terça-feira, 9 de março de 2010

Alvares - À Beiro do Sinhel

Empurrados para o Sul?!

Victor Duarte, Dr. 
O Governo assinou recentemente os contratos relativos à construção e beneficiação das acessibilidades principais da nossa região.

Boas notícias, sem dúvida! Muito se lutou, durante os dois últimos mandatos autárquicos, inclusive até se promoveu um abaixo-assinado contra a injustiça que foi "imposta" a esta região por todos os anteriores governos da república, durante anos de democracia.

Finalmente, chegou a boa nova da conclusão do IC 8 a construção da auto-estrada que ligará à A23 a Coimbra, deixando a nossa freguesia mais perto do sul e litoral, tornando-se mais atractiva, pois passa a ficar a muito razoáveis tempos de distância de Coimbra, da Figueira da Foz e de Espanha.

Até aqui tudo bem, aparentemente, tudo bem para o Concelho de Góis! Salvo, se terem esquecido do troço da EN2 entre Portela do Vento - Alvares, que estranha e paradoxalmente não faz parte deste grande conjunto de intervenções rodoviárias. É pena, porque este troço seria vital e permitiria a esta parte do concelho aproximar-se da sua sede concelhia com outras condições de segurança, se a intervenção adequada neste troço rodoviário de cariz nacional tivesse sido pensada ...

Vejamos: falamos de uma estrada nacional que faz a ligação directa, no mínimo, entre duas sedes de concelho, mas possibilita as ligações ainda a outras. Esta estrada é uma via estruturante para a circulação de pessoas e bens, desonerando em muito, os custos das empresas, que têm no IC 8, a sua via privilegiada para os seus negócios.

Enfim, este esquecimento é totalmente incompreensível, considerando a grande intervenção que irá ser realizada nesta zona, Assim, continuarão a deixar as pessoas escolher o melhor caminho a fazer, quando se têm que deslocar e progressivamente estas vão procurando outros locais onde possam encontrar mais rapidamente o que necessitam, criando novos hábitos, relações afectivas e, mais tarde, outras necessidades. Para quem não entender, a água na serra corre sempre de cima para baixo, aproveitando a natureza para o fazer. Apenas, altera o seu percurso quando se verifica a intervenção humana que vê nesta acção benefícios directos e indirectos para a obter.

Sabemos que não é fácil, mas tem que se fazer um esforço para melhorar um troço, cuja construção tem mais de 50-anos, num terreno com uma topografia perfeitamente favorável a uma intervenção sem grandes custos.

Lembro que há alguns anos, aquando da intervenção no troço da EN2, Portela de Góis - Portela do Vento foi possível com a obra já a decorrer e tempo útil. realizar obras de rectificação e anulação de curvas que não estavam então previstas.

O empenho em pugnar por esta grande obra tem que ser uma realidade. Caso este sonho da nossa freguesia não venha a acontecer, representará mais uma dura penalização, afastando-a infelizmente ainda mais, da sua sede de concelho natural.

É importante para nós e é importante para todos os munícipes, que as acessibilidades atenuem as distâncias que nos separam do restante do concelho.

Tenhamos esperança que quem de direito não irá regatear esforços para a concretização de mais esta grande infra-estrutura na nossa freguesia. Vamos à obra, à conquista do futuro!
in O Varzeense, 28/03/2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

AUTARQUIAS - ÁGUA E SANEAMENTO

“Regionalizar em baixa”
Os investimentos “pesados” no abastecimento de água e saneamento poderão conduzir a uma parceria entre o Estado e vários municípios da região.

