domingo, 20 de maio de 2012

Há que responsabilizar UE pela desertificação em Portugal


O advogado António Martins Moreira revelou hoje que estendeu à União Europeia a ação judicial que moveu contra o Estado Português devido à desertificação do interior do país e prejuízos resultantes da política agrícola.

Na origem da ação popular, interposta no Tribunal Administrativo de Lisboa, está a desertificação do interior do país e os prejuízos resultantes da política agrícola seguida por Portugal e pela Europa, explicou o jurista.
Na ação, o advogado quer que o Estado Português e a União Europeia, como "corresponsáveis", sejam condenados a rever todos os programas negociados no domínio da agricultura e pescas.
O objetivo final é "estimular, incentivar e desenvolver, com adequados e criteriosos subsídios, o cultivo e aproveitamento agropecuário de todo o território nacional", explicou.
A criação de "linhas de crédito bonificado para aquisição de modernos equipamentos e tecnologias deste setor, estimulando o aproveitamento integral dos solos e o associativismo agrícola", é outro dos objetivos da ação interposta pelo advogado.
Outra das medidas exigidas pelo advogado passa pela criação de "um banco de terras a nível nacional e municipal com a cooperação e coordenação em todos os municípios".
No documento pode ler-se que o interior do país tem "mais de dois milhões de hectares de terras, totalmente incultos e abandonados, e 220 mil agricultores a receberem subsídios da União Europeia para os manterem nessa situação, quando deviam recebê-los para os cultivarem".
O advogado recorda que esta situação "conduziu-nos a uma perigosa desertificação e despovoamento de todo o interior do país, em que se fecharam centenas de escolas primárias, postos sanitários, postos de correios, e outras infraestruturas de apoio às populações rurais".
Uma situação que António Martins Moreira diz ficar agravada em 2012 "quando se prepara o encerramento em massa de tribunais e juntas de freguesia, os últimos redutos da soberania nacional nestas áreas abandonadas, esquecidas e desprotegidas".
Até porque, "80 por cento dos bens alimentares de que necessitamos poderiam e deveriam ser produzidos nos nossos campos", salientou.
Artigo Parcial
in DN 09.05.12

SERÁ QUE SOU BURRO….Os bons Políticos




Se pretendêssemos definir um bom político, o que diríamos?
 É um tipo sério, disponível, que prejudica a família em prol da causa pública, que promove o desenvolvimento de uma região administrando os dinheiros públicos de uma forma criteriosa e equitativa por todos os cidadãos sem olhar a cores ou credos? Se o disséssemos seríamos sérios mas, no mínimo, anjinhos. 
Um bom político é, todos o sabemos, aquele que, para além de falar bem e vestir melhor, ganha eleições. E quantas mais ganhar, melhor político é. Não interessa se faz promessas que não cumpre, se gasta rios de dinheiro em auto-promoção, se se rodeia apenas de mentecaptos e bajuladores sem qualquer qualificação, se promove e protege clientelas, se silencia os órgão de comunicação social ou se utiliza os meios públicos em benefício próprio. Mesmo que seja corrupto, acusado e provado, que interessa? Mais tarde ou mais cedo os crimes cometidos estarão prescritos e poderá continuar com a mesma postura como se nada se tivesse passado e, como se não bastasse, intitulando-se vítima.
Assim sendo, e dando como bom este raciocínio o que é que o tal “bom” político tem de fazer? Ganhar votos. Quantos mais melhor para poder apregoar que a vitória foi arrasadora. E, depois de eleito, como deve proceder? Se o mandato é de quatro anos, os três primeiros de nada servem. As impressões finais são as que ficam. Assim, é essencial que o última ano seja de inaugurações, de subsídios a tudo o que é instituição, de constantes deslocações aos almoços e jantares de começar a cuidar da pobreza e a terceira idade com toda a consideração e respeito, pois são votos expressos como os outros. Mesmo que nos outros três anos tenha tratado toda a gente de forma humilhante e desrespeitosa. Todos temos a memória curta e as últimas impressões é que ficam. Do resto, tomam conta os peões de brega, os bajuladores do poder que à custa dele vivem numa simbiose quase perfeita. 
Então se precisam de votos para ganhar e se são as pessoas que votam, onde deverão ser feitos os investimentos? O próprio senhor de “La palisse” não diria melhor: onde existem pessoas. E então é por isso que um “bom” primeiro ministro investe na orla Litoral e nas grandes cidades, contribuído para a morte lenta do interior e das zonas rurais (onde existem menos pessoas…); um “bom” Presidente da Câmara investirá na sede do Concelho, mesmo que haja outras zonas mais carenciadas mas com menos população; e até o Presidente da Junta pensará da mesma maneira e esquecerá os lugares da sua Freguesia a favor do lugar sede.

