sábado, 18 de dezembro de 2010

Misericórdia de Góis homenageia José Cabeças

Câmara Municipal decidiu atribuir Medalha de Ouro ao médico, provedor da Santa Casa, antigo autarca e fundador da ADIBER
Como forma de homenagear o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Góis, a instituição decidiu atribuir o nome de José Cabeças à valência que ontem inaugurou. Centro de Reabilitação e Bem-estar Dr. José Domingos de Ascensão Cabeças, assim se denomina a nova unidade, que representa um investimento na ordem dos 100 mil euros, inserida no âmbito do projecto Progredir em Igualdade e Cidadania.
Na cerimónia, Lurdes Castanheira, presidente da autarquia, anunciou também que o executivo decidiu distinguir o médico com o mais alto galardão do município, a medalha de ouro.
«José Cabeças elevou este concelho, como mais nenhum autarca conseguiu elevar e deu-lhe uma dimensão que nem os goienses esperavam que desse e, por isso, merece muito mais do que ter o seu nome neste centro e sinto que tenho a obrigação de lhe atribuir a medalha de ouro do concelho», sustentou a presidente do município de Góis. A edil felicitou a Misericórdia por «ter decidido atribuir o nome deste centro à pessoa de José Cabeças», porém, adiantou, «não fez mais do que a sua obrigação, porque a marca dele está aqui desde 1989», aliás, ressalvou, «a marca dele está não só nesta casa, como na Câmara, na ADIBER, no concelho, na Beira Serra e até no país». Lurdes Castanheira lamentou somente a ausência «daqueles que durante muito tempo serviu», ou seja, «representantes na área da saúde».
Relativamente ao Centro de Reabilitação, a autarca sublinhou tratar-se de uma obra que «distingue a Misericórdia e que vai servir os goienses, evitando que tenham que sair do seu concelho e vai dar um contributo aos Bombeiros de Góis, que poderão reduzir alguma despesa nas deslocações».
Em nome do marido - que esteve presente mas não usou da palavra - Palmira Simões Pereira agradeceu a todos, referindo que «apesar de o meu marido não estar bem de momento, iremos fazer tudo para recuperar», garantindo que José Cabeças está «muito satisfeito e fica muito contente com o que se está a passar aqui hoje, o concretizar deste projecto que é motivo de orgulho para ele e para vós».
Para o vice-provedor da Misericórdia o dia de ontem «marcará inequivocamente a historia da Santa Casa de Góis, não só pelo facto de vermos concretizado mais um objectivo, mas sobretudo por podermos, hoje aqui, prestar, de forma sentida e reconhecida, uma homenagem ao Dr. José Cabeças» pois, «é graças à sua determinação e perseverança que esta IPSS se afirma como uma referência na prestação de cuidados à população idosa do nosso concelho».
De seguida lembrou que José Cabeças, como presidente de Câmara Municipal e como médico «conhecia as necessidades da população e, desde logo, elegeu como prioridade a criação de uma estrutura desta natureza no nosso concelho e durante a construção deste edifício acautelou um espaço que permitisse a sua criação». Desta forma, disse ainda, «ao estarmos, hoje aqui, a inaugurar este Centro, todos temos o sentimento de dever cumprido, na medida em que esta estrutura a todos deve orgulhar, por reunir condições invejáveis, não só em termos do equipamento que possui, um vasto conjunto de valências, aliado às excelentes condições que este espaço nos oferece».

Uma marca inquestionável
em Góis e na Beira Serra
Para Mário Ruivo a cerimónia foi simultaneamente a «inauguração de um espaço que vai servir a população e o prestar uma homenagem àquele que foi o trabalho de José Cabeças durante todo este tempo em que se dedicou a Góis». «Esta é uma simbólica homenagem, porque José Cabeças merece que Góis o perpetue», declarou ainda o director do Centro Distrital da Segurança Social de Coimbra, sustentando que «esta instituição e Góis devem muito à visibilidade que têm ao tempo em que Cabeças esteve no concelho». «Fê-lo com a Misericórdia, mas também como se fosse um goiense», afirmou ainda.
Henrique Fernandes, por seu lado, considerou esta «uma homenagem justa, porque ele deixou uma marca em Góis e em todo o alto distrito», disse, sublinhando mesmo que «há um antes e um depois na sua passagem pela vida autárquica». De acordo com o governador civil, José Cabeças «tem um manancial de saber que não é dispensável e estamos, hoje aqui, mostramos-lhe como estamos com ele e reconhecemos que a sua obra e a forma como desenvolveu a sua acção são fundamentais para dizer que o poder local pode ter uma perspectiva de desenvolvimento e por outro lado um relacionamento humano com as pessoas». 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Secção de Judo da AERG

