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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Biblioteca reúne documentação para criar uma Biblioteca Digital
A Câmara Municipal de Góis, através da Divisão Social e Cultural/ Serviço de Biblioteca e Arquivo, está a reunir documentos para a criação de uma Biblioteca Digital, na vertente da conservação/ memória no sentido de integrar o Espólio do Fundo Local das várias Bibliotecas.
Para a realização deste projeto foi criado um Grupo de Trabalho de Bibliotecários do Pinhal Interior Norte, composto por: Góis,Tábua, Castanheira de Pêra, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Arganil, Lousã, Vila Nova de Poiares, Penela, Alveiázere, Figueiró dos Vinhos.
Apelamos, por isso, a participação de todos os goienses, a partilharem com a Biblioteca Municipal de Góis "António Francisco Barata", todos os documentos, nomeadamente, postais, cartazes, registos sonoros, vídeos, mapas, fotografias anteriores a 1980 que possam retratar a história de cada freguesia, bem como as tradições, os usos e costumes das povoações que a constituem.
São igualmente importantes, jornais editados nessa freguesia ou livros publicados por pessoas aí nascidas.
Todos os documentos deverão ser entregues até junho de 2012, na Biblioteca Municipal "António Francisco Barata", ou nessa impossibilidade, na Junta de Freguesia da sua área de residência.
Junto dos documentos deve ser anexado a identificação e um contato telefónico do colaborar, para posterior contato do Município de Góis para o preenchimento do Protocolo de Empréstimo/Direitos de Autor.
Para mais informações contate a Biblioteca Municipal de Góis: 235 778 049
in cm-gois.pt
in cm-gois.pt
População servida pelo Metro Mondego exige reativação da empreitada
Cerca de três anos depois dos carris terem sido arrancados do Ramal da Lousã, com o argumento de que iriam realizar-se obras para que o metro começasse a circular dois anos depois, o projeto foi adiado sine die. Estão apenas concluídas as empreitadas iniciais e, de acordo com as estimativas, nem daqui a outros três anos (2016) poderão regressar os comboios. Perante este cenário, o Movimento Cívico de Coimbra, Góis, Lousã e Miranda informa hoje que vai convidar os deputados da Assembleia da República e do Parlamento Europeu a visitarem as obras do Ramal da Lousã, inseridas no projeto do Metro Mondego.
“Também foi decidido convidar os líderes partidários a visitarem a região e a pronunciarem-se sobre a necessidade de se garantir a ligação Serpins (Lousã) – Estação Velha, em transporte público sobre carris”, refere um comunicado divulgado hoje de manhã.
O Movimento denuncia que o Governo não está a cumprir a promessa de investir 15 milhões de euros em 2012/2013, além de considerar “imperioso” que Portugal candidate o projeto do Metro Mondego ao próximo quadro comunitário de apoio e que a União Europeia aprove o financiamento.
O investimento feito até agora é de cerca de 150 milhões de euros, um terço do orçamento total. Falta avançar com as obras até Coimbra B e com os trabalhos de colocação de plataformas na via, dos carris, bem como de toda a catenária (sistema de alimentação elétrica) – que foram suprimidos no final de 2010, pelo anterior Governo – nas duas empreitadas parcialmente concluídas.
in Diario as Beiras 31.01.13
Adiber quer mobilizar região e aposta na fixação das pessoas
“O nosso principal desafio este ano é prepararmos” o acesso da Adiber “às verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio”, adiantou Miguel Ventura à agência Lusa.
Reeleito para um segundo mandato como presidente, Miguel Ventura falava sobre as prioridades da Adiber para o biénio 2013-2014, no dia em que os novos órgãos sociais tomam posse na sede da associação, em Góis.
Na sua opinião, importa que os quatro municípios abrangidos pela associação – Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua – promovam em conjunto “uma estratégia comum para o território”, obtendo o máximo proveito em termos de “apoios para o seu desenvolvimento” no âmbito do programa de iniciativa comunitária Leader +.
in Diario as Beiras 11.02,13
O Jumento - Carnaval de Góis
SERÁ QUE SOU BURRO…
Hoje, vou descrever-vos um imaginário corso carnavalesco em GÓIS, realizado no último Sábado. Para além dos milhares de figurantes que desfilaram a pé, dezenas de carros alegóricos. Vou descrever-vos os principais, por intermédio dos meus dois velhos amigos do PSD e PS que, por vezes me auxiliam nestes “escritos”: O Vítor(furioso PSD) e o Zé(doente do PS).
