segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Góis... A Grade Metropole do Seculo XXI

Por Paulo Miguel Silva, Elemento da Assembleia Municipal de Góis


Calhou de estar um dia à entrada de Góis. Já passava das nove horas e um enorme fluxo de carros vinha na direcção da vila. Seria algum evento que iria acontecer? Não, eram os funcionários da Câmara e de outras instituições que vivem fora do concelho...
Góis de facto é um local excelente para trabalhar, pois oferece emprego e condições. Pena é que a maioria dos técnicos superiores das principais instituições não viva no concelho. Góis pelos vistos não lhes oferece as condições de vida que eles desejam.
Nada me move contra estas pessoas, nem contra as suas opções. Todos somos livres de viver onde quisermos.Mas podemos exigir que pelo menos estas pessoas contribuam em termos de cidadania, participando nas organizações locais ou nos eventos aos fins-de-semana. E acredito que quando não temos em casa, temos que ir buscar fora os recursos humanos para promover o desenvolvimento. Mas o COMBATE DESERTIFICAÇÃO  faz-se com outro tipo de políticas:
- incentivando a fixação de pessoas naturais do concelho e de outros concelhos no nosso, premiando as competências técnicas e não apenas o cartão do partido político ou o local de nascimento do cartão de cidadão;
-Promovendo políticas de fixação de empresas, como a criação do gabinete apoio ao investidor, a incubadora de empresas, as zonas industriais na periferia do concelho, entre outras;
- Tendo uma estratégia coordenada ao nível urbanístico - ter zonas de construção para jovens a custos controlados, possuir um PDM actualizado, moderno e inovador, ser mais rigoroso com os prédios rústicos e urbanos abandonados;
- Ter uma política estruturada para atrair emigrantes naturais de Góis, quer estejam no estrangeiro ou em Lisboa. Existem muitas pessoas que estão fora e que caso existisse uma política orientada para promover o seu regresso, podiam ser convencidas a voltar para ajudar a sua terra natal. Temos de fixar no nosso concelho pessoas que gostem de viver no interior e que sintam Góis;
- Incentivar uma nova cidadania, alicerçada na estratégia da Agenda 21 Local, extra-partidária, unificadora da sociedade e que se oriente para as camadas mais jovens, promovendo políticas sustentáveis ambiental, cultural, económicas e socialmente;
- Ter uma visão estratégica nas três áreas fundamentais do desenvolvimento local: ambiente floresta e turismo. Ao nível do ambiente desenvolver a criação da Reserva Natural Municipal dos Penedos de Góis (na área da Rede Natura 2000)e inventariar o património do Vale do Ceira entre o Colmeal e a Várzea com vista a uma candidatura futura. Nesta area é possível criar dezenas de postos de trabalho, com a vigilância e monitorização dos futuros visitantes destas zonas. Ao nível da floresta motivando a plantação das espécies autóctones, as explorações em multi-cultura, a criação de actividades económicas a montante e jusante da exploração florestal(pequenas industrias de madeiras, marcenaria e mobiliário, aproveitamento de resíduos florestais como acontece nos concelhos vizinhos). Ao nível do turismo, atraindo novas unidades turísticas (alojamento, restauração e animação), ter um calendário diversificado e intenso de eventos ao longo que atraia visitantes e turistas, montar sistemas de apoio às visitações ( museus, núcleos museológicos, leitores de património, rotas marcadas, etc)

