segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Reorganização do território

Documento Verde da Reforma da Administração Local

"2º CAPÍTULO - ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO
2.1. INTRODUÇÃO
A Organização do Território assume-se como outro dos Eixos fundamentais da Reforma da Administração Local, sobretudo numa lógica de reorganização administrativa do País e do seu mapa autárquico, respeitador dos Valores fundamentais ligados à cultura, património do Municipalismo Português.

O Governo propõe-se  promover o desenvolvimento de um plano de reorganização e reestruturação do mapa autárquico,  apontando mesmo para que  as alterações  do mesmo resultantes entrem em vigor no próximo ciclo eleitoral local, reforçando desta forma a prestação do serviço público e aumentando a eficiência.

Assim sendo, no âmbito da Organização do Território, a redução do número de Freguesias (actualmente em 4.259) assume-se como uma prioridade, devendo ser encarada como um verdadeiro instrumento de política autárquica, capaz de melhorar o funcionamento interno da Administração Local, dando escala e valor adicional às novas Freguesias (resultado da aglomeração de outras Freguesias) e reforçando a sua actuação
e as suas competências.
Por outro lado, levar-se-á a efeito uma redefinição das actuais competências dos municípios e das freguesias."


Cronograma de critérios de Base à reorganização territorial. Abrir em página separada.
Se a consulta dos partidos políticos/ANMP/ ANAFRE/ sindicatos e outras entidades está a decorrer até o final de Setembro e os os trabalhos preparatórios do novo regime de criação, extinção e fusão de freguesias a começar já em Outubro, como é que ainda não se ouviu nada em Góis?! Seria de esperar que o poder local se dirigisse à população. 
A discussão pública em assembleias de freguesia e assembleias municipais está marcada para Novembro, Dezembro e Janeiro.

domingo, 25 de setembro de 2011

Islândia. O povo é quem mais ordena. E já tirou o país da recessão

A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura
Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.

Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1: Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.


Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3: As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.

Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais.

in ionline

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Inicio de Ano Lectivo mais fácil para pais de alunos Pampilhosenses

Num ano difícil para todos, os pais dos alunos Pampilhosenses têm a vida facilitada com o apoio incondicional da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, fazendo oferta dos manuais escolares a todos os alunos de todos os níveis de ensino, a estudar em Pampilhosa da Serra e inscritos no Agrupamento de Escolas.

O Executivo Pampilhosense fez questão de envolver toda a comunidade educativa, nomeadamente os pais, aquando da entrega dos livros, que decorreu dia 14 de Setembro, numa cerimónia conduzida pelo Presidente da Câmara Municipal, José Brito, que salientando o papel de todos no êxito futuro dos alunos, referiu o esforço da autarquia no sentido de apoiar a educação no concelho de Pampilhosa da Serra. No mesmo sentido pediu aos pais e alunos um esforço de rentabilização dos recursos ao dispor e colaboração para este bem comum, o aproveitamento escolar no final do ano de todos os alunos.

As entregas dos livros foram asseguradas por três equipas de trabalho e realizaram-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Pampilhosa da Serra, entre as 11h e as 15h30m, numa distribuição organizada por turmas de escolaridade.
Paralelamente, decorria no Centro Educativo de Dornelas do Zêzere, a entrega dos manuais escolares aos alunos desse Centro, numa cerimónia conduzida pela Dr.ª Alexandra Tomé, Chefe de Gabinete da Câmara Municipal e responsável pela Área da Educação no âmbito da autarquia Pampilhosense.
Também aqui foi referido pela Chefe de Gabinete a importância do papel dos pais e de todos os agentes ligados à educação para o êxito e desenvolvimento desta área no concelho, apelando à motivação e empenho de todos.
in arganil.eu 22.09.11

