindo um papel destacado na organização e funcionamento da autarquia e estreitando laços de proximidade com os goienses.

Com uma personalidade discreta mas eficaz, foi conquistando o respeito e simpatia dos seus munícipes e equilibrando as tensões crescentes de um poder autárquico que apresentava desvios ao projecto a que aderiu quando foi convidado.

O modelo de gestão, o confronto de  personalidades e os desvios na concretização de um projecto coerente na promoção do  desenvolvimento daquele concelho do interior do Distrito de Coimbra, fizeram-no reflectir sobre a continuidade  do seu mandato autárquico nas eleições realizadas o ano passado. Apenas o sentido de serviço publico, o apelo de muitos goienses e a solidariedade partidária o demoveram desse abandono. E o convite que lhe foi feito pela Presidente da Câmara e da Concelhia do PS de Góis , claro. Um convite onde lhe reafirmava a importância na sua continuidade.

O resultado das eleições em Góis foi esclarecedor quanto à importância da continuidade de José Rodrigues. O PS perdeu metade da vantagem eleitoral que tinha conseguido em 2009 ,vencendo em 2013 por uma diferença de pouco mais de 100 votos.

Mas três atos eleitorais internos, e um ano depois, a importância de José Rodrigues no executivo de Góis alterou-se. A Presidente da Autarquia, Lurdes Castanheira,  não aceitou democraticamente que José Rodrigues tenha liderado uma lista alternativa em Setembro, para a Federação, e tenha vencido. Como não aceitou que José Rodrigues tenha apoiado António Costa e vencido. E ,finalmente, quando apresentou lista ao Congresso Nacional e venceu, pese as ameaças e pressões. Foram derrotas a mais para quem tinha uma ideia errada do seu poder.

Num estádio evolutivo inteligente , o normal seria um apelo à reflexão de quem perde. Na lógica mais primária de análise, o vulgar é sentir a ameaça e destruí-la. Infelizmente assumiu a opção que trará  maiores dificuldades ao actual executivo .

O tempo dirá se a vingança mesquinha foi a melhor solução. Mas o presente já explicou que a demagogia não resolve os problemas. Invocar falta de confiança política quando se percebe que se está errado não é sério. Ainda por cima quando rapidamente tenta aderir à solução que recusou.
A verdade é que José Rodrigues ficou sem pelouros porque venceu essas eleições internas contra a actual Presidente de Câmara. Três vezes  lhe disse não. De forma clara e competente.  Não adiantará a Lurdes Castanheira fazer as acusações que fez, algumas delas infelizes e injustas. O poder que agora usou foi inqualificável. Como o futuro dirá.


Ao José Rodrigues, a minha solidariedade. Porque estarei sempre solidário na condenação do abuso de poder, na critica à ausência de compromisso e na defesa dos que assumem as suas convicções contra qualquer tipo de opressão.
in http://marioruivo.pt/cronicas/solidario-com-jose-rodriges/, 06.12.14

Independentes por Góis exigem eleições antecipadas

Acontecimentos considerados atípicos na política local levam o Grupo Independentes por Góis (GIG) a exigir que os goienses sejam novamente ouvidos nas urnas.

Em comunicação enviada a NDC o GIG lembra que a Presidente do Município de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, anunciou na na reunião da Câmara do dia 25 de novembro que iria retirar todos os pelouros ao vereador do seu partido, José Rodrigues, por alegada falta de confiança política, acrescentando que a autarca informou ainda que estas alterações seriam levadas a cabo a partir do primeiro dia do mês de dezembro.

Na Assembleia Municipal do dia 29 de novembro, o Grupo Independentes por Góis demonstrou a sua profunda preocupação perante estas declarações, através da intervenção do seu líder de bancada, Miguel Fortunato. O deputado do GIG disse não ser justificável que, após um ano de mandato, o Partido Socialista (PS) de Góis chegue à situação atual, pondo em causa a governabilidade do concelho.

Já há um ano atrás, a Presidente do Município, após ter repetido incansavelmente, durante a campanha eleitoral, que a equipa seria a mesma, retirou o cargo de vice-presidência ao vereador José Rodrigues, assim que tomou posse.

A agravar esta crise política, vieram a lume declarações do Presidente da Assembleia Municipal que ponderou demitir-se do cargo, caso a lista que encabeçava para as eleições dos delegados para o Congresso do Partido Socialista perdesse.


A verdade é que esta lista saiu derrotada pela lista do vereador José Rodrigues e o Presidente da Assembleia Municipal não se demitiu, conclui o GIG.
in Noticias de Coimbra, 3.12.14

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Uma aldeia abandonada renasce como unidade turística e ecológica

Uma aldeia do concelho de Góis, que esteve vários anos abandonada, está a renascer como comunidade ecológica no âmbito de um projecto turístico cujo investimento privado ronda um milhão de euros.