À partida, a parceria será concluída em Junho ou Julho e através dela as autarquias delegam no Estado as competências que lhes cabem no capítulo da exploração e gestão dos serviços de águas.
Os representantes da Águas de Portugal e da Águas do Mondego optaram por um silêncio estratégico, entregando as declarações aos municípios envolvidos - Ansião, Arganil, Condeixa–-a-Nova, Leiria, Porto de Mós, Ourém, Lousã, Góis, Penela, Penacova, Miranda do Corvo, Coimbra e Vila Nova de Poiares - na negociação da parceria Estado-autarquias locais para gestão dos serviços públicos de baixa de abastecimento e saneamento.
Recorde-se que o decreto Lei n.º 90/2009 estabelece as regras do contrato de parceria pública em que as autarquias delegam no Estado as competências que lhes cabem na exploração e gestão dos serviços de águas.
Daqui resulta uma comissão de parceria constituída por representante designados pelo Estado, pelos municípios e um por ambos, que tem poderes de fiscalização, direcção, autorização, aprovação e suspensão de actos da entidade gestora da parceria. Na prática, os municípios suavizam pesados investimentos, reduzem custos de exploração – integração voluntária do pessoal actualmente afecto aos serviços de águas – e na área de actuação de entidade gestora dos sistemas municipais “convergem para um único plano tarifário”.
Raúl Miguel Castro, presidente da Câmara Municipal de Leiria, reagiu com boa disposição à possível “regionalização em baixa” proposta pelo jornalista, considerando “já a sério” que a solução em estudo “irá resolver o problema do tempo necessário para realizar o que falta fazer, nomeadamente o saneamento”.
O autarca fala numa união municípios-Águas de Portugal de modo “a fazer funcionar a economia de escala”, tornando tudo “mais acessível para todos e beneficiando os nossos munícipes”.
Fernando Carvalho, presidente da Câmara da Lousã e que irá representar as autarquias na administração da Águas do Mondego, coordenando ao mesmo tempo o grupo de trabalho constituído pelos municípios de Ansião, Arganil, Condeixa-a-Nova, Góis, Miranda do Corvo e Penela, assume o reforço da qualidade de serviço quer no abastecimento de água, quer no saneamento como uma das consequências da parceria, enaltecendo, também, as virtudes económicas do acordo a estabelecer nomeadamente para o que falta construir nas duas áreas.
Na prática, por exemplo, a diminuição do caudal no período de Verão terá os dias contados, enquanto que os cofres das autarquias ganharão algum fôlego. Isto, é claro, com a imprescindível participação dos munícipes.
04/03/10

sexta-feira, 5 de março de 2010

Feira Semanal v Mercado Municipal

De acordo com a acta da reunião do Executivo da Câmara Municipal de Góis do dia 9/02, foi apresentada a proposta de voltar a trazer a Feira semanal para o largo Francisco Inácio Dias Nogueira, Largo do Pombal. Tal proposta foi elaborada com base num estudo que garante que a segurança naquela área será mantida.

A Sra Presidente da Câmara Municipal informou ainda que esta medida será temporária, uma vez que  a construção do mercado municipal, cujo o espaço servirá também para acolher outras actividades, está prevista no orçamento, sendo, de acordo com o Srº Vereador Dr. Mário Garcia, uma questão prioritária.
A Feira semanal de Góis decorreu durante muitos anos no Largo do Pombal e com a sua deslocação para a zona periférica da vila, ficou acentuado o esmorecimento da zona histórica de Góis. Assim sendo, esta proposta é vista também como uma tentativa de revitalizar esta parte da vila.

Em relação à construção e necessidade do Mercado Municipal, o Editorial do espaço do Movimento Cidadãos por Góis lança uma questão pertinente "Que actividades ele irá recolher nos restantes seis dias da semana que sejam, comprovadamente, sustentáveis economicamente?"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Campeonato Nacional de Pesca 2010

Provas de Promoção da Modalidade
O Município de Góis, na qualidade de entidade gestora das Concessões de Pesca Desportiva da Vila de Góis, do Colmeal/Cadafaz e da Ribeira do Sinhel, informa os Sr.s Pescadores que nas datas abaixo indicadas, devido à ocorrência dos Campeonatos Nacionais de Pesca, não vai ser possível a venda das licenças de pesca para as referidas concessões.

CONCESSÃO MODALIDADE DATA
Vila de Góis Isco Artificial - Campeonato Nacional 6 e 7 de Março
Colmeal/ Cadafaz Pesca à Pluma - Prova Promoção 13 e 14 de Março

Gratos pela compreensão.
A entidade gestora
in CM Góis 19/02/10

Escola de Música da Banda de Góis

Escola de Concertinas e Cordas de Góis

A Escola de Concertinas e Cordas de Góis vai re-iniciar as aulas de violas com o professor Tiago Mateus de Arganil a partir do dia 1 de Abril de 2010 (5ªfeira).

As aulas vão ter 2 turmas e funcionarão das 19 às 21horas todas as 5ªfeiras até final do ano lectivo em Agosto.

Estão abertas as inscrições até dia 25 de Março.