Tarde soalheira, estão os dos sentados na esplanada do May Tay, á espera do desfile:
Vítor – é pá, já há muito tempo não via tanta gente em Góis. Nem mesmo quando, no ano passado, inauguraram a Casa da Cultura.
Zé – Tens razão, mas não foi a Casa da Cultura. Essa foi inaugurada há dois anos. Foi o Centro de memória Goiense. Já viste que quase não conhecemos ninguém? Devem estar hospedados no Complexo Turístico do Baião. Olha, lá vem o primeiro carro: é, claro, o da CM a abrir o cortejo. É melhor levantarmo-nos, senão somos apontados; estão ali os que contam tudo.
V - Não é nada o do CM. Não vês que vem lá um sacristão?
Z – Burro, olha os funcionários todos debaixo dos pés da Presidente que até vem de andas? Ah, espera, não são andas. São os saltos altos. Porra, até parece um gigantone daqueles do Carnaval da Mealhada, muito compridos e o com cú para fora. Aquilo é que é pose. Olha, também vem aquele gajo que não se ri para ninguém. É o único que mantém uma pose séria naquele carro.
V – Pois, é por isso que lhe chamam “o sério”. Olha, também vem a oposição. Já viste aquele que parece um chibo? Parece que bebeu tudo duma vez e agora só bebe água. Passa o tempo a semear nabos no quintal. Acho-lhe uma piada quando ele passa aí com o peidocíclo a fazer barulho com a mania que tem uma mota. Ele e os outros quatro cotas da Várzea. Deviam era andar de papa-reformas. Mas, agora reparo: só falta a dona de casa…
Z – Essa, ficou em casa a fazer uns bifes para o marido que anda fraquito. E esse, quando era novo, passou-lhe nuita carne pelas mãos…
V – O quê, gajas?
Z – Não, então não sabes que o pai tinha um talho? Olha, mas o carro da CM trás um atrelado. Ah, é para trazer os POC’s ou lá o que é isso…porra, são mais que as mães. São quase tantos como os funcionários. Boa, o segundo carro é da Santa Casa. Lá estão os idosos no fundo e o poste da EDP no meio. Quem é aquela que vai encavalitada no poste a fazer balões de pastilha elástica? Não sei se o poste aguenta…
V – Oh pá é a que faz as ligações. Dizem que é ela que manda nos vales e nos Serras de Góis. Olha, agora são as Juntas de Freguesia. Claro que a primeira é a de Góis. Que giro: trás o citroen preto da CM e um Bate Chapas a tentar endireitá-lo. Vai lá, vai. Só se for com cilindro. Acaba o mandato e aquilo continua encarquilhado na mesma. Oh…….!!!!! Olha-me aquela beldade em biquíni como as da Mealhada, com um rádio debaixo do braço e um letreiro a dizer “Se querem electrodomésticos do i-o-ai, comprem no meu pai!”. Só não percebo que é o gordo de pijama a gesticular à frente do espelho…
Z – Não é um pijama, pá. É um quimono. Está a treinar judo. Deve estar a preparar-se para as próximas eleições. Acho que vai dar porrada. Olha um carro rachado ao meio e dois gajos de costas um para o outro e escarranchados em cima dele, com um pé em cada metade. O que é que diz o cartaz? Ah, são os carros do Cadafaz e Colmeal. Diz lá “Funderam-nos! Obrigado sra Presidente pelo seu empenhamento”. Que é aquilo? Um carro todo em alumínio com um enfermeiro a vender injecções a idosos?
V – É, é o carro da Freguesia de Alvares. Parece que foi todo feito na Zona Industrial das Cortes. Até admira que não venha lá o Clandestino. Se calhar também já se zangou com estes. Até com os Reis ele já se pegou…
Olha, dois gajos com pistolas a dar tiros para o ar. Já acertaram num candeeiro: Ah, são os fiscais da Câmara. Agora, vem o carro de Vila Nova do Ceira.
Z – Boa, aproveitaram o Jeep. E vem conduzido por aquela que anda sempre com ele e que não faz parte do executivo. Diz que chega à Junta e diz: atestem o Jeep, que preciso dele. Acho que gosta de todo-o-terreno. Até teve um cavalo, mas morreu…Olha, vem um tipo com megafone a contar uma anedotas e o outro com um martelo a bater umas solas. Bem visto aquela vir com um garrafão a oferecer um copo às pessoas: olha é vinho verde Alvarinho. Vamos lá?
V – Agora não, que perdemos os lugar. Hoje estou mais para as “mines”. Vamos lá no fim. Mas será por isso que lhe chamam “a Alvarinhas”? Olha e quem é aquele que está a semear uma antena?