O empreendimento assenta na recuperação e adaptação das casas do Loural, uma pequena povoação onde viveram cerca de 15 famílias, no território da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, entre as serras do Açor e da Lousã, no distrito de Coimbra. 

O promotor é o português Francisco Nunes Castanheira, casado com uma cidadã holandesa e radicado em Haia, que comprou todas as propriedades urbanas e rústicas da povoação, incluindo uma área florestal, que totalizam 30 hectares. 

Cláudia Passos, gerente do Loural Village, contou à Lusa que o projecto prevê a instalação de "habitantes permanentes" que promoverão a produção florestal e agropecuária "de uma forma sustentável". 

Os primeiros residentes são a própria Cláudia Passos, ex-professora do ensino básico, o marido e os filhos do casal, uma menina e um menino, de três e sete anos, respetivamente, que participam nas tarefas diárias da família e não frequentam qualquer estabelecimento de ensino. Ambos aprendem a ler e escrever em casa, com os pais. Só o rapaz tem aulas de natação e música, em Arganil. 
Segundo a gerente, "foram recuperadas cinco casas" no Loural, para alojamento de férias, estando prevista para breve a reabilitação de mais habitações, além de currais e palheiros.


Os terrenos de cultivo totalizam sete hectares, onde aqueles moradores encetaram já produções para consumo familiar. 


As receitas do alojamento a turistas "terão uma importância económica" para a viabilidade do Loural Village, enquanto "aposta autossuficiente e sustentável", que passa pela valorização da floresta autóctone e das energias alternativas. 

Um moinho de água, que outrora produziu farinha, vai ser adaptado para obtenção de energia elétrica, enquanto um forno será restaurado para voltar a cozer broa ou confecionar diferentes iguarias. 
O complexo turístico dispõe ainda de piscina, sala de reuniões e uma pequena biblioteca, referiu Cláudia Passos. 

Neste momento, dois voluntários -- um francês e um norte-americano -- estão a trabalhar na comunidade, ao abrigo de um programa internacional na área da agricultura biológica. As infraestruturas públicas, como arruamentos, saneamento e abastecimento de água, foram realizadas pela Câmara Municipal de Góis, que gastou 253 mil euros, com financiamento europeu através dos programas Mais Centro e Proder. 

Por seu turno, a empresa Banema, que aplica "madeiras exclusivas" no Loural Village, salientou que este é "um projecto turístico 100% sustentável". Estas madeiras "salientam o aspeto rústico das casas e fazem com que haja uma harmonia da construção com a natureza, o que contribui para alcançar o objetivo de criação de um espaço para meditação", disse o administrador Joaquim Neves.



O Loural Village "vem suprir uma grande lacuna" ao nível do alojamento turístico e promover "uma dinâmica completamente diferente" num concelho flagelado pela desertificação, disse à Lusa a presidente da autarquia, Lurdes Castanheira. "Trata-se da primeira unidade vocacionada para o turismo a surgir naquele território" de Cadafaz e Colmeal, acentuou a autarca do PS.











in Fugas.Público.Hoteis, por Lusa 02.12.2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Anónimo disse... Comunicado Público de Diamantino Garcia

 Anónimo disse...


Ontem, virou-se uma página negra da história política de Góis. 
Ontem, já depois da intervenção final do público e a reboque de um elemento deste, fomos informados pela Sra. Presidente da Câmara que ia retirar a confiança política ao vereador Dr. José Rodrigues, retirando-lhe os pelouros e fazendo-o regressar ao seu trabalho em Lisboa. Fê-lo, como disse, praticamente fora da Reunião de Câmara e na ausência do visado (que não estava presente por se encontrar de férias). Mas mais: aproveitou a ocasião para fazer acusações graves, chegando a compará-lo com a figura bíblica do Judas. 

Tenho, por norma, respeitar todos mesmo aqueles que não concordam comigo. Nutro pelo Senhor Vereador Dr. José Rodrigues uma enorme consideração e respeito. Não é justo compará-lo com Judas. Mas é muito mais injusto a Sra. Presidente comparar-se com Deus. Será que não percebe que o Miguel Mourão, ou o Filipe Carvalho, ou o José Nunes também não foram Judas e foram afastados de uma forma semelhante? Será que não percebe que o problema está em si e não nos outros? 

Pareceu-me que até o Sr. Vice- Presidente foi apanhado de surpresa pois pareceu emocionar-se (eu vi, Mário). Mas será que as pessoas são descartáveis? O Dr. José Rodrigues foi Vice-presidente no mandato anterior e cumpriu de tal maneira o seu mandato que foi convidado para segundo da lista do atual executivo. A sua presença, na lista, ajudou à escassa vitória do PS nas últimas eleições. E agora, já não presta? Primeiro retira-lhe a Vice-Presidência depois, parte dos pelouros e agora a confiança política? Até onde chegaremos? E qual é o papel do Sr. Vice-presidente? Concorda com esta atitude? Subscreve-o? Ou apenas faz como o Pilatos?

