Floresta é uma fonte de riqueza que tem de ser valorizada
A Associação Florestal do Concelho de Góis recebeu ontem a Medalha de Mérito Municipal do concelho pelo seu décimo aniversário. A cerimónia decorreu no salão nobre da autarquia, no âmbito de uma acção promovida pelo Governo Civil de Coimbra, integrada nas comemorações do Ano Internacional das Florestas, que contou com a presença do secretario de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Rui Pedro Barreiro. O evento incluiu três seminários e já no período da tarde o secretario de Estado, governador civil e presidentes de Câmara da Beira Serra efectuaram uma visita à ZIF dos Penedos, tendo oportunidade de assistir a um exercício prático dobre fogo controlado para gestão de combustíveis.
«Neste dia, não poderia deixar de prestar publicamente a homenagem do município a todos aqueles que sonharam e estiveram na génese da Associação Florestal do Concelho de Góis», afirmou Lurdes Castanheira, presidente da Câmara de Góis, que sublinhou a importância da floresta «como uma fonte de riqueza» e «uma nova esperança para as populações, que voltam a acreditar que daí é possível obter rendimentos». Para o município de Góis, garantiu, «a floresta continuará a ser prioridade e por essa razão continuaremos a agir activamente em prol da sua preservação e regeneração, na plena consciência do muito trabalho que ainda temos pela frente». Para a edil, o dia de ontem «ficará nas memórias de Góis» por este território ter sido escolhido para «este momento simbólico de afirmação da floresta como basilar recurso para o futuro do concelho de Góis».
Manuel Antão, presidente da Associação Florestal do Concelho de Góis, com «humildade», recebeu a Medalha de Mérito Municipal, garantindo que será essa mesma humildade e o «empenho com que a conquistámos, que nos norteará no sentido de ganharmos o futuro» ou sejam «que Góis terá, com o nosso trabalho e com a ajuda de todos, uma floresta organizada, autosustentada e da qual todos beneficiarão». Aquele responsável falou na ZIF já constituída e no projecto em curso para a Ribeira do Sinhel, relativamente à qual ressalvou algumas dificuldades, pedindo o empenho do secretário de Estado, bem como a ZIF Vale do Ceira. «Precisamos de legislação que se adapte as realidades das regiões e estamos certos que nos vai ajudar nestas necessidades, disse.
Terceiro sector ao nível das exportação
O secretario de Estado das Florestas recordou que «a floresta portuguesa é hoje o terceiro sector de exportação e já ultrapassou os têxteis, contribuindo para a riqueza dos municípios como Góis e para a riqueza nacional». Segundo Rui Pedro Barreiro, a fileira florestal «contribui para o valor acrescentado nacional e tem uma função de protecção, de recreio e de produção» e elogiou as associações florestais e os municípios que «têm percebido a importância decisiva das florestas». O representante do Governo falou ainda sobre um projecto-piloto de cadastro florestal que será implementado nas ZIF de três municípios, designadamente, Góis, Ponte de Lima e Vouzela.
O governante, que durante a manhã visitou a unidade de produção de pellets da Pinewellw, S.A (Grupo Visabeira), instalada em Sarzedo (Arganil) , que exporta toda a sua produção, afirmou que o período de crise que Portugal vive não impediu «uma aposta forte» na prevenção dos incêndios, num envolvimento conjunto com as autarquias e produtores, apontando para custos que rondam os 30 milhões de euros. Também os projectos aprovados no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) na área da defesa da floresta contra incêndios atingem já os 20 milhões de euros, acrescentou.
Isabel Duarte
in Diário de Coimbra, 5/4/11
«Neste dia, não poderia deixar de prestar publicamente a homenagem do município a todos aqueles que sonharam e estiveram na génese da Associação Florestal do Concelho de Góis», afirmou Lurdes Castanheira, presidente da Câmara de Góis, que sublinhou a importância da floresta «como uma fonte de riqueza» e «uma nova esperança para as populações, que voltam a acreditar que daí é possível obter rendimentos». Para o município de Góis, garantiu, «a floresta continuará a ser prioridade e por essa razão continuaremos a agir activamente em prol da sua preservação e regeneração, na plena consciência do muito trabalho que ainda temos pela frente». Para a edil, o dia de ontem «ficará nas memórias de Góis» por este território ter sido escolhido para «este momento simbólico de afirmação da floresta como basilar recurso para o futuro do concelho de Góis».
Manuel Antão, presidente da Associação Florestal do Concelho de Góis, com «humildade», recebeu a Medalha de Mérito Municipal, garantindo que será essa mesma humildade e o «empenho com que a conquistámos, que nos norteará no sentido de ganharmos o futuro» ou sejam «que Góis terá, com o nosso trabalho e com a ajuda de todos, uma floresta organizada, autosustentada e da qual todos beneficiarão». Aquele responsável falou na ZIF já constituída e no projecto em curso para a Ribeira do Sinhel, relativamente à qual ressalvou algumas dificuldades, pedindo o empenho do secretário de Estado, bem como a ZIF Vale do Ceira. «Precisamos de legislação que se adapte as realidades das regiões e estamos certos que nos vai ajudar nestas necessidades, disse.
Terceiro sector ao nível das exportação
O secretario de Estado das Florestas recordou que «a floresta portuguesa é hoje o terceiro sector de exportação e já ultrapassou os têxteis, contribuindo para a riqueza dos municípios como Góis e para a riqueza nacional». Segundo Rui Pedro Barreiro, a fileira florestal «contribui para o valor acrescentado nacional e tem uma função de protecção, de recreio e de produção» e elogiou as associações florestais e os municípios que «têm percebido a importância decisiva das florestas». O representante do Governo falou ainda sobre um projecto-piloto de cadastro florestal que será implementado nas ZIF de três municípios, designadamente, Góis, Ponte de Lima e Vouzela.
O governante, que durante a manhã visitou a unidade de produção de pellets da Pinewellw, S.A (Grupo Visabeira), instalada em Sarzedo (Arganil) , que exporta toda a sua produção, afirmou que o período de crise que Portugal vive não impediu «uma aposta forte» na prevenção dos incêndios, num envolvimento conjunto com as autarquias e produtores, apontando para custos que rondam os 30 milhões de euros. Também os projectos aprovados no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder) na área da defesa da floresta contra incêndios atingem já os 20 milhões de euros, acrescentou.
Isabel Duarte
in Diário de Coimbra, 5/4/11


