terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas morreu aos 53 anos


Miguel Portas, eurodeputado pelo Bloco de Esquerda, morreu esta terça-feira, aos 53 anos, de cancro no pulmão, em Antuérpia.

Economista, durante vários anos jornalista, foi, ainda antes do 25 de Abril de 1974, militante e depois dirigente da União de Estudantes Comunistas. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos.


Já em adulto foi militante do PCP a partir de 1974, de onde saiu em 1989.Miguel Portas integrou então, desde 1989, a Terceira Via, grupo de militantes comunistas que se opunham à direcção e onde pontificavam figuras como Joaquim Pina Moura e Barros Moura. Após o golpe de Estado na União Soviética a 20 de Agosto de 1991, a maioria dos elementos que integravam a Terceira Via rompe e abandona o PCP, entre eles Miguel Portas, em protesto com o apoio que a direcção do partido deu aos golpistas. Neste processo seriam expulsos do PCP figuras como Barros Moura, Raimundo Narciso, Mário Lino, tendo José Luís Judas abandonado o PCP para evitar a expulsão e preservar a CTGP de que era dirigente.Durante os anos 90 pertenceu ao grupo Plataforma de Esquerda, que integraria o MDP/CDE, partido que então muda para o nome Política XXI e que virá a integrar a formação do Bloco de Esquerda (BE).

Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE. Foi eleito pela primeira vez nas europeias de 2004. Tinha sido cabeça de lista já em 1999, nas primeiras eleições em que o movimento foi a votos, mas não conseguira qualquer eurodeputado.Segundo informação do BE, o eurodeputado faleceu por volta das 18h desta terça-feira, no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia.“Encarou a sua própria doença como fazia sempre tudo, da política ao jornalismo: de frente e sem rodeios. Teve uma vida intensa e viveu-a intensamente”, recorda o partido em comunicado. Durante o período em que esteve doente “continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades e estava, neste preciso momento, a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do BCE”.

Miguel de Sacadura Cabral Portas nasceu em Lisboa a 1 de Maio de 1958. É filho do arquitecto Nuno Portas e da economista Helena Sacadura Cabral e é irmão de Paulo Portas e de Catarina Portas.Durante a sua carreira de jornalista, foi director da revista cultural Contraste e depois redactor e editor internacional do semanário Expresso. Fundou o semanário  e a revista Vida Mundial, dos quais foi director. Também foi cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol. Actualmente tinha ainda uma crónica semanal na Antena 1.

É autor dos livros E o resto é paisagemLíbano, entre guerras, política e religião e Périplo. Estes dois últimos resultaram do seu fascínio pela região do Mediterrâneo, por onde fez diversas viagens.Périplo - Histórias do Mediterrâneo começou por ser um documentário em quatro episódios realizado por Camilo Azevedo e escrito e apresentado por Miguel Portas. Filmado em 2002 e 2003 em longas viagens pelos países da bacia mediterrânica, acabou por só ser transmitido pela RTP em 2005, dando depois origem ao livro com o mesmo nome. A dupla tinha já feito em 2000 o documentário Mar das Índias, uma co-produção entre a RTP e a Comissão dos Descobrimentos que recebeu o Prémio Bordalo de melhor trabalho televisivo do ano, atribuído pela Casa da Imprensa.Miguel Portas tinha sido operado a um cancro no pulmão em 2010.
Notícia corrigida às 19h50 Corrige local onde Miguel Portas faleceu
in Publico, 24.04.12

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Jumento - PÃO E CIRCO 2

2012 será, para Góis, um ano de inaugurações. Iremos inaugurar tudo aquilo que já deveria estar concluído há muito tempo, que sofreu atrasos inexplicáveis e que, assim, cumprirão o seu papel principal, ou seja o de dar visibilidade ao executivo e potenciar votos nas eleições autárquicas. Como diz o nosso povo “há males que vêm por bem” e, nada melhor que umas inaugurações antes das eleições. É assim na Madeira e não é diferente em Góis. 


Só na sede do Concelho, será a Casa da Cultura, o Campo de Futebol, a circular externa do Carvalhal dos Pombos e, se a memória não me falha, o Centro de Referência da Memória Goiense. É irrelevante que só este último venha deste executivo e que todos eles tenham tido derrapagens, no tempo e nos custos, significativas. 

Valerá, no entanto, a pena perceber para que servirão aquelas obras. Se em relação à circular externa a seu interesse é indiscutível, embora não dando para “desviar o transite de pesados da Vila” como afirmou, há pouco tempo, a Sra. Presidente da Câmara. Permite, isso sim, abrir uma nova frente de expansão de Góis com zonas privilegiadas de construção. 

Outro tanto não se passa com os outros três maga-investimentos.