Se não raciocinar assim, poderá promover algum desenvolvimento, mas perderá as eleições e nunca será um “bom” político. As grandes obras do mandato, serão sempre importantes, mesmo que não venham a servir para nada e comprometam, irremediavelmente o futuro. Para quem e para “quantos” são feitas, pouco importa. O importante é poder enumera-las e inaugurá-las pomposamente colocando a respectiva placa com a data e o nome não venha mais tarde o povo ingrato vir a esquecer tais personagens.

Se há fontes que têm placas com o nome de quem as inaugurou, não percebo porque é que as casas de banho públicas não as têm. Até seria engraçado uma fotografia do político a inaugurar uma qualquer sanita pública…

Reparem o que se passou, por exemplo com os campos de futebol do Mundial. Para quê, pelo menos, os de Portimão, Aveiro e Leiria? Para que servem e quem os mantém? Não choca ouvir falar na sua implosão, apenas para nos vermos livres deles?

Para o “bom” político, o que interessa é a obra imediata. Tudo o que for estruturante mas ultrapasse o mandato, não é para fazer. Por isso, por exemplo, o Cadastro da propriedade cuja falta sentimos no dia a dia, nunca foi feito. E não foi por ser caro. Foi, isso sim, por ser demorado e os frutos virem a ser colhidos por outros. Vale mais fazer algumas obras de encher o olho e que dêem resultados imediatos. Quem vier atrás, que feche a porta…
É nesta altura que me sinto profundamente feliz por se Goiense. Também, por cá, temos tido a sorte e contribuído para ela, de sermos governados por “bons” políticos. Todos têm estado no poder enquanto querem. Ninguém os destrona. São pessoas que falam bem, vestem bem e percebem desta arte nobre que se chama Política. E levam à letra a velha máxima que afirma que: “Em política, quem não mata…morre!”.
No passado, tudo o que era estruturante, foi adiado. “Fazer esgotos? Para quê? Esburacar as ruas para depois virem os de Lisboa e refilarem com o pó? Depois fica tudo enterrado e ninguém vê. Vale mais fazer uma rotunda nova…”. No presente, é igual: “Rever o PDM? Vale mais fazer uma alteraçãozita e calamos a contestação”.
E é por isso que, por exemplo em relação à reforma administrativa os políticos locais, em privado, refiram que concordam com ela e em público digam o contrário. Não querem perder votos. Porque é que não se discute a razão de ser da persistência na defesa das 5 Freguesias? Fará sentido haver uma freguesia chamada Cadafaz, cuja sede só abre de manhã ao Domingo? Haverá alguém da Cabreira (onde vive a maioria da população da Freguesia) que vá tratar algum assunto ao Cadafaz? Fará sentido duas sedes de Freguesia a 5km de distância e uma delas coincidente com a sede de Concelho? E uma com pouco mais de uma centena de habitantes? Não valeria a pena discutir, duma forma séria, estes problemas? Vamos deixar que Lisboa decida? Defendemos a proximidade das populações quando os Presidentes das Juntas e dos Concelhos moram a mais de 40 km. Só estão próximos durante o dia e mesmo assim, só durante a semana? Ou damos a morada da Sede da Junta como morada oficial? Ou alugamos uma casa para parecer que moramos lá? Quem enganamos?
Transformámos a velha e amiga Associação numa Casa de espectáculos. Terá sido bem empregue o dinheiro? Espectáculos de quem e para quem? Não chegava a requalificação do anterior espaço? Se passarmos na Quinta do Baião o que vemos? A parte da casa, vendida à ADIBER para parceria em projecto de Turismo Rural, que nunca viu a luz do dia. A outra parte que foi vendida à Natur Sanus que, infelizmente, já era. Até o raio do Placard que lá está faz referência a uma prova de TT para 19 de Maio de 2012 que foi anulada… por falta de concorrentes. Para o outro lado da estrada (recito da Facig), é melhor não olhar. Temos outra parceria que levou ao aterro com entulho de área agrícola em violação grosseira do PDM. Tirando os mega investimentos que estão a ser feitos na sede do Concelho para inaugurar em 2012/2013 o que se fez nas cinco Freguesias? Como estão as nossas estradas? Como estão os nossos caminhos florestais? Pois é: lá, não vivem pessoas. Lá, não há votos.
Hoje mesmo, no site da Câmara Municipal, podemos ver que vamos ter um campeonato de pesca, um concurso para um doce típico (vamos inventar um “Goisarito” para copiar o “Poia-rito”, utilizando a mesma matéria prima), mais a semana do empreendedorismo, mais a feira do livro, mais a mostra do mestre Mourato, mais, mais, mais. Nunca tivemos tanta cultura em Góis. Estamos muito mais cultos, embora não nos sirva de nada. Até porque somos cada vez menos e assim o banho cultural “acerta” em menos pessoas. Que pena que alguns dos impulsionadores não aproveitem essas iniciativas para se tornarem, pelo menos, mais educados. Mas, como diz o nosso povo, “o chá tem de se tomar de pequenino, senão não faz efeito…”. Tirando a projecção pessoal que se obtém com a publicação das notícias nos vários jornais locais, regionais e nacionais dando a imagem do “bom” político, já se fez algum balanço dos resultados dessas iniciativas? Trouxe mais gente a Góis? Aumentou a atractividade do Concelho no exterior? O nosso povo, na sua bondosa sabedoria, não lhe chama eventos. Chama-lhes Inventos e, mais uma vez, não se engana.
Ai, que sorte que nós temos em Góis por sermos governados por “bons” políticos. 
…………..0U QUEM FAZER DE MIM BURRO?
Nota: Se quiser ficar com a série completa destas “burridades”, terei muito gosto em enviar-lhas se as solicitar para: jumentodegois@gmail.com. São 21 publicadas no Varzeense e mais algumas aqui no Góis Livre. Sempre poderá mostrar aos seus netos e falar do tempo em que em Góis só os burros não emigravam…até ver!