Por Graciano Rodrigues

O Judo de Góis iniciou a sua actividade em Maio de 2009, tendo comemorado o seu primeiro aniversário no ano em curso. No início do ano passou a estar ligado à Associação Educativa e Recreativa de Góis, passando a ser denominado como - secção de Judo da AERG.

O Judo tem como responsáveis máximos a Direcção da AERG, sendo o elemento destacado para a sua representação o Sr. Graciano Antunes Rodrigues, que funciona como elo de ligação e proporciona o apoio directo à Secção. Na componente formativa, o Judo é ensinado pelo Mestre Raul Valente, apoiado nas suas ausências pelas Judocas Diana Valente e Maria Teresa Rodrigues. No apoio ao funcionamento contamos com a ajuda da esposa do Mestre Raul, a Sr."
Anabela Valente, do acima referido Sr. Graciano, da Sr." Cristina Bandeira e quando solicitados, dos pais dos judocas.

Neste momento, contamos com atletas a participar em torneios e treinos, num número que ultrapassa os 60 atletas. Os treinos são normalmente bi-semanais, e distribuídos pelos vários escalões, o que implica treinos de segunda-feira a quinta-feira, inclusive. Por vezes e na proximidade da competição efectua-se ainda mais um treino semanal.

Os treinos são efectuados no Pavilhão Municipal, com o apoio da Autarquia, através da cedência gratuita das instalações. Durante o ano em curso já este clube participou em vários torneios, tais como: Torneio de Palmela, Torneio de apuramento para Juvenis e Juniores, Torneio do Sabugal, Torneio de Alcanena, Open de Sangalhos, Torneio de apuramento para os nacionais de Juniores e Senio- res e Torneio Cidade de Coimbra. Durante este ano fizemos dois estágios para os atletas Juvenis, Juniores, Esperanças e Seniores, o primeiro em Pampilhosa da Serra, onde tivemos o apoio da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra e outro em Alenquer através de parceria com o Judo Clube de Lisboa - Secção de Alenquer e também com o apoio da Câmara Municipal de Alenquer.

Tivemos no dia 1 de Novembro a realização do nosso primeiro torneio, denominado de 1.° torneio da vila de Góis, que se saldou num enorme êxito, tendo a organização sido referida pelos participantes, como tendo sido excelente. Neste torneio tive-mos presentes 178 atletas, representantes de 6 clubes.

No torneio participaram atletas das categorias de Benjamins até ao escalão de Juvenis.

Participámos ainda no torneio de Aveiro, no dia 20 de Novembro e no ano em curso,pensamos ainda levar os atletas a ver um espectáculo de circo, na cidade do Porto e no dia 4 de Dezembro, e para terminar o ano organizar o jantar de Natal como secção da AERG, ou se assim for decidido, participar no Jantar de Natal de todas as secções da AERG.

Aqui devemos referir e salientar alguns apoios que nos têm sido concedidos, quer através de apoios materiais, financeiros ou de qualquer outra natureza, sem os quais, a existência do Judo em Góis, seria de uma concretização e evolução mais complicada.

Assim referimos os apoios mais representativos conseguidos que foram: da Câmara Municipal Góis e Assembleia Municipal de Góis, da Junta de Freguesia de Góis, da firma "Irmãos Figueiredos", do GóisMotoclube e da Dr.ª Helena Mateus e de um modo geral de todos os que têm vindo a ser solicitados para apoiar a secção de Judo, e que têm correspondido de forma positiva.