Os técnicos superiores das principais instituições do concelho são a massa crítica de Góis. se a maioria deles vive fora, não temos massa crítica local para desenvolver o concelho e para promover a cidadania.
Todos conhecemos as dificuldades em elaborar listas de gestão das instituições da sociedade civil, por falta dessa mesma massa crítica e pela excessiva politização destes órgãos. valorizo aqueles que ao longo dos anos, mesmo residindo fora, muito fizeram pelo concelho, mesmo fora do seu horário de trabalho. Não querendo ser injusto por omitir alguns, não posso deixar de destacar dois: Lurdes Castanheira e Miguel Ventura. Abomino aqueles que só cá vêm das 9h (em ponto) às 17h (sendo que meia-hora antes já têm tudo arrumado e o carro pronto para arrancar. Durante anos cometera-se grandes erros na contratação de pessoas e os resultados são visíveis hoje, daí que pense que também aqui é fundamental mudar de estratégia, deixando de apostar em exclusivo no funcionalismo público e procurando outras soluções, como por exemplo a criação:
-De um,a agencia de desenvolvimento com capitais mistos da autarquia e de particulares. Esta agencia seria responsável pela criação de receitas próprias para realização dos investimentos necessários
- De empresas municipais/ou gabinetes técnicos nas áreas mais importantes e sensíveis ou estabelecimento de protocolos com entidades privadas para a prossecução dos objectivos dessas áreas prioritárias.
Estas estruturas são mais flexíveis e têm outros modelos de gestão que permitem atingir melhores resultados no desenvolvimento local.
Se Góis oferece tão boas condições de trabalho a estas pessoas, se não as podemos convencer a mudar de residência, podemos incentivar a que tenham uma postura mais pro-activa: em vez de serem funcionários públicos no sentido estrito da palavra, sejam antes agentes de desenvolvimento. Se Góis é bom para estas pessoas, elas têm de contribuir para que seja bom também para os que cá vivem e pagam os impostos...
Assim Góis poderia ser uma grande metrópole do século XXI e não apenas pelo fluxo de viaturas às 9 e às 17horas.
Góis, 4 de Dezembro de "2010
in, O Varzeense, 15/12/10

sábado, 18 de dezembro de 2010

Misericórdia de Góis homenageia José Cabeças

Câmara Municipal decidiu atribuir Medalha de Ouro ao médico, provedor da Santa Casa, antigo autarca e fundador da ADIBER
Como forma de homenagear o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Góis, a instituição decidiu atribuir o nome de José Cabeças à valência que ontem inaugurou. Centro de Reabilitação e Bem-estar Dr. José Domingos de Ascensão Cabeças, assim se denomina a nova unidade, que representa um investimento na ordem dos 100 mil euros, inserida no âmbito do projecto Progredir em Igualdade e Cidadania.
Na cerimónia, Lurdes Castanheira, presidente da autarquia, anunciou também que o executivo decidiu distinguir o médico com o mais alto galardão do município, a medalha de ouro.
«José Cabeças elevou este concelho, como mais nenhum autarca conseguiu elevar e deu-lhe uma dimensão que nem os goienses esperavam que desse e, por isso, merece muito mais do que ter o seu nome neste centro e sinto que tenho a obrigação de lhe atribuir a medalha de ouro do concelho», sustentou a presidente do município de Góis. A edil felicitou a Misericórdia por «ter decidido atribuir o nome deste centro à pessoa de José Cabeças», porém, adiantou, «não fez mais do que a sua obrigação, porque a marca dele está aqui desde 1989», aliás, ressalvou, «a marca dele está não só nesta casa, como na Câmara, na ADIBER, no concelho, na Beira Serra e até no país». Lurdes Castanheira lamentou somente a ausência «daqueles que durante muito tempo serviu», ou seja, «representantes na área da saúde».
Relativamente ao Centro de Reabilitação, a autarca sublinhou tratar-se de uma obra que «distingue a Misericórdia e que vai servir os goienses, evitando que tenham que sair do seu concelho e vai dar um contributo aos Bombeiros de Góis, que poderão reduzir alguma despesa nas deslocações».
Em nome do marido - que esteve presente mas não usou da palavra - Palmira Simões Pereira agradeceu a todos, referindo que «apesar de o meu marido não estar bem de momento, iremos fazer tudo para recuperar», garantindo que José Cabeças está «muito satisfeito e fica muito contente com o que se está a passar aqui hoje, o concretizar deste projecto que é motivo de orgulho para ele e para vós».
Para o vice-provedor da Misericórdia o dia de ontem «marcará inequivocamente a historia da Santa Casa de Góis, não só pelo facto de vermos concretizado mais um objectivo, mas sobretudo por podermos, hoje aqui, prestar, de forma sentida e reconhecida, uma homenagem ao Dr. José Cabeças» pois, «é graças à sua determinação e perseverança que esta IPSS se afirma como uma referência na prestação de cuidados à população idosa do nosso concelho».
De seguida lembrou que José Cabeças, como presidente de Câmara Municipal e como médico «conhecia as necessidades da população e, desde logo, elegeu como prioridade a criação de uma estrutura desta natureza no nosso concelho e durante a construção deste edifício acautelou um espaço que permitisse a sua criação». Desta forma, disse ainda, «ao estarmos, hoje aqui, a inaugurar este Centro, todos temos o sentimento de dever cumprido, na medida em que esta estrutura a todos deve orgulhar, por reunir condições invejáveis, não só em termos do equipamento que possui, um vasto conjunto de valências, aliado às excelentes condições que este espaço nos oferece».