Mais uma vez os meus agradecimentos ao seu Administrador por me dar voz.

15/5/12 04:10

terça-feira, 24 de abril de 2012


Portugal Low Cost - Magazines RTP 1 - Serra Da Lousa

Portugal Low Cost - Magazines RTP 1 - Multimédia RTP

Miguel Portas morreu aos 53 anos


Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, morreu esta terça-feira, aos 53 anos, de cancro no pulmão, em Antuérpia.

Economista, durante vários anos jornalista, foi, ainda antes do 25 de Abril de 1974, militante e depois dirigente da União de Estudantes Comunistas. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos.


Já em adulto foi militante do PCP a partir de 1974, de onde saiu em 1989.Miguel Portas integrou então, desde 1989, a Terceira Via, grupo de militantes comunistas que se opunham à direcção e onde pontificavam figuras como Joaquim Pina Moura e Barros Moura. Após o golpe de Estado na União Soviética a 20 de Agosto de 1991, a maioria dos elementos que integravam a Terceira Via rompe e abandona o PCP, entre eles Miguel Portas, em protesto com o apoio que a direcção do partido deu aos golpistas. Neste processo seriam expulsos do PCP figuras como Barros Moura, Raimundo Narciso, Mário Lino, tendo José Luís Judas abandonado o PCP para evitar a expulsão e preservar a CTGP de que era dirigente.Durante os anos 90 pertenceu ao grupo Plataforma de Esquerda, que integraria o MDP/CDE, partido que então muda para o nome Política XXI e que virá a integrar a formação do Bloco de Esquerda (BE).

Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE. Foi eleito pela primeira vez nas europeias de 2004. Tinha sido cabeça de lista já em 1999, nas primeiras eleições em que o movimento foi a votos, mas não conseguira qualquer eurodeputado.Segundo informação do BE, o eurodeputado faleceu por volta das 18h desta terça-feira, no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia.“Encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios. Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente”, recorda o partido em comunicado. Durante o período em que esteve doente “continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE”.

Miguel de Sacadura Cabral Portas nasceu em Lisboa a 1 de Maio de 1958. É filho do arquitecto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral e é irmão de Paulo Portas e de Catarina Portas.Durante a sua carreira de jornalista, foi director da revista cultural Contraste e depois redactor e editor internacional do semanário Expresso. Fundou o semanário  e a revista Vida Mundial, dos quais foi director. Também foi cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol. Actualmente tinha ainda uma crónica semanal na Antena 1.