Novo Horário das Aulas de Judo

Aula N.º I - dos 4 aos 9 anos
Aula N.º2 - dos 10 aos 13 anos
Aula N.º 3 - dos 13 aos 90 anos - aula de competição

Aula N.º 1 - segunda-feira - das 18,45H às 19,25H
Aula N.º 2 - segunda-feira - das 19,30H às 20,30H
Aula N.º 3 - terça-feira - das 19,00H às 21,00H
Aula N.º 1 - quarta-feira - das 18,45H às 19,25H
Aula N.º 2 - quarta-feira - das 19,30H às 20,30H
Aula N.º 3 - quinta-feira - das 19,00H às 21,00H
Aula N." 3 - (Com Aviso) - sábado - das 10,15H às 12,15H
in o Varzeense, 30/11/10

A Propósito da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira

Por Diamantino Garcia

Li, atentamente, a notícia' na última edição do Varzeense, em que se apresentavam os corpos sociais da denominada Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira. Noutros jornais li outras notícias, não totalmente coincidentes, ficando sem perceber se a lista para os Corpos Sociais era, apenas, uma proposta, ou se se tratava de uma lista definitiva. Não sem surpresa, verifiquei que o meu nome constava do designado Conselho Consultivo.

Devo referir que algum tempo atrás, recebi em casa um "convite" para estar presente no referido encontro e, como anexo, foi-me enviada uma proposta lista para os corpos sociais, em que constava o meu. Aguardei, pacientemente, qualquer contacto pessoal em - que pudesse minimamente perceber o que se pretendia com a Confraria e esclarecer algumas dúvidas para então decidir sobre a minha participação na mesma. No entanto, nada aconteceu e eu, por motivos pessoais, não pude participar do referido encontro.

Posto isto, gostaria de informar da minha indisponibilidade para participar na referida associação. Não se trata de qualquer "birra" por não ter sido previamente contactado, mas sim o facto de não concordar com a criação, neste momento, desta Confraria. Acho que se começou o edifício pelo telhado. Quero com isto dizer que o objectivo de uma confraria, deve ser o de promover e proteger um determinado produto.

Ora, infelizmente, não existe no nosso conselho produção suficiente de cabritos que justifique a aludida criação. Se a perspectiva é promover essa criação, então comece-se por aí e depois sim, vamos à Confraria. Senão, corremos o risco de promover um cabrito de qualquer região de Portugal ou até, mais caricatamente, importado de qualquer região da Europa. Creiam que lamento tomar esta posição. Como diz o nosso Povo, "Por morrer uma andorinha, não acaba a Primavera" e assim desejo as maiores felicidades para os Corpos Sociais da Confraria.

Tomara que me engane e tenha, dentro de pouco tempo de dar razão a quem tomou a iniciativa mas, o mesmo Povo também diz " O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Desculpem-me a sinceridade mas, para mim, o que se passou no dia 30 de Novembro de 2010 no restaurante Retiro dos Sabores foi, apenas e somente, uma tarde de Folclore de que a Confraria do Cabrito e da Castanha foi parte integrante.
in o Varzeense, 30/11/10

Inauguração do Centro de Reabilitação e Bem-Estar Dr. José Domingos da Ascensão Cabeças

No próximo dia 15 de Dezembro, quarta-feira, pelas 12.00 horas, a Santa Casa da Misericórdia de Góis irá proceder à inauguração do Centro de Reabilitação e Bem-Estar Dr. José Domingos da Ascensão Cabeças, a funcionar nas Instalações do Lar de Idosos em Vila Nova do Ceira.
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De acordo com a nota à imprensa que nos foi remetida "a atribuição do nome do Dr. José Cabeças, afastado da gestão activa da Instituição por motivos de saúde, foi, sob proposta da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Góis, aprovado por unanimidade na reunião de Assembleia Geral do passado 29 de Novembro e pretende ser uma homenagem de reconhecimento pelo trabalho em prol desta Santa Casa nos últimos 21 anos, data em que o Dr. José Cabeças liderou o processo de reactivação desta IPSS, mantendo até à 6 meses a sua liderança reais necessidades da população, foi sempre sua pretensão que aquele espaço se mantivesse devoluto até à possibilidade de nele criar uma estrutura na área reabilitação, que servisse não só os utentes do Lar de Idosos, mas igualmente toda a população do Concelho de Góis".
Esta nova estrutura, dotada de um vasto conjunto de equipamentos da área da fisioterapia e reabilitação, na área da Mecanoterapia, Terapia Ocupacional, Termoterapia, Pressoterapia, Cinesioterapia e Electroterapia, encontra-se instalada num espaço com uma área superior a 250 m2, com um investimento na ordem dos € 100.000,00, e vem colmatar uma necessidade há muito sentida pela população do nosso Concelho e pelas estruturas locais de saúde, reunindo todas as condições para ser uma estrutura de referência na região.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Venda da Quinta do Baião Vai Ser Julgada em Janeiro