Balanço das Festas do Município de Góis e da XIX FACIG 2011


Terminaram a 15 de Agosto as Festas do Município de Góis e a XIX FACIG 2011, com a realização de um grandioso concerto pela Banda da Associação Educativa e Recreativa de Góis.
Do balanço final da XIX FACIG resulta o reconhecimento geral de que a comissão organizadora e a Câmara Municipal conseguiu novamente introduzir melhorias em vários aspectos do certame, e mais um recorde de visitantes uma vez que as noites foram muito concorridas.
Para a história da edição 2011 ficam ainda os 100 espaços de exposição, 50% dos quais ocupados pelos agentes económicos locais de todos os sectores de actividade, 5 tasquinhas, e ainda uma maior representatividade dos agentes sócio-culturais, cuja participação foi mais uma vez determinante para a projecção do evento.
Salientam-se ainda os concertos de André Sardet e de José Cid, que referiu sentir-se na “sua casa” e dedicou o concerto à miniaturista goiense Alice Sande, já falecida.
No final do evento a Presidente do Município de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, agradeceu a todos os trabalhadores e colaboradores do evento e ainda às instituições locais, pedindo que para a próxima edição, se continue a acreditar nas potencialidades da FACIG, e por se tratar da XX edição se procure elevar ainda mais o nível da qualidade de espectáculos de entretenimento e de expositores.
in, arganil.eu 18.08.11 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dossier que prepara reforma da administração local sai dentro de dias

O secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, anunciou hoje, em Arganil, que “dentro de dias” será apresentado o Documento Verde, um dossier de base do Governo para preparar a reforma da administração local.


“Dentro de alguns dias, à partida na próxima semana, será apresentado o Documento Verde que será basicamente o ponto de partida para um debate em que queremos receber contributos dos cidadãos, autarcas e organismos”, disse o governante à agência Lusa, no final da cerimónia solene de inauguração da XXX FICABEIRA e Feira do Mont’Alto 2011. 


Paulo Júlio frisou que o dossier se chama Documento Verde “porque queremos receber contributos para uma reforma ambiciosa e transversal e, naturalmente, tem muitos contributos para receber”. O documento estará disponível no portal das autarquias de modo a “estimular a participação de todos”, referiu ainda o secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, salientando que se pretende uma “discussão pública tão larga quanto lata”. 


O membro do Governo adiantou ainda que todas as “resistências e contributos” à reforma serão “ouvidos, incorporados, analisados e, naturalmente, acomodados ou não em função do que se tratarem”. Na sessão solene, Paulo Júlio explicou que a reforma da administração local assenta em quatro eixos: sector empresarial local, reorganização do território, gestão municipal e intermunicipal e democracia local. Considerando que se trata de uma reforma “ambiciosa, estrutural, de gestão, territorial e política”, o governante apelou aos autarcas para agarrarem “com todas as forças” o eixo da gestão intermunicipal, de modo a “cortarem despesa e aproveitarem melhor os recursos, sem afectarem os serviços aos cidadãos”. 


Quarta-feira, a Assembleia da República discute já uma proposta de lei para suspender a criação de empresas municipais e obrigar dos municípios prestaram informação sobre todo o seu perímetro municipal, que está relacionada com o primeiro eixo da reforma. O Governo pretende executar, até Julho de 2012, uma reorganização da administração local, conforme compromisso assumido com a troika, de modo a que as eleições autárquicas de Outubro de 2013 decorram já com as novas regras.
in público 06.09.2011

ADIBER quer “Expandir Mais Oportunidades”