Uma marca inquestionável
em Góis e na Beira Serra
Para Mário Ruivo a cerimónia foi simultaneamente a «inauguração de um espaço que vai servir a população e o prestar uma homenagem àquele que foi o trabalho de José Cabeças durante todo este tempo em que se dedicou a Góis». «Esta é uma simbólica homenagem, porque José Cabeças merece que Góis o perpetue», declarou ainda o director do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, sustentando que «esta instituição e Góis devem muito à visibilidade que têm ao tempo em que Cabeças esteve no concelho». «Fê-lo com a Misericórdia, mas também como se fosse um goiense», afirmou ainda.
Henrique Fernandes, por seu lado, considerou esta «uma homenagem justa, porque ele deixou uma marca em Góis e em todo o alto distrito», disse, sublinhando mesmo que «há um antes e um depois na sua passagem pela vida autárquica». De acordo com o governador civil, José Cabeças «tem um manancial de saber que não é dispensável e estamos, hoje aqui, mostramos-lhe como estamos com ele e reconhecemos que a sua obra e a forma como desenvolveu a sua acção são fundamentais para dizer que o poder local pode ter uma perspectiva de desenvolvimento e por outro lado um relacionamento humano com as pessoas». 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Secção de Judo da AERG

Por Graciano Rodrigues

O Judo de Góis iniciou a sua actividade em Maio de 2009, tendo comemorado o seu primeiro aniversário no ano em curso. No início do ano passou a estar ligado à Associação Educativa e Recreativa de Góis, passando a ser denominado como - secção de Judo da AERG.

O Judo tem como responsáveis máximos a Direcção da AERG, sendo o elemento destacado para a sua representação o Sr. Graciano Antunes Rodrigues, que funciona como elo de ligação e proporciona o apoio directo à Secção. Na componente formativa, o Judo é ensinado pelo Mestre Raul Valente, apoiado nas suas ausências pelas Judocas Diana Valente e Maria Teresa Rodrigues. No apoio ao funcionamento contamos com a ajuda da esposa do Mestre Raul, a Sr."
Anabela Valente, do acima referido Sr. Graciano, da Sr." Cristina Bandeira e quando solicitados, dos pais dos judocas.

Neste momento, contamos com atletas a participar em torneios e treinos, num número que ultrapassa os 60 atletas. Os treinos são normalmente bi-semanais, e distribuídos pelos vários escalões, o que implica treinos de segunda-feira a quinta-feira, inclusive. Por vezes e na proximidade da competição efectua-se ainda mais um treino semanal.

Os treinos são efectuados no Pavilhão Municipal, com o apoio da Autarquia, através da cedência gratuita das instalações. Durante o ano em curso já este clube participou em vários torneios, tais como: Torneio de Palmela, Torneio de apuramento para Juvenis e Juniores, Torneio do Sabugal, Torneio de Alcanena, Open de Sangalhos, Torneio de apuramento para os nacionais de Juniores e Senio- res e Torneio Cidade de Coimbra. Durante este ano fizemos dois estágios para os atletas Juvenis, Juniores, Esperanças e Seniores, o primeiro em Pampilhosa da Serra, onde tivemos o apoio da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra e outro em Alenquer através de parceria com o Judo Clube de Lisboa - Secção de Alenquer e também com o apoio da Câmara Municipal de Alenquer.

Tivemos no dia 1 de Novembro a realização do nosso primeiro torneio, denominado de 1.° torneio da vila de Góis, que se saldou num enorme êxito, tendo a organização sido referida pelos participantes, como tendo sido excelente. Neste torneio tive-mos presentes 178 atletas, representantes de 6 clubes.

No torneio participaram atletas das categorias de Benjamins até ao escalão de Juvenis.

Participámos ainda no torneio de Aveiro, no dia 20 de Novembro e no ano em curso,pensamos ainda levar os atletas a ver um espectáculo de circo, na cidade do Porto e no dia 4 de Dezembro, e para terminar o ano organizar o jantar de Natal como secção da AERG, ou se assim for decidido, participar no Jantar de Natal de todas as secções da AERG.

Aqui devemos referir e salientar alguns apoios que nos têm sido concedidos, quer através de apoios materiais, financeiros ou de qualquer outra natureza, sem os quais, a existência do Judo em Góis, seria de uma concretização e evolução mais complicada.