E o partido socialista de Góis? Revê-se nesta decisão? Apoia-a? 

De facto, embora Socialista estava a mais neste PS de Góis…
Também ontem soube que o Sr. Presidente da Assembleia terá enviado uma carta de demissão. Parece que os membros do PS da Assembleia não a teriam aceitado (?!). Mas uma demissão alguma vez depende ou dependeu de terceiros? 

Eu sei, por experiência própria, que a demissão é algo de muito pessoal, algo extremamente doloroso, muito refletido, quase intimo; algo que traz problemas e incompreensões que se arrastam no tempo.
Mas também sei que a demissão é, como a morte, uma das poucas coisas que são irreversíveis. Quem pede a demissão não pode voltar atrás. Só se estiver a fazer bluff. E eu conheço bem, penso eu, o Sr. Presidente da Assembleia que faz o favor de ser meu amigo. Ele não é homem de bluffs.
Está a decompor-se em pedaços a política em Góis. Estará a decompor-se em pedaços a política Nacional. E eu, infelizmente faço parte dela. Apetece-me desistir, sair, não estar presente neste lodaçal. Só não o faço por respeito àqueles que em mim confiam e me apoiam ou apoiaram. 
Libertem-me deste compromisso.

Estou revoltado com aquilo que fizeram (e a forma como o fizeram) ao Dr., José Rodrigues. Independentemente da sua prestação. Na política não pode valer tudo. Como na vida.
Fica um abraço solidário ao Dr. José Rodrigues e um grande abraço àqueles que comigo foram vereadores: ao Dr. João Veiga e Moura, ao Dr. Manuel Enéscio Gama, ao Prof. Daniel, à Dra. Graça Aleixo e, claro à Senhora D. Helena Moniz.
Sempre nos respeitámos embora, por vezes diferíssemos frontalmente. Nunca tivemos que passar por aquilo que me fizeram passar ontem… felizmente! 
"Diamantino Garcia"
FACEBOOK do diamantino

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Solução para ramal da Lousã pode ser diferente do projeto do Metro Mondego

Coimbra, 16 nov (Lusa) -- A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) defende a conclusão das obras do ramal ferroviário da Lousã com fundos europeus, o que pode implicar uma solução tecnológica diferente da prevista no projeto do metro.
Em entrevista à agência Lusa, a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, disse que "é prioritário repor o serviço" público de transporte entre Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, interrompido em 2009, devendo a intervenção na sede de distrito avançar noutra fase.
Como as populações do interior "não têm alternativa de mobilidade", a conclusão das obras do Ramal da Lousã "é uma questão de justiça social", afirmou.

in Expresso 16/11/14

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Medalha de Ouro do Municipio Para a Associação Educativa e Recreativa de Góis




Mais desenvolvimento na Edição em papel.

in Comarca De Arganil 15.10.14

Adiber Integra o CED Intermunicipal da Região de Coimbra


Mais desenvolvimento na edição em papel.
in Comarca de arganil 1.10.14

Comemoração das Bodas de Prata da Reactivação da Merisericórdia


Mais desenvolvimento na edição em papel.
in A Comarca De Arganil, 23.09.14

CÂMARA MUNICIPAL DE GÓIS REFORÇA OBRAS DE SANEAMENTO BÁSICO

GÓIS – Depois de há um mês ter sido celebrado o contrato de empreitada para a construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Cabreira, a câmara municipal de Góis celebrou dia, 3 de Outubro, um novo contrato com a empresa Carlos Gil Lda com vista à edificação da Estação Elevatória, completando assim a infraestrutura de saneamento básico.

Estas infraestruturas localizam-se, na localidade de Cabreira, pertencente à União de Freguesias Cadafaz/Colmeal, e permitirão tratar os esgotos de cerca de três centenas de habitantes.
A obra em conjunto revestindo-se de grande importância ambiental, proporcionará assim, uma melhoria das condições de vida da população local e dos recursos hídricos na zona.
A nível técnico trata-se de um sistema compacto, com tratamento secundário, cuja capacidade máxima de caudal afluente diária compreenderá 22,5 mᶾ.

Trata-se de uma parceria entre o Município de Góis, Comissão de Melhoramentos da Cabreira, Conselho Diretivo dos Baldios do Cadafaz e de um particular, que graciosamente cedeu, uma parcela de terreno.

O investimento total é na ordem dos 90.000€, suportados totalmente pelo orçamento municipal.
Prevê-se que as obras, quer da Estação Elevatória, quer da ETAR estejam concluídas em Dezembro.


A localização destas infraestruturas foi, tecnicamente, decidida, no pleno respeito pela qualidade das águas do Rio Ceira e de uma das mais visitadas zonas de lazer da localidade da Cabreira.
in Local.PT 07.10.14