Z - Porra, não sei mas vou já lá. Aquele terreno é meu e ele vai ter de pagar renda. Guarda-me aqui o lugar, que eu já venho…
Passado 2 minutos.
Z – Pronto está resolvido. Afinal o terreno não era meu. Olha o último carro é o da ADIBER. Então mas só vem um figurante. E parece que vestiu o casaco do pai. Já viste? Só se vê as mãozinhas… Mas, para onde é que foram os funcionários?
V – Oh pá, se calhar foram para um invento.
Z – Que é isso, de um invento? Diz-se evento
V – Eu sei mas, em Góis, alguns eventos são inventados. Por isso, chamo-lhe inventos. Mas já viste as horas? Já passa das quatro. Portanto, os funcionários já foram todos para casa, que eles vicem longe. No entanto, no carro só vem um, mas também trás um reboque cheio.
Z – Pois é. É o resto dos POC’s da Câmara que são contratados pela ADIBER. Até me admira como é que o da Santa Casa também não vinha com reboque. Oh, quem é esse mascarado que vem direito a nós? Cuidado!
Mascarado (Com um bonito fato de seda a imitar um galo, com uma pena de pavão, na mão e uma de peru…………no bolso!) – Olá Zé e senhor Vítor. Então, os dois juntos. Já cheira a eleições. Vejam lá o que é que fazem que eu nestas também quero poleiro (por isso é que me fantasiei de galo e já comecei a cantar). As últimas foram à rasca. E não se esqueça sr Vítor que vocês do PSD sempre fizeram o que podiam para que ganhe o PS.
V – Esteja descansado, professor. Já está tudo tratado. Este ano vai ser canja para vocês.
Z - Olha lá! Porque é que lhe deste tanta trela? Isso é para ficar entre nós. E porque é que lhe chamaste professor?
V - Porque o conheci. Basta olhar para as unhas. Parece que estão de luto. Acho que é da agricultura. Bom, estou farto. Vamos mas é beber umas mines e combinar a estratégia autárquica. A propósito, sabes quem é o nosso candidato? Vai ser uma bomba…
Ainda tentei ouvir, mas foram-se afastando em direcção ao interior do May Tay e foi impossível. E assim se passou mais um carnaval em Góis.
14.02.13
Hoje, vou descrever-vos um imaginário corso carnavalesco em GÓIS, realizado no último Sábado. Para além dos milhares de figurantes que desfilaram a pé, dezenas de carros alegóricos. Vou descrever-vos os principais, por intermédio dos meus dois velhos amigos do PSD e PS que, por vezes me auxiliam nestes “escritos”: O Vítor(furioso PSD) e o Zé(doente do PS).
Tarde soalheira, estão os dos sentados na esplanada do May Tay, á espera do desfile:
Vítor – é pá, já há muito tempo não via tanta gente em Góis. Nem mesmo quando, no ano passado, inauguraram a Casa da Cultura.
Zé – Tens razão, mas não foi a Casa da Cultura. Essa foi inaugurada há dois anos. Foi o Centro de memória Goiense. Já viste que quase não conhecemos ninguém? Devem estar hospedados no Complexo Turístico do Baião. Olha, lá vem o primeiro carro: é, claro, o da CM a abrir o cortejo. É melhor levantarmo-nos, senão somos apontados; estão ali os que contam tudo.
V - Não é nada o do CM. Não vês que vem lá um sacristão?
Z – Burro, olha os funcionários todos debaixo dos pés da Presidente que até vem de andas? Ah, espera, não são andas. São os saltos altos. Porra, até parece um gigantone daqueles do Carnaval da Mealhada, muito compridos e o com cú para fora. Aquilo é que é pose. Olha, também vem aquele gajo que não se ri para ninguém. É o único que mantém uma pose séria naquele carro.
V – Pois, é por isso que lhe chamam “o sério”. Olha, também vem a oposição. Já viste aquele que parece um chibo? Parece que bebeu tudo duma vez e agora só bebe água. Passa o tempo a semear nabos no quintal. Acho-lhe uma piada quando ele passa aí com o peidocíclo a fazer barulho com a mania que tem uma mota. Ele e os outros quatro cotas da Várzea. Deviam era andar de papa-reformas. Mas, agora reparo: só falta a dona de casa…
Z – Essa, ficou em casa a fazer uns bifes para o marido que anda fraquito. E esse, quando era novo, passou-lhe nuita carne pelas mãos…
V – O quê, gajas?