Assim referimos os apoios mais representativos conseguidos que foram: da Câmara Municipal Góis e Assembleia Municipal de Góis, da Junta de Freguesia de Góis, da firma "Irmãos Figueiredos", do GóisMotoclube e da Dr.ª Helena Mateus e de um modo geral de todos os que têm vindo a ser solicitados para apoiar a secção de Judo, e que têm correspondido de forma positiva.

Novo Horário das Aulas de Judo

Aula N.º I - dos 4 aos 9 anos
Aula N.º2 - dos 10 aos 13 anos
Aula N.º 3 - dos 13 aos 90 anos - aula de competição

Aula N.º 1 - segunda-feira - das 18,45H às 19,25H
Aula N.º 2 - segunda-feira - das 19,30H às 20,30H
Aula N.º 3 - terça-feira - das 19,00H às 21,00H
Aula N.º 1 - quarta-feira - das 18,45H às 19,25H
Aula N.º 2 - quarta-feira - das 19,30H às 20,30H
Aula N.º 3 - quinta-feira - das 19,00H às 21,00H
Aula N." 3 - (Com Aviso) - sábado - das 10,15H às 12,15H
in o Varzeense, 30/11/10

A Propósito da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira

Por Diamantino Garcia

Li, atentamente, a notícia' na última edição do Varzeense, em que se apresentavam os corpos sociais da denominada Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira. Noutros jornais li outras notícias, não totalmente coincidentes, ficando sem perceber se a lista para os Corpos Sociais era, apenas, uma proposta, ou se se tratava de uma lista definitiva. Não sem surpresa, verifiquei que o meu nome constava do designado Conselho Consultivo.

Devo referir que algum tempo atrás, recebi em casa um "convite" para estar presente no referido encontro e, como anexo, foi-me enviada uma proposta lista para os corpos sociais, em que constava o meu. Aguardei, pacientemente, qualquer contacto pessoal em - que pudesse minimamente perceber o que se pretendia com a Confraria e esclarecer algumas dúvidas para então decidir sobre a minha participação na mesma. No entanto, nada aconteceu e eu, por motivos pessoais, não pude participar do referido encontro.

Posto isto, gostaria de informar da minha indisponibilidade para participar na referida associação. Não se trata de qualquer "birra" por não ter sido previamente contactado, mas sim o facto de não concordar com a criação, neste momento, desta Confraria. Acho que se começou o edifício pelo telhado. Quero com isto dizer que o objectivo de uma confraria, deve ser o de promover e proteger um determinado produto.

Ora, infelizmente, não existe no nosso conselho produção suficiente de cabritos que justifique a aludida criação. Se a perspectiva é promover essa criação, então comece-se por aí e depois sim, vamos à Confraria. Senão, corremos o risco de promover um cabrito de qualquer região de Portugal ou até, mais caricatamente, importado de qualquer região da Europa. Creiam que lamento tomar esta posição. Como diz o nosso Povo, "Por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera" e assim desejo as maiores felicidades para os Corpos Sociais da Confraria.

Tomara que me engane e tenha, dentro de pouco tempo de dar razão a quem tomou a iniciativa mas, o mesmo Povo também diz " O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Desculpem-me a sinceridade mas, para mim, o que se passou no dia 30 de Novembro de 2010 no restaurante Retiro dos Sabores foi, apenas e somente, uma tarde de Folclore de que a Confraria do Cabrito e da Castanha foi parte integrante.
in o Varzeense, 30/11/10

Inauguração do Centro de Reabilitação e Bem-Estar Dr. José Domingos da Ascensão Cabeças