É autor dos livros E o resto é paisagemLíbano, entre guerras, política e religião e Périplo. Estes dois últimos resultaram do seu fascínio pela região do Mediterrâneo, por onde fez diversas viagens.Périplo - Histórias do Mediterrâneo começou por ser um documentário em quatro episódios realizado por Camilo Azevedo e escrito e apresentado por Miguel Portas. Filmado em 2002 e 2003 em longas viagens pelos países da bacia mediterrânica, acabou por só ser transmitido pela RTP em 2005, dando depois origem ao livro com o mesmo nome. A dupla tinha já feito em 2000 o documentário Mar das Índias, uma co-produção entre a RTP e a Comissão dos Descobrimentos que recebeu o Prémio Bordalo de melhor trabalho televisivo do ano, atribuído pela Casa da Imprensa.Miguel Portas tinha sido operado a um cancro no pulmão em 2010.
Notícia corrigida às 19h50 Corrige local onde Miguel Portas faleceu
in Publico, 24.04.12

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Jumento - PÃO E CIRCO 2

2012 será, para Góis, um ano de inaugurações. Iremos inaugurar tudo aquilo que já deveria estar concluído há muito tempo, que sofreu atrasos inexplicáveis e que, assim, cumprirão o seu papel principal, ou seja o de dar visibilidade ao executivo e potenciar votos nas eleições autárquicas. Como diz o nosso povo “há males que vêm por bem” e, nada melhor que umas inaugurações antes das eleições. É assim na Madeira e não é diferente em Góis. 


Só na sede do Concelho, será a Casa da Cultura, o Campo de Futebol, a circular externa do Carvalhal dos Pombos e, se a memória não me falha, o Centro de Referência da Memória Goiense. É irrelevante que só este último venha deste executivo e que todos eles tenham tido derrapagens, no tempo e nos custos, significativas. 

Valerá, no entanto, a pena perceber para que servirão aquelas obras. Se em relação à circular externa a seu interesse é indiscutível, embora não dando para “desviar o transite de pesados da Vila” como afirmou, há pouco tempo, a Sra. Presidente da Câmara. Permite, isso sim, abrir uma nova frente de expansão de Góis com zonas privilegiadas de construção. 

Outro tanto não se passa com os outros três maga-investimentos.

A necessária conservação e recuperação da Associação transformou-se num elefante branco (não confundir com o outro…) chamado Casa da Cultura que será uma Casa de Espectáculos (como agora gostam de referir…) com condições que fazem corar de inveja os Municípios à volta e não só. Pergunta-se: para que espectáculos? E, mais ainda? Para que pessoas? Somos cada vez menos e estes investimentos têm de ser repensados. 



Do outro lado da Rua, está a nascer o Centro de Referência da Memória Goiense (irra, que até o nome é comprido…não chegava Biblioteca?). Este é apenas uma birra, a “obra do Regime”, e que apenas é aposta para se poder afirmar que é a obra de excelência e que não foi deixada pelos “outros”. Mais um mega-investimento de difícil justificação. Vai apelar à nossa memória, vai retratar o que foi o nosso passado, vai ser um auditório para Colóquios e Seminários destinados àqueles que, sendo convidados (ou deveria dizer convocados?) por ” sms”, não poderão faltar. 


Auditórios, teremos em Góis: a Biblioteca, a Casa da cultura, a Casa do Artista e a ADIBER. Par quê? Justifica-se? 

Para que serve a Casa do Artista? De quem a Responsabilidade do dinheiro que lá se esbanjou? E a Casa Museu Alice Sande? Qualquer dia, cai. E o espólio dos Travassos? Onde está? Ou já foi passado a “patacas”?


Temos um novo campo de Futebol. Mais uma obra inacabada. E será que temos equipas para lá jogar? Temos gente? Um jogo de futebol é, nãos concelhos pequenos, um ponto de confraternização. Onde está o Bar? Não há? Não faz falta? Bom, mas também tem pontos positivos: Quando chove, transforma-se numa piscina. Ainda bem. Assim pode ser que não se teime em construir uma em Góis. Não se esqueçam que fazia parte do Programa eleitoral deste executivo. Claro que é, apenas, mais uma promessa não cumprida. Esta, para bem de todos os Goienses…