Z – Não, então não sabes que o pai tinha um talho? Olha, mas o carro da CM trás um atrelado. Ah, é para trazer os POC’s ou lá o que é isso…porra, são mais que as mães. São quase tantos como os funcionários. Boa, o segundo carro é da Santa Casa. Lá estão os idosos no fundo e o poste da EDP no meio. Quem é aquela que vai encavalitada no poste a fazer balões de pastilha elástica? Não sei se o poste aguenta…
V – Oh pá é a que faz as ligações. Dizem que é ela que manda nos vales e nos Serras de Góis. Olha, agora são as Juntas de Freguesia. Claro que a primeira é a de Góis. Que giro: trás o citroen preto da CM e um Bate Chapas a tentar endireitá-lo. Vai lá, vai. Só se for com cilindro. Acaba o mandato e aquilo continua encarquilhado na mesma. Oh…….!!!!! Olha-me aquela beldade em biquíni como as da Mealhada, com um rádio debaixo do braço e um letreiro a dizer “Se querem electrodomésticos do i-o-ai, comprem no meu pai!”. Só não percebo que é o gordo de pijama a gesticular à frente do espelho…
Z – Não é um pijama, pá. É um quimono. Está a treinar judo. Deve estar a preparar-se para as próximas eleições. Acho que vai dar porrada. Olha um carro rachado ao meio e dois gajos de costas um para o outro e escarranchados em cima dele, com um pé em cada metade. O que é que diz o cartaz? Ah, são os carros do Cadafaz e Colmeal. Diz lá “Funderam-nos! Obrigado sra Presidente pelo seu empenhamento”. Que é aquilo? Um carro todo em alumínio com um enfermeiro a vender injecções a idosos?
V – É, é o carro da Freguesia de Alvares. Parece que foi todo feito na Zona Industrial das Cortes. Até admira que não venha lá o Clandestino. Se calhar também já se zangou com estes. Até com os Reis ele já se pegou…
Olha, dois gajos com pistolas a dar tiros para o ar. Já acertaram num candeeiro: Ah, são os fiscais da Câmara. Agora, vem o carro de Vila Nova do Ceira.
Z – Boa, aproveitaram o Jeep. E vem conduzido por aquela que anda sempre com ele e que não faz parte do executivo. Diz que chega à Junta e diz: atestem o Jeep, que preciso dele. Acho que gosta de todo-o-terreno. Até teve um cavalo, mas morreu…Olha, vem um tipo com megafone a contar uma anedotas e o outro com um martelo a bater umas solas. Bem visto aquela vir com um garrafão a oferecer um copo às pessoas: olha é vinho verde Alvarinho. Vamos lá?
V – Agora não, que perdemos os lugar. Hoje estou mais para as “mines”. Vamos lá no fim. Mas será por isso que lhe chamam “a Alvarinhas”? Olha e quem é aquele que está a semear uma antena?
Z - Porra, não sei mas vou já lá. Aquele terreno é meu e ele vai ter de pagar renda. Guarda-me aqui o lugar, que eu já venho…
Passado 2 minutos.
Z – Pronto está resolvido. Afinal o terreno não era meu. Olha o último carro é o da ADIBER. Então mas só vem um figurante. E parece que vestiu o casaco do pai. Já viste? Só se vê as mãozinhas… Mas, para onde é que foram os funcionários?
V – Oh pá, se calhar foram para um invento.
Z – Que é isso, de um invento? Diz-se evento
V – Eu sei mas, em Góis, alguns eventos são inventados. Por isso, chamo-lhe inventos. Mas já viste as horas? Já passa das quatro. Portanto, os funcionários já foram todos para casa, que eles vicem longe. No entanto, no carro só vem um, mas também trás um reboque cheio.
Z – Pois é. É o resto dos POC’s da Câmara que são contratados pela ADIBER. Até me admira como é que o da Santa Casa também não vinha com reboque. Oh, quem é esse mascarado que vem direito a nós? Cuidado!
Mascarado (Com um bonito fato de seda a imitar um galo, com uma pena de pavão, na mão e uma de peru…………no bolso!) – Olá Zé e senhor Vítor. Então, os dois juntos. Já cheira a eleições. Vejam lá o que é que fazem que eu nestas também quero poleiro (por isso é que me fantasiei de galo e já comecei a cantar). As últimas foram à rasca. E não se esqueça sr Vítor que vocês do PSD sempre fizeram o que podiam para que ganhe o PS.
V – Esteja descansado, professor. Já está tudo tratado. Este ano vai ser canja para vocês.
Z - Olha lá! Porque é que lhe deste tanta trela? Isso é para ficar entre nós. E porque é que lhe chamaste professor?