A necessária conservação e recuperação da Associação transformou-se num elefante branco (não confundir com o outro…) chamado Casa da Cultura que será uma Casa de Espectáculos (como agora gostam de referir…) com condições que fazem corar de inveja os Municípios à volta e não só. Pergunta-se: para que espectáculos? E, mais ainda? Para que pessoas? Somos cada vez menos e estes investimentos têm de ser repensados. 



Do outro lado da Rua, está a nascer o Centro de Referência da Memória Goiense (irra, que até o nome é comprido…não chegava Biblioteca?). Este é apenas uma birra, a “obra do Regime”, e que apenas é aposta para se poder afirmar que é a obra de excelência e que não foi deixada pelos “outros”. Mais um mega-investimento de difícil justificação. Vai apelar à nossa memória, vai retratar o que foi o nosso passado, vai ser um auditório para Colóquios e Seminários destinados àqueles que, sendo convidados (ou deveria dizer convocados?) por ” sms”, não poderão faltar. 


Auditórios, teremos em Góis: a Biblioteca, a Casa da cultura, a Casa do Artista e a ADIBER. Par quê? Justifica-se? 

Para que serve a Casa do Artista? De quem a Responsabilidade do dinheiro que lá se esbanjou? E a Casa Museu Alice Sande? Qualquer dia, cai. E o espólio dos Travassos? Onde está? Ou já foi passado a “patacas”?


Temos um novo campo de Futebol. Mais uma obra inacabada. E será que temos equipas para lá jogar? Temos gente? Um jogo de futebol é, nãos concelhos pequenos, um ponto de confraternização. Onde está o Bar? Não há? Não faz falta? Bom, mas também tem pontos positivos: Quando chove, transforma-se numa piscina. Ainda bem. Assim pode ser que não se teime em construir uma em Góis. Não se esqueçam que fazia parte do Programa eleitoral deste executivo. Claro que é, apenas, mais uma promessa não cumprida. Esta, para bem de todos os Goienses…

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos


Pensões dos políticos custam 80 milhões de euros em 10 anos























Último relatório da CGA mostra que Estado gastou mais 3,5 milhões de euros com 383 deputados do que com os 22 311 pensionistas que ganham até 217 euros. Gastos com este "privilégio" têm aumentado todos os anos. Em 2011, regista-se valor mais elevado de sempre com este tipo de reformas: 9,1 milhões de euros.
Enquanto um funcionário público trabalha em média 30 anos para ter acesso à reforma, os políticos que até 2005 estiveram oito ou doze anos no cargo ganharam  direito a uma pensão para toda a vida. São precisamente essas subvenções vitalícias que vão  custar quase 80 milhões de euros numa década, contando já com o valor recorde de 9,1 milhões de euros que sairão este ano dos cofres do Estado. Apesar de este regime ter sido revogado há seis anos, o número não pára de aumentar e relativamente a 2010 os gastos com este tipo de pensões vai subir 4,2%.
Na última década, a despesa subiu todos anos, gastando-se já mais 33% com pensões vitalícias do que há dez anos. A tendência é para que o número continue a disparar, pois os políticos que em 2005 já tinham conquistado o direito de beneficiar de tal regime (ou seja, já exerciam funções há doze anos ou mais) podem ainda solicitar este "privilégio". Ainda no último mês, o deputado e dirigente do PS José Lello viu ser-lhe atribuída uma pensão na ordem dos 2 234 euros por mês.
No rol de políticos que podem usufruir de pensões vitalícias estão não só deputados, mas também os chamados "dinossauros autárquicos". Quando as subvenções acabaram, havia mais de 117 presidentes de câmara com direito a esta subvenção, sendo que muitos ainda não a pediram.
A curva crescente dos beneficiários deste regime é comprovada pelos números: em 2002 eram 315 e agora rondam os 400 (397, em 2010).
Fazendo as contas, constata-se que o custo com as pensões dos políticos é superior ao total dos beneficiários das pensões mínimas. Em 2009, com as reformas de 383 deputados foram gastos mais 3,5 milhões de euros (um total de 8,5 milhões de euros) do que com os 22 311 pensionistas que ocupavam o então escalão mais baixo de reforma (até 227, 39 euros). Os dados constam do último relatório da Caixa Geral de Aposentações, aprovado em Maio de 2010.
A lista de pensões vitalícias inclui personalidades como o presidente do PS, Almeida Santos, e os ex-presidentes do PSD Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes. Os candidatos presidenciais Cavaco Silva e Manuel Alegre também constam da lista, embora o actual Presidente tenha abdicado de receber a subvenção enquanto ocupa o cargo máximo da Nação.
Mais do que as subvenções vitalícias (cuja média da subvenção anda entre os dois mil e os três mil euros) são outros cargos públicos que fazem, por exemplo, alguns ex-ministros surgirem no topo das maiores reformas. O ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga recebe da CGA 9693 euros mensais por ter sido professor universitário, mais do que as também generosas subvenções do ex-ministro da Saúde de José Sócrates, Correia de Campos (5524 euros), e de Luís Filipe Pereira (5 663 euros), que comandou a pasta da Saúde nos executivos de  Durão Barroso e Santana Lopes. Também do Governo Santana foi Daniel Sanches que se reformou da Procuradoria-Geral da República com uma pensão mensal de 7316 euros.
Muitas vezes as reformas dos políticos apresentam valores mais elevados (ver friso nesta pág.), pois estes acumulam as subvenções vitalícias com outras pensões que recebem de organismos públicos e privados.
As subvenções vitalícias foram estabelecidas por uma lei de 1985, que permitia aos deputados com oito anos de serviço político obterem uma subvenção mensal para toda a vida. Mais tarde, em 1995, o tempo foi aumentado para 12 anos. De qualquer forma, tanto o primeiro-ministro, José Sócrates como o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, têm direito a este privilégio. O socialista nunca a pediu e o social-democrata disse mesmo publicamente que recusava a subvenção. Ou seja: nunca a irá solicitar.
Em Outubro de 2005, a lei foi definitivamente revogada, embora tenha ficado salvaguardado que - os que até ali tinham direito à subvenção - ainda a podem solicitar. Daí que os encargos do Estado com este tipo de reformas não pare de aumentar de ano para ano, não se sabendo ao certo em que valor irá parar.
in DN por Rui Pedro Antunes11 Janeiro 2011