Consciente da importância da promoção da Igualdade de Oportunidades para os processos de desenvolvimento local e pretendendo dar continuidade ao trabalho desenvolvido no âmbito desta temática, o qual nos últimos anos adquiriu maior visibilidade através do projecto “Expandir Oportunidades”, a ADIBER – Associação de Desenvolvimento da Beira Serra viu recentemente ser aprovado pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, um projecto de continuidade denominado “Expandir Mais Oportunidades” financiado no âmbito da medida 7.3 do POPH – Programa Operacional Potencial Humano e que se encontra a decorrer na Região da Beira Serra - concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua -, até Dezembro de 2013.
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O Projecto “Expandir Mais Oportunidades”, tendo como referencial os Planos Nacionais para a Igualdade, visa a consolidação das estratégias desenvolvidas em torno da Igualdade de Oportunidades e da Igualdade do Género, designadamente o incentivo a uma maior participação das mulheres na esfera pública, ao seu maior envolvimento nos assuntos sociais, cívicos, políticos, económicos e culturais da comunidade e a prevenção da discriminação e da violência doméstica.
Para tal, contempla a realização de um vasto conjunto de actividades de entre as quais se destaca a dinamização do Gabinete para a Igualdade e Cidadania que disponibiliza informação, apoio e/ou encaminhamento em diversas áreas sociais tais como Educação, Formação, Família, Emprego, etc. e a realização de acções de sensibilização junto da comunidade escolar e de públicos desfavorecidos incidindo sobre temáticas como a Igualdade de Género e de Oportunidades; Conciliação da vida profissional com a vida familiar e pessoal; os Direitos Humanos; a cidadania e não-discriminação; a prevenção da violência doméstica e um trabalho de proximidade com a comunidade escolar da Região, nomeadamente ao nível dos alunos que frequentam o 3º Ciclo do Ensino Básico.
Dispondo de uma equipa técnica multidisciplinar, o Projecto “Expandir Mais Oportunidades” complementa outras intervenções protagonizadas pela ADIBER e funcionará como um dispositivo de apoio à implementação, a nível regional, das políticas de promoção da Igualdade, reforçando e promovendo o seu enquadramento numa estratégia de desenvolvimento, competitividade e coesão social e territorial, contribuindo para a afirmação da Beira Serra como um território Vivo, Criativo e Empreendedor.
Arganil.eu 16/09/11

A Madeira cá dentro


A Madeira começa, cada vez mais, a assemelhar-se a um queijo suíço: é redonda e cheia de buracos. O problema é que estes buracos nos afectam a todos e põem em causa a nossa eventual e desejada recuperação económica. Alberto João Jardim ultrapassou o prazo de validade e já vai sendo tempo de findar o seu reinado. Até a piada que, por vezes tinha, desapareceu. Já ninguém o suporta, incluindo os seus correligionários de partido. No entanto, ou me engano muito, ou vai voltar a ganhar as eleições na Madeira, eventualmente com maioria absoluta. Quando se analisa este assunto, várias interrogações se nos colocam. Como é que um buraco com estas dimensões não é detectado? Ou melhor: será facilmente detectável? 
Mais: estarão os políticos, no geral, preparados e apetrechados tecnicamente para gerir? Os problemas que o nosso País atravessa não estarão, em muitos casos, relacionados com a impreparação/permeabilidade de alguns políticos em cargos chave? Os exemplos da Madeira, BPN, Municípios de Oeiras, Felgueiras, Celorico da Beira, etc. não deveriam ser mais aprofundados?

Uma qualquer personalidade, bem encadernada, bem-falante, com tentáculos em instituições locais de referência, acolitadas por máquinas de marketing, consegue, no nosso País, chegar ao poder nos seus vários níveis. E depois? Estará preparada para desempenhar o cargo? Terá uma equipa pluridisciplinar para a ajudar? E a quem compete acompanhar e fiscalizar, estará apetrechada para o fazer? 
Pensemos numa Câmara Municipal: uma dada equipa consegue convencer o eleitorado e ganha as eleições. Para isso rodeou-se de uma boa equipa (leia-se preparada para despenhar o cargo)? Apresentou um bom programa? 
Não necessariamente. O que é importante é falar bem, prometer o impossível e rodear-se de uma máquina que a promova. Se alguém lesse o programa, perceberia, passado algum tempo, no logro em que caiu. E a oposição? Estará preparada para acompanhar, criticar? 