V - Porque o conheci. Basta olhar para as unhas. Parece que estão de luto. Acho que é da agricultura. Bom, estou farto. Vamos mas é beber umas mines e combinar a estratégia autárquica. A propósito, sabes quem é o nosso candidato? Vai ser uma bomba…
Ainda tentei ouvir, mas foram-se afastando em direcção ao interior do May Tay e foi impossível. E assim se passou mais um carnaval em Góis.
14.02.13
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Tarde Cultural da A.E.R.G. na Casa do Concelho de Góis
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis em parceria com a Associação Educativa e Recreativa de Góis, informa que vai organizar a “Tarde Cultural da A.E.R.G.”, a decorrer a 23 de Fevereiro, pelas 14:30 horas, no Auditório da Casa do Concelho de Góis, na Rua de Santa Marta, 47, r/c, Dto, em Lisboa.
A Tarde Cultural a cargo da Associação Educativa e Recreativa de Góis (instituição fundada a 1/9/1939), tem como objetivo a divulgação dos vários grupos a atuar na cultura goiense, que tanto tem contribuído para o ensino da música, canto e dança junto da sociedade goiense, bem como o fomento do desporto, nomeadamente do Futebol, que atualmente tem como expoente máximo o Judo, levando mais longe o nome de Góis, em Portugal e na Europa.
Programa:
14,30 – Abertura (Dr. Luis Martins – Presidente do Conselho Regional da C.C.G.)
14,45 – Apresentação (Rui Sampaio – Presidente da A.E.R.G.)
15,00 – Atuação das secções:
- Secção de Judo (demonstração)
- Escola de Concertinas e Instrumentos de Cordas
- Coro Misto
- Filarmónica
18,00 – Fecho (José Dias Santos – Presidente da C.C.G.)
Convidamos todas as Comissões de Melhoramentos do Concelho de Góis, goienses, sócios da Casa e amigos a brindarem-nos com a vossa presença participativa para uma tarde bem-disposta.
Contamos convosco.
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis
Cumprimentos,
Luis Martins
Presidente do Conselho Regional da
Casa do Concelho de Gois
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O Jumento - NA(arci)ZISMO
Este fim-de-semana vi o primeiro episódio de uma série que está em exibição no canal AXN Black HD e que me causou um enorme desconforto e uma tremenda emoção. Trata-se da série “Nazismo – os anos de pesadelo”.
Neste episódio, começaram a relatar-se os primeiros anos de implantação no nazismo na Alemanha. Relata-se a vivência de um casal de repórteres ingleses recém-chegados a Berlim. Começamos a apercebermo-nos daquela máquina milimetricamente preparada para subjugar um povo e marcar uma civilização. Lá está o sinistro Joseph Goebells, bem-falante, absoluto controlador da imprensa e do ensino.
A receita era fácil: montar uma impressionante máquina de propaganda para divulgar as grandes “obras” do regime e um perfeito controlo da imprensa, das instituições, quer fossem pagãs ou religiosas e uma perseguição efectiva a todos os que não comungassem com o regime. Desde logo, os padres, os artistas e os intelectuais. A cultura do “eu” personalizado em Adolf Hitler (claro narcisista…) era uma constante. Quando uma coluna militar passava numa qualquer rua, membros da sociedade civil tinham que, de imediato, se pôr em sentido e fazer a saudação nazi ou era espancado.
A preocupação com a juventude não era a sua formação geral, mas a sua formatação nos ideais do regime. Era a propalada “alma sã em corpo são” que, mais tarde também foi defendida em Portugal, durante os anos de Ditadura.
Quando, no filme, falaram com um vendedor de bandeiras, emblemas e bonés na rua este aproveitava para dar vivas ao “führer” e enaltecer as suas qualidades pois “não tinha trabalho e agora havia aqueles artefactos para vender”. O terem acabado com os sindicatos, não interessava e, muito menos, a segurança no futuro. Sentiu-se que estava subjugado e, pior que isso, convencido.
Organizavam-se bailes de gala para os jornalistas apenas com o fim de, paralelamente, se fazerem exposições das obras do regime e de, do cimo das escadas, perceberem “quem se dava com quem…”. Os bufos pululavam e faziam o seu serviço. Ainda não tinha começado a perseguição aos judeus. Nas escolas, o crucifixo era substituído pela suástica. Ficámos a saber que pensaram reescrever o evangelho porque aquele não servia os ideais da “nova Alemanha” nem os defendia convenientemente.
Este episódio, o primeiro da série terminou, de uma forma abrupta, com a prisão do primeiro padre Luterano.