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos


Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos























Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros. Gastos com este "privilégio" têm aumentado todos os anos. Em 2011, regista-se valor mais elevado de sempre com este tipo de reformas: 9,1 milhões de euros.
Enquanto um funcionário público trabalha em média 30 anos para ter acesso à reforma, os políticos que até 2005 estiveram oito ou doze anos no cargo ganharam  direito a uma pensão para toda a vida. São precisamente essas subvenções vitalícias que vão  custar quase 80 milhões de euros numa década, contando já com o valor recorde de 9,1 milhões de euros que sairão este ano dos cofres do Estado. Apesar de este regime ter sido revogado há seis anos, o número não pára de aumentar e relativamente a 2010 os gastos com este tipo de pensões vai subir 4,2%.
Na última década, a despesa subiu todos anos, gastando-se já mais 33% com pensões vitalícias do que há dez anos. A tendência é para que o número continue a disparar, pois os políticos que em 2005 já tinham conquistado o direito de beneficiar de tal regime (ou seja, já exerciam funções há doze anos ou mais) podem ainda solicitar este "privilégio". Ainda no último mês, o deputado e dirigente do PS José Lello viu ser-lhe atribuída uma pensão na ordem dos 2 234 euros por mês.
No rol de políticos que podem usufruir de pensões vitalícias estão não só deputados, mas também os chamados "dinossauros autárquicos". Quando as subvenções acabaram, havia mais de 117 presidentes de câmara com direito a esta subvenção, sendo que muitos ainda não a pediram.
A curva crescente dos beneficiários deste regime é comprovada pelos números: em 2002 eram 315 e agora rondam os 400 (397, em 2010).
Fazendo as contas, constata-se que o custo com as pensões dos políticos é superior ao total dos beneficiários das pensões mínimas. Em 2009, com as reformas de 383 deputados foram gastos mais 3,5 milhões de euros (um total de 8,5 milhões de euros) do que com os 22 311 pensionistas que ocupavam o então escalão mais baixo de reforma (até 227, 39 euros). Os dados constam do último relatório da Caixa Geral de Aposentações, aprovado em Maio de 2010.
A lista de pensões vitalícias inclui personalidades como o presidente do PS, Almeida Santos, e os ex-presidentes do PSD Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Os candidatos presidenciais Cavaco Silva e Manuel Alegre também constam da lista, embora o actual Presidente tenha abdicado de receber a subvenção enquanto ocupa o cargo máximo da Nação.
Mais do que as subvenções vitalícias (cuja média da subvenção anda entre os dois mil e os três mil euros) são outros cargos públicos que fazem, por exemplo, alguns ex-ministros surgirem no topo das maiores reformas. O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga recebe da CGA 9693 euros mensais por ter sido professor universitário, mais do que as também generosas subvenções do ex-ministro da Saúde de José Sócrates, Correia de Campos (5524 euros), e de Luís Filipe Pereira (5 663 euros), que comandou a pasta da Saúde nos executivos de  Durão Barroso e Santana Lopes. Também do Governo Santana foi Daniel Sanches que se reformou da Procuradoria-Geral da República com uma pensão mensal de 7316 euros.
Muitas vezes as reformas dos políticos apresentam valores mais elevados (ver friso nesta pág.), pois estes acumulam as subvenções vitalícias com outras pensões que recebem de organismos públicos e privados.
As subvenções vitalícias foram estabelecidas por uma lei de 1985, que permitia aos deputados com oito anos de serviço político obterem uma subvenção mensal para toda a vida. Mais tarde, em 1995, o tempo foi aumentado para 12 anos. De qualquer forma, tanto o primeiro-ministro, José Sócrates como o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, têm direito a este privilégio. O socialista nunca a pediu e o social-democrata disse mesmo publicamente que recusava a subvenção. Ou seja: nunca a irá solicitar.
Em Outubro de 2005, a lei foi definitivamente revogada, embora tenha ficado salvaguardado que - os que até ali tinham direito à subvenção - ainda a podem solicitar. Daí que os encargos do Estado com este tipo de reformas não pare de aumentar de ano para ano, não se sabendo ao certo em que valor irá parar.
in DN por Rui Pedro Antunes11 Janeiro 2011

O SNS - Presente, futuro e alternativas


Assembleia Popular de Coimbra | DIVULGAÇÃO | Em virtude da tentativa de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo actual governo, assumindo que pretende o financiamento do serviço através do esforço acrescido dos seus utentes, por via, não dos impostos e contribuições que pagam, mas através do aumento do valor e número de taxas moderadoras, restrição do número de utentes isentos do seu pagamento, diminuição da parcela do OE para a saúde, decréscimo da quantidade e qualidade de serviços oferecidos; quebrando assim um principio de solidariedade, de todos e de todas, para com o cidadão desfavorecido, o doente, um grupo de cidadãos reunidos na Assembleia Popular de Coimbra decidiu-se pela realização de um debate sobre o SNS de modo a consciencializar a população de Coimbra para esta problemática.