Começa a ser julgado, no início de Janeiro, o processo em que a actual presidente da autarquia de Góis é acusada de três crimes, no contexto da venda e uma parcela da Quinta do Baião, pela Câmara Municipal à Adiber (Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra).
Lurdes Castanheira que, à altura dos factos, em 1999, era secretária da direcção da Adiber, integra um lote de 10 arguidos, entre os quais responsáveis da associação ou autarcas, assim como o então presidente da Comissão Nacional de Gestão do programa Leader, Nuno Jordão, acusado de ter usado um documento falsificado.
A presidente da autarquia de Góis é acusada de três crimes, nomeadamente co-autoria de falsificação de documento, fraude na obtenção de subsídio e co-autoria no desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído.
Acusado dos mesmos crimes, está também José Cabeças, então presidente da Câmara Municipal e da Adiber, mas, a o seu estado de saúde - está internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra com sintomas de demência - poderá fazer com que não chegue a ser julgado.
Miguel Ventura, actual vereador na Câmara Municipal de Arganil, eleito pelo Partido Socialista, era também dirigente da Adiber, e foi acusado de fraude na obtenção de subsídio e co-autoria no desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído.
São também arguidos Helena Mateus, José Ângelo e Luís Miguel Silvestre, então ligados aos destinos da Adiber, assim como os antigos vereadores Manuel Gama e Humberto Matos.
Na altura, a Câmara Municipal de Góis vendeu a parcela por 250 mil euros. A associação recebeu um subsídio de 234 mil euros para um projecto de agro-turismo, mas usou o dinheiro para pagar o terreno, baseando a decisão nas deliberações da autarquia e da Assembleia Municipal.
O "destaque" da parcela só poderia ser feito em 2004, mas Girão Vitorino, então vice-presidente da autarquia, e que sucederia a José Cabeças, quando este assumiu a Direcção Regional de Saúde, protelou a escritura até 2007.
Isto levou a que o Ministério Público considerasse haver indícios suficientes da concretização dos crimes de falsificação de documentos, fraude na obtenção de subsídio, desvio de subsídios para fim diferente daquele para que foi atribuído e participação económica em negócio.

Lurdes Castanheira fala em irregularidade na escritura
Girão Vitorino faleceu entretanto, não podendo responder, mas Lurdes Castanheira, em declarações prestada em Março deste ano, mostrava-se tranquila em relação ao processo, afirmando que a única irregularidade foi a escritura do terreno não ter sido feita em tempo útil.
O problema de registo era, segundo a autarca, do conhecimento dos gestores do programa comunitário Leader II, razão pela qual o dinheiro foi transferido sete meses após a aprovação da candidatura".
Segundo disse Lurdes Castanheira em Março, "o município de Góis só precisava de dizer, faço ou não faço a escritura, em 2004", garantindo que "a Adiber tudo fez para regularizara a situação".
in Diário de Coimbra, 11/12/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ADIBER Dinamiza Campanha do Laço Branco

Há cerca de duas décadas, na cidade de Montreal, um rapaz machista, incapaz de aceitar que raparigas frequentassem um curso de Engenharia, cometeu um massacre que vitimou 14 universitárias. Este crime hediondo mobilizou a opinião pública canadiana em torno do debate sobre as questões da violência e desigualdade de género. É então que em 1991 surge, espontaneamente no Canadá, a primeira Campanha do Laço Branco pela mão de um grupo de homens indignados com os actos de violência contra as mulheres, manifestando o seu repúdio através da distribuição de laços brancos. Desde então, com o apoio da UNUFEM, um orgão das Nações Unidas, esta campanha tem vindo a alastrar a outros pontos do mundo.

A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, no âmbito do Projecto "Expandir Oportunidades", à semelhança do ano passado, irá dinamizar a Campanha do Laço
Branco nos concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua.