Poder-me-ão perguntar se fiquei admirado com o que vi. Não, mas foi bom relembrá-lo. Já não foi tão bom perceber como foi fácil implantar um regime que se veio a revelar a página mais negra da história da humanidade. A receita é simples. Precisamos de uma figura narcisista, onde interessa muito mais a forma como fala do que aquilo que diz e rodeamo-lo de uma máquina poderoso de seguidores cegos e de uma propaganda eficaz. Os seus mais directos seguidores, não podem ser muito evoluídos para não porem em cheque as opiniões do líder e devem ter, por ele, um culto cego. Depois há que controlar a imprensa, as instituições e as escolas. Tudo o que mexer com jovens tem de ser controlado. Pode, de facto, nada fazer por eles, não se criar postos de trabalho, mas convidá-los para todos os eventos para se sentirem importantes. Também, no seu seio, temos de arranjar líderes de confiança. Todos os postos de trabalho criados devem ser subordinados ao poder para que obriguem ao cumprimento de deveres mas à ausência de direitos: “Trabalhas, mas sou EU que dou o trabalho; vives, mas sou EU que to permito e enquanto EU quiser”. Há que promover festas e mais festas para alegrar o Povo e fazer alguma caridadezinha. Nada que os tire da pobreza porque esta, na maioria dos casos, não permite sair da dependência.
Finalmente, há que afastar todos aqueles que ousam estar contra o “projecto”: a bem, ou a mal…
Se é assim tão fácil, se a “receita” está encontrada, não corremos fortes riscos de, em Portugal, acontecer a mesma coisa? Na minha opinião e se a situação que temos continuar, corremos fortes riscos de que algo do género nos possa voltar a acontecer. Estamos a perder direitos, liberdade, o clientelismo é notório, começamos a duvidar da Justiça, não acreditamos nos Políticos (quaisquer que eles sejam…) a juventude emigra, o desemprego cresce, a insegurança idem, a pobreza já não se esconde, a saúde já não é para todos. Temos pois que estar alerta e este filme fez-me despertar a consciência, fez-me ficar inquieto e é isso que vos pretendo transmitir.
E em Góis? Temos alguém narcisista (que só pensa em si, com falta de capacidade de trabalhar em grupo, afastando tudo e todos válidos que tentam influenciar, pensando que o Mundo gira à sua volta), a comandar-nos?
Quem está à frente das instituições e das estabelecimentos de ensino? São “apenas” pessoas válidas ou “têm” de ser do “regime”?
Há clientelismo? São criados empregos ou apenas trabalho precário que mantém uma clara dependência empregador/empregado. Quem está à frente das Associações de Juventude, escoteiros, casas do povo e outras organizações juvenis?
Brinca-se à caridadezinha distribuindo cabazes a quem infelizmente necessita mas não se reabilitam, transformando um pobre honrado num irreversível pedinte?!
Promovemos festas, festinhas e outras que tais, de preferência com lanche no final para manter o Povo feliz?!
Fazemos obras de “fachada”, obras de “regime” que consomem recursos e cujos resultados são duvidosos (é verdade que a rotunda junto ao Rocha Barros se arrasta no tempo, mas a estátua para colocar no centro se encontra pronta há meses?!).
Temos os nossos Goebells, os bufos que tudo e todos vigiam e transmitem superiormente? Temos os mais capazes a sair de Góis e a juventude a emigrar?! (Os Figueiredos foram obrigados a emigrar e a sua/nossa explanada não está ao abandono com uma cadeira derrubada e que espera, há meses, que o Ceira a transporte para a Figueira da Foz acompanhada por parte do Bar que não se encontra protegido…).
Somos apontados porque não prestamos vassalagem aos detentores do poder?
Ah, meus amigos! Se eu tiver razão, então teremos que nos inquietar. Há mais Hitler(s) a conviver connosco diariamente do que aquilo que pensamos. Há mais narcisistas no Poder do que aquilo que seria conveniente
(O JUMENTO) 15.01.13
O JUMENTO disse...

Quem escreve, mesmo mal como eu, fá-lo para ser lido por alguém. E o pior que pode acontecer é não perceber se, de facto, alguém aprecia ou deprecia o que vai tentando transmitir. Essa foi uma das razões porque tenho estado tão calado. A outra, foi estar à espera que uma qualquer obra deste executivo esteja pronta, para poder dar a notícia. Já percebi que não vai ser fácil porque vão ser todas inauguradas mais próximo das eleições e algumas até vão entrar em reestruturação.