A fiscalização compete à Assembleia Municipal. Se percorrermos os deputados, um por um, percebemos duas coisas: a impreparação para se aperceber de desvios na “governação” é geral. Por outro lado, a maioria deles são do partido da maioria camarária, cuja postura é de apoiar incondicionalmente o “seu” partido, logo o executivo. Podemos pois, no limite, perceber que temos Câmaras e Serviços dirigidos por pessoas incompetentes (para a função), acompanhados por técnicos sem conhecimentos suficientes e fiscalizados por…incompetentes (para a função). Se extrapolarmos este raciocínio para as diversas associações que pululam nos nossos concelhos, perceberemos que o assunto é grave. Quantas delas apresentam contas? A quem? Quem são os concelhos fiscais (que deviam fiscalizar as contas…)? Têm conhecimentos técnicos? 
Vem a propósito referir Mário Soares (um ícone da Democracia) que, a semana passada afirmava que o Ministro das Finanças era um bom técnico com provas dadas mas, na situação actual, precisávamos de um político no lugar. Para quê? Para mascarar os números? Para vender gato por lebre? O grande problema dos políticos é não se saberem rodear e OUVIR os bons técnicos. Estas duas “classes” não podem ser incompatíveis. Têm que ser complementares. Quando um político critica sistematicamente os técnicos, mostra uma soberba inconcebível e corre, a passos largos, para conduzir a estrutura que dirige, para o abismo.
Mas este raciocínio tem, naturalmente, um desfecho perverso. Temos políticos impreparados, oposições impreparadas e amorfas, corpos técnicos débeis, fiscalização deficiente mas continuamos a votar nos mesmos, mesmo quando a contas com a justiça por má gestão. Então, o que está em causa é este modelo de Democracia (haverá outro?). E esta seria a última das conclusões a que eu gostaria de chegar. Sou um Democrata convicto e tenho a certeza que não há sistema melhor. Não concebo a vida sem Liberdade. Então, a ser assim, apenas nos resta um caminho: informar, motivar e fazer com que, cada vez mais, quando votamos, tenhamos consciência daquilo que estamos a fazer. É uma tarefa difícil, que cabe a cada um de nós e que, em concelhos como o nosso (envelhecido e disperso), ainda se torna mais penoso. 
Mas, que vale a pena, vale!
21/9/11 05:20

sábado, 17 de setembro de 2011

IC3: Pinhal Interior diz que é imprescindível troço de Coimbra


O Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte (CINPIN), que representa 14 câmaras, expressou hoje (dia 09) uma posição em defesa da construção do troço de Coimbra do IC3, considerando “uma obra estruturante dum território sistematicamente discriminado e um instrumento fundamental para o seu desenvolvimento, sendo imprescindível para a ligação ao principal centro polarizador regional”.
Face a notícias que o Governo poderá prescindir da construção do troço do IC3 entre Condeixa e Coimbra, que está incluída na concessão do Pinhal Interior, a CINPIN, através de uma posição subscrita pelo presidente do Conselho Executivo, João Marques (presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande), manifesta “discordância relativamente a eventuais adiamentos ou suspensão das referidas obras”.
“A perspectiva sobre a concessão do Pinhal Interior não deve reduzir-se apenas ao IC3 como tronco alimentador de tráfego, mas envolver todo um conjunto rodoviário de penetração transversal, numa região que apresenta os níveis de acessibilidade concelhios mais baixos do país”, refere a CINPIN.
Para esta comunidade intermunicipal, “é fundamental e urgente a melhoria da conectividade desta malha rodoviária para o aumento da competitividade da economia regional, bem-estar das populações e para travar as indiscutíveis e cada vez mais profundas assimetrias entre o litoral e o interior”.
A Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte é constituída pelos concelhos de Alvaiázere, Ansião, Arganil, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares.
in, Campeão das Províncias, 9.09.11

PS: Mário Ruivo e Lurdes Castanheira na Comissão Política Nacional


Mário Ruivo, Lurdes Castanheira e Teresa Pedrosa (Soure) foram eleitos, hoje, membros da Comissão Política Nacional do PS, soube o “Campeão” de fontes partidárias.
Deputado à Assembleia da República, Ruivo é o líder distrital do PS/Coimbra; Lurdes Castanheira preside à Câmara Municipal de Góis e coordena o Departamento Federativo de Mulheres Socialistas de Coimbra.
Victor Baptista, anterior presidente da Federação socialista conimbricense, é o primeiro suplente da Comissão Política.
in Campeão das Provincias, 17.09.11