Esta Campanha Regional Contra a Violência Doméstica, que se inicia no dia 25 de Novembro - Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher - e prolonga até ao dia 6 de Dezembro, tem como principal objectivo a sensibilização da população, principalmente a masculina, para a problemática da violência doméstica que este ano já tirou a vida a 39 mulheres portuguesas.

Neste sentido, vimos solicitar a colaboração de Vª. Ex". na dinamização desta Campanha, promovendo a sua divulgação junto da sociedade civil.

O Secretário da Direcção
da ADIBER, Miguel Ventura

ADIBER Abre Novos Concursos os Subprograma 3 do PRODER


A ADIBER - Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, na qualidade de Entidade Gestora do GAL "ADIBER / Beira Serra", irá abrir no próximo dia 15 de Dezembro de 2010 um novo período de candidaturas no âmbito das Medidas 3.1 e 3.2 do PRODER - Dinamização das Zonas Rurais.

Com a abertura dos Concursos estará disponível uma nova oportunidade de apresentação de pedidos de apoio por parte dos potenciais promotores de projectos de investimento que se localizem no território de intervenção da ADIBER, ou seja, Concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua.

Concluídos os procedimentos contratuais decorrentes das aprovações dos projectos submetidos ao 1º Concurso, estão reunidas as condições para dar sequência ao processo de implementação da Estratégia Local de Desenvolvimento definida para a Beira Serra, para o que é fundamental dotar a Região dos meios que permitirão dar forma a iniciativas que se enquadrem nos objectivos propostos na referida Estratégia.

Dinamizar economicamente o território, com o intuito de aumentar a competitividade do seu tecido empresarial e criar emprego; promover a coesão territorial e social da Região, através do reforço das dinâmicas locais, reduzindo as assimetrias em relação a regiões com maior grau de desenvolvimento; conferir-lhe maior notoriedade e visibilidade, com base na valorização e promoção das riquezas que a Beira Serra tem para oferecer; são alguns dos propósitos que se pretendem alcançar com as ajudas disponibilizadas, de modo a atingir-se um objectivo mais amplo de melhorar a qualidade de vida da população, criando incentivos à sua fixação.

Importa pois estimular atitudes empreendedoras de carácter empresarial (auto-emprego e micro-empresas a partir da valorização dos recursos endógenos), promover a igualdade de oportunidades envolvendo todos os parceiros locais neste processo de desenvolvimento, assim como qualificar os serviços de proximidade de base social prestados pelas Instituições locais, de forma a satisfazer as necessidades de um maior numero de beneficiários, numa óptica de minimizar os problemas decorrentes da crise que afecta o nosso país e, com maior intensidade, as pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade.

No âmbito dos 7 Concursos, que irão estar abertos até ao dia 31 de Janeiro de 2011, será disponibilizado um total de ajudas de cerca de 1,9 milhões de euros, às quais se poderão candidatar empresários em nome individual, micro-empresas, pessoas colectivas de direito privado sem fins lucrativos e autarquias locais, que cumpram as normas expressas nos respectivos avisos de concurso, disponíveis em www.adiber.pt.


De modo a garantir um amplo acesso à informação por parte de todos os interessados e esclarecer as dúvidas relativas aos procedimentos inerentes à formalização das candidaturas, a ADIBER irá realizar sessões de divulgação pública nos vários Concelhos da Região, de acordo com a seguinte calendarização:

Dia 13 de Dezembro (Segunda-feira):
- 21 horas, na Biblioteca Miguel Torga, em Arganil;

Dia 14 de Dezembro (Terça-feira):
- 18 horas, no Auditório da ADIBER, em Góis;
- 21 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;

Dia 15 de Dezembro (Quarta-feira):
- 18 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Tábua;

A ADIBER e as Entidades Parceiras têm a expectativa de que os meios financeiros que são postos à disposição dos promotores, se constituam como um importante contributo para que a Beira Serra se possa assumir cada vez mais como um Território de excelência para residir, trabalhar e desfrutar o lazer.