Refiro-me por exemplo aos passeios de Vale d’Ama que começaram a desabar ou aos painéis foto voltaicos do campo de futebol que foram estrategicamente colocados num dos poucos locais onde não apanham Sol. Já para não falar do zeloso funcionário que os desliga de dia para poupar energia…Começa a “cheirar a eleições e é ver os pequenos figurantes de 2ª linha aos pulitos atrás das 2as figuras a gritar: estou aqui…estou aqui…estou aqui.São os recém ou futuros recém-aposentados que, com medo de não ter nada para fazer, acham que chegou o momento de enveredar pela política. E é vê-los a “botar faladura” em tudo o que é sítio ou a apregoar os anos que já têm de sócios do clube no poder (cuidado que sou sócio há mais de 30 anos…).E de facto, a Câmara Municipal está a ficar muito parecida com os clubes de futebol. Os assessores, chefes de gabinete, secretários e outros que tais, são parecidos com os treinadores do Sporting. Não, não é por serem fraquinhos, é porque estão sempre a mudar. O Sporting já vai no terceiro e os secretários da Presidência, também. Não sei se este último chega ao Verão. Não, não é o da Câmara, é o do Sporting…Aliás, parece que quando este entrou (não, não é o do Sporting, é o da Câmara), fez como o gordo do preço certo da televisão: virou-se para o outro que vinha de férias e disse-lhe: “-Já Foste!”. E ele foi, direitinho ao seu gabinete no rés-do-chão. Diz quem viu, que fazia pena. Ele, que andava sempre de orelhas arrebitadas e rabo a dar a dar em volta da dona, baixou as orelhas, meteu o rabo entre as pernas, e lá foi ele…Parece também que houve um mega (ou híper) almoço de agradecimento a alguém que, mesmo que tivesse trabalhado bem, não teria feito mais que a sua obrigação. Foi em Vila Nova do Ceira porque, graças ao trabalho desenvolvido, fecharam alguns dos poucos estabelecimentos com condições para fornecer tantos convivas (a palavra foi escolhida, porque parece que deram muitos vivas, durante o repasto). Estavam pessoas de todo o lado: Coimbra, Oliveira do Hospital, Lisboa, S. Martinho do Bispo e até, espante-se, da Portela. Tudo gente boa, profundamente reconhecida pelo trabalho, de excelência, executado nestes três anos.O problema, diz quem lá esteve, foi na hora de pagar: uns, porque foram convidados, acharam (e bem…) que não deveriam pagar; outros que foram convocados, idem. A homenageada, não tinha nada a ver com o assunto e a comissão organizadora era, claro, para organizar e não para pagar. Resultado, alguém foi entalado. Adivinhem quem…A oposição, que se tem mostrado sempre atenta e muito mobilizada, publicou o perfil do seu candidato à CM. Eu não sei quem é, porque não trazia o nome mas, com aquele perfil, já ganhou e pode ser qualquer um de nós. Deve ser militante, mas também pode ser independente. Deve ter experiência de gestão, mas também pode não ter; deve ter experiência autárquica, mas….Emfim, pode ser qualquer um, desde que agrade à Troica que, no caso de Góis é uma Doica…E assim, continuamos neste cantinho à beira Ceira plantado, aguardando os próximos folhetins desta novela politeira.
(O JUMENTO) 09.01.13
PORQUÊ NÓS?
Esta é a questão que se impõe quando o final do ano 2012 fica marcado pelo início do fim de um Território que desde há uns anos a esta parte vem trilhando um caminho de desenvolvimento, assente na parceria e no aproveitamento e valorização das complementaridades que apresenta.
Estamos a referir-nos concretamente à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Pinhal Interior Norte, na qual se inserem 14 Municípios, entre os quais os da Beira Serra.
Na sequência de mais um processo de reorganização do Território imposto unilateralmente pela Administração Central, sem que seja concedida a oportunidade das populações manifestarem o seu sentir, será desmembrada uma Região com identidade, com afinidades e projectos comuns, que soube gerar cumplicidades favoráveis à resolução dos problemas que a afectam, com os seus Municípios a serem agregados a novas comunidades que apresentam outras lógicas de desenvolvimento.
Contudo, registamos com agrado que a sub-região da Beira Serra se mantém unida para a definição e implementação de uma estratégia comum, dando cumprimento às conclusões do III Congresso da Beira Serra recentemente realizado, no que se constituirá como um importante factor de coesão deste território, já que estes Municípios estando juntos numa nova unidade administrativa serão capazes de falar a uma só voz e de reivindicar para as suas populações tudo aquilo a que legitimamente têm direito.
Em conjunto somos mais fortes e saberemos encontrar as melhores soluções para os nossos problemas, não colocando nas mãos de terceiros, que desconhecem a realidade e as dinâmicas locais, o que a nós nos compete fazer. Esta será a nossa grande vantagem.