Esta formação contará com o apoio da Câmara Municipal de Góis e com o Projecto Progride da Santa Casa da Misericórdia e funcionará nas instalações da Casa do Povo de Góis no Largo do Pombal.
A mensalidade é de apenas 10€ e tem como único requisito ter viola.

Devido ao reajustamento das turmas, informamos ainda que se encontram disponíveis algumas vagas na 2ª formação de concertinas do ano lectivo 2009/2010  2009/2010 que irá iniciar-se igualmente no dia 1 de Abril. Esta formação tem também um custo de 10€ por mês e como único requisito ter uma concertina em SOL-DO-FÁ.

Para inscrição podem fazê-lo presencialmente na Casa do Povo de Góis 3ªf (18h30-21h) ou às 5ªf (17h-22h) ou através dos contactos dos directores da Escola.
PAULO SILVA - 966217787
PAULO BARATA - 918232302
LUIS MARTINS - 963746671
VALENTIM ROSA - 922221271 
in CM Góis

terça-feira, 2 de março de 2010

Humor

Comemorações do Dia Internacional da Mulher em Góis

No próximo dia 8 de Março, vão decorrer em Góis as comemorações do Dia Internacional da Mulher. Assim sendo, segundo o programa agendado, nesse dia vai decorrer a inauguração da Exposição “Mulheres”, pelas 15h, no Posto de Turismo de Góis, uma organização da ADIBER, em parceria com a Câmara Municipal.

Uma hora depois segue-se a inauguração da Exposição “A Condição Feminina”, na Biblioteca Municipal de Góis, também em parceria com a autarquia. Para além disso, pelas 18h, no auditório da ADIBER vai ser assinalado este dia com uma conferência subordinada ao tema “Mulher: Lutas e Conquistas”.
in RCA 02/03/10 

DISTRITO – Estudo prevê redução do número de funcionários

Sindicato alerta para possível fecho de repartições de Finanças
O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos alerta para possível encerramento de Repartições de Finanças no interior do país.

Já seguiram missivas para 130 autarquias, a nível nacional, enviadas pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), dando conta desta situação, com base num estudo efectuado pela Direcção-Geral das Contribuições e dos Impostos (DGCI) e pedido o apoio aos municípios.
Nesse estudo, segundo o STI, que representa 90 por cento dos trabalhadores dos impostos, surgem diminuições, algumas significativas, de postos de trabalho, que poderão levar ao fecho das repartições.
Marcelo Castro, vice-presidente do STI, adianta ao DIÁRIO AS BEIRAS, que o estudo “não prevê que são para encerrar”, mas a adopção do seu conteúdo “pode implicar a prazo, através do facto consumado, o fecho das repartições do interior do país”.

Segundo o estudo, no distrito de Coimbra a repartição de Condeixa-a-Nova passava de 16 funcionários para 10, a de Góis de 9 para 4, a da Lousã de 16 para 10, a de Montemor-o-Velho de 20 para 13, Oliveira do Hospital de 19 para 11, Pampilhosa da Serra de 7 para 4, Penacova de 13 para 8, Penela de 9 para 5, Soure de 16 para 10, Tábua de 12 para 8, Vila Nova de Poiares de 10 para 5.
Ainda na região Centro, os distritos de Guarda, Viseu e Castelo Branco também vêem diminuir muito, em quase todos os concelhos, o número de funcionários.

“Não se trata de deslocalizar pessoas, por que elas não são afastadas já, mas estamos, a prazo, a esvaziar os serviços de técnicos, fazendo com que um dia mais tarde possam dizer que, como não há gente, temos que fechar as repartições”, frisa Marcelo Castro.
Explica ainda que “conforme as pessoas se vão reformando, ou mudando para outros locais”, não são admitidas outras para as substituir”.

A adopção deste estudo, para uma reafectação de pessoal, “aceita que os serviços de Finanças, nas localidades mais pequenas, possam ter apenas duas pessoas, incluindo chefias, e nós contestamos isso, porque no fundo é de uma forma consumada de antecipar e planear o hipotético fecho de serviços”, sublinha o sindicalista.
Fonte do Ministério das Finanças assegurou ao DIÁRIO AS BEIRAS que este estudo não tem como objectivo levar a que qualquer serviço de Finanças feche as portas.
in As Beiras 26/02/10