No próximo dia 15 de Dezembro, quarta-feira, pelas 12.00 horas, a Santa Casa da Misericórdia de Góis irá proceder à inauguração do Centro de Reabilitação e Bem-Estar Dr. José Domingos da Ascensão Cabeças, a funcionar nas Instalações do Lar de Idosos em Vila Nova do Ceira.
scm_gois_lar_vila_nova_do_ceira.jpg
De acordo com a nota à imprensa que nos foi remetida "a atribuição do nome do Dr. José Cabeças, afastado da gestão activa da Instituição por motivos de saúde, foi, sob proposta da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Góis, aprovado por unanimidade na reunião de Assembleia Geral do passado 29 de Novembro e pretende ser uma homenagem de reconhecimento pelo trabalho em prol desta Santa Casa nos últimos 21 anos, data em que o Dr. José Cabeças liderou o processo de reactivação desta IPSS, mantendo até à 6 meses a sua liderança reais necessidades da população, foi sempre sua pretensão que aquele espaço se mantivesse devoluto até à possibilidade de nele criar uma estrutura na área reabilitação, que servisse não só os utentes do Lar de Idosos, mas igualmente toda a população do Concelho de Góis".
Esta nova estrutura, dotada de um vasto conjunto de equipamentos da área da fisioterapia e reabilitação, na área da Mecanoterapia, Terapia Ocupacional, Termoterapia, Pressoterapia, Cinesioterapia e Electroterapia, encontra-se instalada num espaço com uma área superior a 250 m2, com um investimento na ordem dos € 100.000,00, e vem colmatar uma necessidade há muito sentida pela população do nosso Concelho e pelas estruturas locais de saúde, reunindo todas as condições para ser uma estrutura de referência na região.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Venda da Quinta do Baião Vai Ser Julgada em Janeiro

Começa a ser julgado, no início de Janeiro, o processo em que a actual presidente da autarquia de Góis é acusada de três crimes, no contexto da venda e uma parcela da Quinta do Baião, pela Câmara Municipal à Adiber (Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra).
Lurdes Castanheira que, à altura dos factos, em 1999, era secretária da direcção da Adiber, integra um lote de 10 arguidos, entre os quais responsáveis da associação ou autarcas, assim como o então presidente da Comissão Nacional de Gestão do programa Leader, Nuno Jordão, acusado de ter usado um documento falsificado.
A presidente da autarquia de Góis é acusada de três crimes, nomeadamente co-autoria de falsificação de documento, fraude na obtenção de subsídio e co-autoria no desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído.
Acusado dos mesmos crimes, está também José Cabeças, então presidente da Câmara Municipal e da Adiber, mas, a o seu estado de saúde - está internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra com sintomas de demência - poderá fazer com que não chegue a ser julgado.
Miguel Ventura, actual vereador na Câmara Municipal de Arganil, eleito pelo Partido Socialista, era também dirigente da Adiber, e foi acusado de fraude na obtenção de subsídio e co-autoria no desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído.
São também arguidos Helena Mateus, José Ângelo e Luís Miguel Silvestre, então ligados aos destinos da Adiber, assim como os antigos vereadores Manuel Gama e Humberto Matos.
Na altura, a Câmara Municipal de Góis vendeu a parcela por 250 mil euros. A associação recebeu um subsídio de 234 mil euros para um projecto de agro-turismo, mas usou o dinheiro para pagar o terreno, baseando a decisão nas deliberações da autarquia e da Assembleia Municipal.
O "destaque" da parcela só poderia ser feito em 2004, mas Girão Vitorino, então vice-presidente da autarquia, e que sucederia a José Cabeças, quando este assumiu a Direcção Regional de Saúde, protelou a escritura até 2007.
Isto levou a que o Ministério Público considerasse haver indícios suficientes da concretização dos crimes de falsificação de documentos, fraude na obtenção de subsídio, desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído e participação económica em negócio.

Lurdes Castanheira fala em irregularidade na escritura
Girão Vitorino faleceu entretanto, não podendo responder, mas Lurdes Castanheira, em declarações prestada em Março deste ano, mostrava-se tranquila em relação ao processo, afirmando que a única irregularidade foi a escritura do terreno não ter sido feita em tempo útil.
O problema de registo era, segundo a autarca, do conhecimento dos gestores do programa comunitário Leader II, razão pela qual o dinheiro foi transferido sete meses após a aprovação da candidatura".
Segundo disse Lurdes Castanheira em Março, "o município de Góis só precisava de dizer, faço ou não faço a escritura, em 2004", garantindo que "a Adiber tudo fez para regularizara a situação".
in Diário de Coimbra, 11/12/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ADIBER Dinamiza Campanha do Laço Branco

Há cerca de duas décadas, na cidade de Montreal, um rapaz machista, incapaz de aceitar que raparigas frequentassem um curso de Engenharia, cometeu um massacre que vitimou 14 universitárias. Este crime hediondo mobilizou a opinião pública canadiana em torno do debate sobre as questões da violência e desigualdade de género. É então que em 1991 surge, espontaneamente no Canadá, a primeira Campanha do Laço Branco pela mão de um grupo de homens indignados com os actos de violência contra as mulheres, manifestando o seu repúdio através da distribuição de laços brancos. Desde então, com o apoio da UNUFEM, um orgão das Nações Unidas, esta campanha tem vindo a alastrar a outros pontos do mundo.