Góis, 3 de Dezembro de 2010

O Secretário da Direcção da ADIBER,
Miguel Ventura

sábado, 27 de novembro de 2010

"Chá" de Alvares


O Silêncio dos Inocentes e dos Bons

M artin Luther King, grande pacifista americano, defensor dos direitos humanos, lutador anti- segregação racial, acabou assassinado por segregacionistas, que num acto criminoso e de pura selvajaria, acabariam por criar um mito e uma lenda, que perdurará na memória do tempo. Hoje, choraria ao ver um dos seus na sala oval da Casa Branca, ao leme dos EUA Nas lutas anti-segregação racial da década de sessenta, do séc. XX, ficou célebre um seu discurso às massas, que dizia:
"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem ética, o que mais preocupa é o silêncio dos bons".
A situação que se tem vivido nos últimos anos em Portugal, é de autêntico "regabofe" e "fartar vilanagem, escandaleiras, aproveitamentos ilícitos, para não dizer roubo, que é uma palavra feia; "o que mais preocupa" perante isto, é o silêncio dos inocentes e bons ante esta marginalidade. Estas imoralidades e abusos duma classe política, está já inseri da num patamar elevado de decisão do aparelho de Estado. Estes maus exemplos, acabam por se enraizar e contaminar, os seus fiéis seguidores, quais "rafeiros" sempre à espera de deitar a "luva" ao que podem. Antigamente, no tempo da outra senhora, para se poder roubar, tinha que se ter classe e prestígio. Hoje os ladrões não têm nível; a discrição e o recato, deram lugar à opulência, muito ronco e visibilidade. Já nem a roubar somos assertivos. Rouba-se ao toque de caixa e trombone.
Os "rafeiros" têm diversas cores, portanto não são incolores, não são tão pouco inodoros, porque cheiram mal à sua passagem. São isso sim, dotados de grande sentido de oportunidade; por outras palavras, são "oportunistas". Os "rafeiros" quando se instalam, são insaciáveis, anti-sociais; tudo querem para si e para os seus, ás urtigas o próximo, e o sentido de partilha. É vê-los às "cavalitas" do povo infeliz, se preciso for, "arrotando" dos excessos do banquete, de bandeira em riste, gritando palavras de ordem, raramente com convicção, tentando demonstrar a sua fidelidade, aos seus amos e senhores. É assim a vida dum "rafeiro', por vezes infeliz por não ter vontade própria, e ser obrigado a engolir sapos vivos, para com isso obter algumas vantagens, mesmo ultrapassando pela direita, os que já se encontram na" bicha", a aguardar pacientemente e com muita civilidade, a sua vez. Atropelam se for preciso, quem se lhes oponha. O poder instalado, nunca deixa um seu "rafeiro" pendurado, mesmo que nada tenha para lhe dar a fazer. Se preciso for, inventa.
Os "rafeiros" sabem que estão sujeitos à alternância no banquete; hoje uns, amanhã outros. Tanto assim, que já outros de outra cor e matiz, se perfilam no horizonte espreitando à esquina, em bicos de pés, aguardando a sua vez, e esfregando as mãos de contentes. É a repetição duma cena degradante, já muito vista.
Enquanto decorre este "bacanal o povo simples, sofre as agruras da vida, fazendo das tripas coração para ultrapassar certas dificuldades. É aqui que entra o silêncio dos inocentes e dos bons, que orientados por boas práticas de cidadania continuam a colaborar nesta "ópera bufa". Os problemas começam a ser muito grandes e o povo começa a acordar. A "sopa do Sidónio" e do "Barroso" espera-os. Contudo, os senhores que se tornaram donos do país por roubo, continuam a ir ao "Tavares Rico", e os seus rafeiros, pelo menos, com disponibilidades para irem ao "João do grão". Guerra Junqueiro, em 1896, escreveu estas palavras que para nosso infortúnio, são bem actuais:
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas."
É altura do povo simples, bom e com ética, se levantar e fazer ouvir a sua revolta, e mais do que nunca atentar nas palavras sábias de Martin Luther Kíng, e Guerra Junqueiro, tendo presente que tem uma arma poderosa na mão: o voto, que cumprindo cada um o seu dever de cidadania, pcder-se-á dar uma lição a esta seita, que se aparenta com escumalha e marginalidade.
VALDEMAR F TOMÉ
valdemarftome@hotmail.com
in Jornal de Arganil, 25/11/2010