Por outro lado, e a exemplo do que caracterizou o processo que conduziu à agregação das Freguesias, também esta reorganização está a ser concretizada sem que sejam conhecidas em concreto as competências das novas CIM, o seu modelo de financiamento e qual o papel que os Municípios irão exercer no novo quadro legislativo que ainda está em discussão.
O esvaziamento das competências e atribuições dos Municípios que se perspectiva pela proposta de Lei apresentada pelo Governo, será mais um passo que conduzirá num futuro próximo ao processo de agregação de Concelhos, como já foi anunciado, o que efectivamente nos deixa preocupados, já que uma vez mais serão os mais pequenos a sofrer com estas decisões despropositadas e impensadas, completamente à margem do que define o memorando de entendimento assinado com a “Troika”.
Coloca-se então a questão. Porquê nós?
Porque são sempre os territórios de baixa densidade populacional, com indicadores de desenvolvimento abaixo da média nacional, com graves problemas infra-estruturais ainda por resolver, que têm sido continuadamente discriminados quando se equaciona a realização de investimentos, os que estão a sofrer com o encerramento de serviços públicos de proximidade às populações, aqueles que prioritariamente são identificados como alvo destas medidas que irão reforçar o afastamento entre o litoral e o interior?
Tarda aos dirigentes do País perceber que as regiões do Interior não são focos de problemas mas, pelo contrário, são espaços de oportunidades, com recursos únicos e inimitáveis, que devem ser reconhecidos enquanto tal, através da adopção de politicas publicas próprias que os discriminem positivamente.
Muitos dos problemas com que Portugal se confronta actualmente poderão ser resolvidos ou minimizados, se forem adoptadas medidas concretas que aumentem os níveis de atractividade das regiões do Interior, de modo a captar e fixar população jovem e qualificada, revertendo o processo de despovoamento acelerado com que nos confrontamos actualmente.
Torna-se um imperativo aproximar estas regiões às redes do conhecimento, as quais vêm contribuir para o aumento da competitividade do tecido económico e social local e para potenciar o aproveitamento das vantagens comparativas que estes territórios têm para oferecer, num processo de valorização das complementaridades existentes dentro de cada sub-região.
Neste aspecto, a Beira Serra tem sido um exemplo de boas práticas em que a articulação entre os vários agentes locais, públicos e privados, tem gerado sinergias interessantes de que resultam projectos e iniciativas de referência na prossecução do objectivo final de aumentar a qualidade de vida de quem aqui reside e resiste ao continuado tratamento diferenciado por parte dos poderes centrais.
A solidariedade intermunicipal que se vive na Beira Serra tem sido um dos seus pontos fortes, apresentando-se como um mecanismo fundamental para se ultrapassarem vários dos constrangimentos que se colocam no cumprimento da missão que temos a obrigação de concretizar.
Tal conquista jamais se poderá perder, a bem do nosso futuro colectivo. É fundamental a manutenção da união desta sub-região no contexto de uma nova CIM da Região de Coimbra, para que possamos continuar a aspirar a mais progresso para as nossas populações.
Vislumbrando-se a inexistência de condições que garantam a continuidade da CIM do Pinhal Interior Norte, ficamos na expectativa de que a nova CIM demonstre, desde o momento da sua constituição, que está imbuída do principio de reforço da coesão territorial entre todos os Municípios que a integrarão, promovendo a redução das assimetrias entre os Concelhos do litoral e do interior.
Permitam-nos, então, lançar um repto à futura CIM Região de Coimbra. Um sinal concreto deste propósito e da evidência de que a descentralização será um dos principais atributos associados ao seu funcionamento, poderá e deverá consubstanciar-se na instalação da sede da CIM num dos Concelhos que ainda integram o Pinhal Interior Norte.
Este seria um bom começo para esta nova estrutura e a demonstração de que o princípio da solidariedade territorial será efectivamente concretizado, a par de um conjunto de iniciativas específicas de aplicação do novo Quadro Estratégico Comum nos territórios rurais que diferencie o que efectivamente é distinto.
Apesar dos constantes atropelos à democracia local e à autonomia do poder local, acreditamos que teremos condições para preparar o nosso futuro com base num processo inclusivo, do qual resultará mais justiça e igualdade entre todos os cidadãos.
Conseguir tal desiderato, é um desafio colectivo que a todos deve envolver.
Por Maria de Lurdes Castanheira e Miguel Ventura05.01.13 in http://miguelventura.blogs.sapo.pt/9945.html
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