debate
O SNS - Presente, Futuro e Alternativas
dia 16 de Abril (segunda-feira), a partir das 21 horas
Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra

oradores convidados
> António Arnaut – advogado
> Hernâni Caniço – médico
> António Rodrigues – médico
> Cristina Paixão – plataforma cidadã de resistência à destruição do SNS

moderação
> João Paz – enfermeiro

quinta-feira, 29 de março de 2012

Góis: PSD acusa Câmara PS de amadorismo snob

“Impreparação para gerir os destinos do concelho, amadorismo snob e aventureirismo ruinoso” são as acusações que a Comissão Política do PSD de Góis faz à Câmara Municipal presidida pela socialista Lurdes Castanheira, a propósito do indeferimento definitivo da candidatura a fundos comunitários para o empreendimento turístico do Baião.
Os responsáveis políticos social-democratas, a propósito de informação presente na reunião da Edilidade de 27 de Março, tomaram conhecimento que a empresa promotora do projecto do Baião, a Nature Sanus, foi notificada do despacho de indeferimento definitivo da candidatura ao QREN, por parte do Turismo de Portugal.
Os dirigentes do PSD de Góis acrescentam, ainda, que, “em 20 de Fevereiro de 2012 a referida empresa, em assembleia geral extraordinária, decidiu aprovar a sua dissolução e accionar a cláusula de reversão do prédio adquirido à Câmara Municipal, ou seja, devolver o terreno ao erário municipal”.
“O órgão Câmara Municipal não tinha conhecimento oficial de que fazia parte do conselho de administração da Empresa Nature Sanus Turismo, SA, sendo certo que essa nomeação remonta a Julho de 2010 e está vertida nos registos públicos da empresa”, sublinha a Concelhia do PSD, constatando que “mais uma vez o executivo socialista, na senda do passado recente, não conseguiu levar a bom porto uma iniciativa em que se empenhou profundamente”.
“Dado que a empresa Nature Sanus lança acusações veladas sobre a existência de motivos políticos que estarão por detrás da declaração de inelegibilidade, vimos exigir que o assunto seja devidamente esclarecido publicamente, na medida em que há dispêndio de elevadas somas de dinheiro público no projecto e existe responsabilidade objectiva da Câmara Municipal de Góis na vida societária da empresa”, solicitam os sociais-democratas.
“Perante o elevado número de declarações veiculadas na comunicação social num passado recente, fazendo crer que tudo estava a decorrer da melhor forma, incluindo o avanço de datas concretas sobre o início das obras e correspondentes inaugurações”, o PSD sublinham “a total falta de credibilidade do Partido Socialista e do executivo municipal, nesta matéria, uma vez que consideraram os desejos, embora eventualmente legítimos, como certezas sem qualquer fundamento real”.
“Lançar expectativas infundadas na população e nos agentes económicos não é fazer política, é uma farsa política”, comentam os dirigentes sociais-democratas, acrescentando que “o executivo Municipal do PS demonstra, em todo este processo, impreparação para gerir os destinos do concelho, amadorismo snob e aventureirismo ruinoso”.
“Uma gestão municipal profícua para o concelho de Góis exige mais conhecimento da realidade, actuação sóbria e eficaz na aplicação dos recursos e menos show-off mediático”, conclui o PSD.
in campeão das provincias 29.03.12

terça-feira, 27 de março de 2012

Góis pode ser considerada “capital do desenvolvimento social”


Maria de Lurdes Castanheira revela ter sido surpreendida pelos cortes nas transferências, que vão impedir o cumprimento de algumas promessas eleitorais
Diário de Coimbra (DC): Que balanço faz deste mandato à frente da Câmara de Góis?
Maria de Lurdes Castanheira (MLC): O balanço de quase 30 meses é bastante positivo, no entanto não vamos conseguir cumprir na íntegra o conjunto de compromissos que assumimos, porque houve cortes significativos, mais 600 mil euros, nas transferências da Administração Central.



DC: A redução das transferências influencia negativamente os projectos?
MLC: Influencia, mas também gostava de dizer que estamos a fazer muitos outros investimentos e a responder a problemas que não faziam parte do nosso compromisso autárquico.
(Leia mais na edição impressa do Diário de Coimbra)
20.03.12