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Jumento: balanço de fim de Verão


Dia 15; meados de Setembro. O Verão está a acabar. As últimas trovoadas fizeram-nos a partida de turvar as águas das nossas praias e a sua total recuperação será problemática. Estamos em tempo de balanço. 
Quem por cá andou e falou com os empresários que fazem o seu negócio no Verão para cobrir o prejuízo de Inverno, são peremptórios em afirmar que esteve por cá muita gente, mas num período mais curto. Cada vez mais o Verão é mais curto um Góis e quase se resume aos 15 dias entre o feriado municipal, o de 15 de Agosto que, normalmente, permite fazer uma agradável “ponte” e a Concentração Motard que continua a ser (embora este anos com uma quebra de participantes assinalável…) o evento que mais pessoas traz a Góis. 
É igualmente notório e indiscutível que as pessoas cada vez gastam menos dinheiro. Trazem tudo de casa: o almoço, o lanche, o jantar, etc., etc. No nosso comércio seja na restauração, nos bares, na peixaria, no talho e nos supermercados, apenas adquirem o que não veio por esquecimento ou o que não é transportável (café, gelados, pão e pouco mais). Por cá fica todo o lixo do fim-de-semana ou das férias. Mas, por cá também deve ficar uma reflexão: Se este Turismo Sazonal já não é o que era, devemos pensar que ele não será, nunca, sustentável como pretendemos. 
Vi na expressão de alguns comerciantes a angústia de não verem a contrapartida ao esforço feito para melhorarem a oferta. Claro que esta reflexão tem muito a ver com Góis e Vila Nova do Ceira que, estando distanciadas 5Km, apresentam propostas de qualidade idêntica. O Fora d´Horas, em Alvares, sendo um bom exemplo da dinâmica empresarial de uma pessoa cujo esforço deverá ser, sempre, reconhecido e aplaudido, não sofre da concorrência dos outros pela distância assinalável que os separa. Felizmente!       
Também nas outras freguesias existem ofertas pontuais que não deverão ser desprezadas e merecem todo o apoio das entidades que superintendem no nosso Concelho. Mas, o problema está, exactamente na concorrência que cada um faz aos outros durante o Inverno e, parece que, também já no próprio Verão. Não vou falar dos restaurantes, deixando para outro dia, mas vou abordar os bares. Em Góis, o May Tay (vai ser, sempre o May tay…), a esplanada da Avó Tomázia, o Pombalinho, o Pego Escuro e o Ténis para só mencionar os mais emblemáticos e que têm uma oferta mais apelativa para a Juventude, pois fazem karaokes e/ou musica ou vivo. Em Vila Nova do Ceira, temos as Canaveias e a Candosa. Justifica-se? Temos clientela para todos estes locais? Temos residentes com capacidade financeira para que estes empresários (muitos, jovens Goienses…) tenham, no fim do dia, o retorno do seu investimento, consigam pagar os encargos e ainda tirar o seu vencimento como é devido?                                   Eu, sinceramente, temo que não. E acho que as nossas entidades, principalmente a Câmara Municipal, devem começar a reflectir sobre isto e sempre que alguém pretenda abrir mais um estabelecimento nesta área, faça uma reflexão conjunta com os investidores no sentido de se aperceber se não estará, involuntariamente, a contribuir para o aniquilar do futuro de alguns jovens (vide Pego Escuro…).
Não deveremos passar a fazer a animação do Concelho fora da época alta? As inúmeras (e difíceis de justificar…) festas que todos os fins-de-semana no Verão são levadas a efeito estarão a ser, convenientemente, monitorizadas? Não estará a haver concorrência inter e entra Freguesias e Município, com festas a coincidir na mesma data? Não estaremos a promover festas para “show off”, ou seja para aparecer notícia nos jornais e parecer que, em Góis, a cultura é muito apoiada e diversificada? Os assistentes não serão sempre os mesmos e, mesmo esses “obrigados” a ir? Fica a reflexão.
16/9/11 04:50