A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no âmbito do Projecto "Expandir Oportunidades", à semelhança do ano passado, irá dinamizar a Campanha do Laço
Branco nos concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua.

Esta Campanha Regional Contra a Violência Doméstica, que se inicia no dia 25 de Novembro - Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher - e prolonga até ao dia 6 de Dezembro, tem como principal objectivo a sensibilização da população, principalmente a masculina, para a problemática da violência doméstica que este ano já tirou a vida a 39 mulheres portuguesas.

Neste sentido, vimos solicitar a colaboração de Vª. Ex". na dinamização desta Campanha, promovendo a sua divulgação junto da sociedade civil.

O Secretário da Direcção
da ADIBER, Miguel Ventura

ADIBER Abre Novos Concursos os Subprograma 3 do PRODER


A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, na qualidade de Entidade Gestora do GAL "ADIBER / Beira Serra", irá abrir no próximo dia 15 de Dezembro de 2010 um novo período de candidaturas no âmbito das Medidas 3.1 e 3.2 do PRODER - Dinamização das Zonas Rurais.

Com a abertura dos Concursos estará disponível uma nova oportunidade de apresentação de pedidos de apoio por parte dos potenciais promotores de projectos de investimento que se localizem no território de intervenção da ADIBER, ou seja, Concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua.

Concluídos os procedimentos contratuais decorrentes das aprovações dos projectos submetidos ao 1º Concurso, estão reunidas as condições para dar sequência ao processo de implementação da Estratégia Local de Desenvolvimento definida para a Beira Serra, para o que é fundamental dotar a Região dos meios que permitirão dar forma a iniciativas que se enquadrem nos objectivos propostos na referida Estratégia.

Dinamizar economicamente o território, com o intuito de aumentar a competitividade do seu tecido empresarial e criar emprego; promover a coesão territorial e social da Região, através do reforço das dinâmicas locais, reduzindo as assimetrias em relação a regiões com maior grau de desenvolvimento; conferir-lhe maior notoriedade e visibilidade, com base na valorização e promoção das riquezas que a Beira Serra tem para oferecer; são alguns dos propósitos que se pretendem alcançar com as ajudas disponibilizadas, de modo a atingir-se um objectivo mais amplo de melhorar a qualidade de vida da população, criando incentivos à sua fixação.

Importa pois estimular atitudes empreendedoras de carácter empresarial (auto-emprego e micro-empresas a partir da valorização dos recursos endógenos), promover a igualdade de oportunidades envolvendo todos os parceiros locais neste processo de desenvolvimento, assim como qualificar os serviços de proximidade de base social prestados pelas Instituições locais, de forma a satisfazer as necessidades de um maior numero de beneficiários, numa óptica de minimizar os problemas decorrentes da crise que afecta o nosso país e, com maior intensidade, as pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade.

No âmbito dos 7 Concursos, que irão estar abertos até ao dia 31 de Janeiro de 2011, será disponibilizado um total de ajudas de cerca de 1,9 milhões de euros, às quais se poderão candidatar empresários em nome individual, micro-empresas, pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos e autarquias locais, que cumpram as normas expressas nos respectivos avisos de concurso, disponíveis em www.adiber.pt.


De modo a garantir um amplo acesso à informação por parte de todos os interessados e esclarecer as dúvidas relativas aos procedimentos inerentes à formalização das candidaturas, a ADIBER irá realizar sessões de divulgação pública nos vários Concelhos da Região, de acordo com a seguinte calendarização:

Dia 13 de Dezembro (Segunda-feira):
- 21 horas, na Biblioteca Miguel Torga, em Arganil;

Dia 14 de Dezembro (Terça-feira):
- 18 horas, no Auditório da ADIBER, em Góis;
- 21 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;

Dia 15 de Dezembro (Quarta-feira):
- 18 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tábua;

A ADIBER e as Entidades Parceiras têm a expectativa de que os meios financeiros que são postos à disposição dos promotores, se constituam como um importante contributo para que a Beira Serra se possa assumir cada vez mais como um Território de excelência para residir, trabalhar e desfrutar o lazer.

Góis, 3 de Dezembro de 2010

O Secretário da Direcção da ADIBER,
Miguel Ventura