O SNS - Presente, futuro e alternativas


Assembleia Popular de Coimbra | DIVULGAÇÃO | Em virtude da tentativa de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) pelo actual governo, assumindo que pretende o financiamento do serviço através do esforço acrescido dos seus utentes, por via, não dos impostos e contribuições que pagam, mas através do aumento do valor e número de taxas moderadoras, restrição do número de utentes isentos do seu pagamento, diminuição da parcela do OE para a saúde, decréscimo da quantidade e qualidade de serviços oferecidos; quebrando assim um principio de solidariedade, de todos e de todas, para com o cidadão desfavorecido, o doente, um grupo de cidadãos reunidos na Assembleia Popular de Coimbra decidiu-se pela realização de um debate sobre o SNS de modo a consciencializar a população de Coimbra para esta problemática.


debate
O SNS - Presente, Futuro e Alternativas
dia 16 de Abril (segunda-feira), a partir das 21 horas
Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra

oradores convidados
> António Arnaut – advogado
> Hernâni Caniço – médico
> António Rodrigues – médico
> Cristina Paixão – plataforma cidadã de resistência à destruição do SNS

moderação
> João Paz – enfermeiro

quinta-feira, 29 de março de 2012

Góis: PSD acusa Câmara PS de amadorismo snob

“Impreparação para gerir os destinos do concelho, amadorismo snob e aventureirismo ruinoso” são as acusações que a Comissão Política do PSD de Góis faz à Câmara Municipal presidida pela socialista Lurdes Castanheira, a propósito do indeferimento definitivo da candidatura a fundos comunitários para o empreendimento turístico do Baião.
Os responsáveis políticos social-democratas, a propósito de informação presente na reunião da Edilidade de 27 de Março, tomaram conhecimento que a empresa promotora do projecto do Baião, a Nature Sanus, foi notificada do despacho de indeferimento definitivo da candidatura ao QREN, por parte do Turismo de Portugal.
Os dirigentes do PSD de Góis acrescentam, ainda, que, “em 20 de Fevereiro de 2012 a referida empresa, em assembleia geral extraordinária, decidiu aprovar a sua dissolução e accionar a cláusula de reversão do prédio adquirido à Câmara Municipal, ou seja, devolver o terreno ao erário municipal”.
“O órgão Câmara Municipal não tinha conhecimento oficial de que fazia parte do conselho de administração da Empresa Nature Sanus Turismo, SA, sendo certo que essa nomeação remonta a Julho de 2010 e está vertida nos registos públicos da empresa”, sublinha a Concelhia do PSD, constatando que “mais uma vez o executivo socialista, na senda do passado recente, não conseguiu levar a bom porto uma iniciativa em que se empenhou profundamente”.
“Dado que a empresa Nature Sanus lança acusações veladas sobre a existência de motivos políticos que estarão por detrás da declaração de inelegibilidade, vimos exigir que o assunto seja devidamente esclarecido publicamente, na medida em que há dispêndio de elevadas somas de dinheiro público no projecto e existe responsabilidade objectiva da Câmara Municipal de Góis na vida societária da empresa”, solicitam os sociais-democratas.
“Perante o elevado número de declarações veiculadas na comunicação social num passado recente, fazendo crer que tudo estava a decorrer da melhor forma, incluindo o avanço de datas concretas sobre o início das obras e correspondentes inaugurações”, o PSD sublinham “a total falta de credibilidade do Partido Socialista e do executivo municipal, nesta matéria, uma vez que consideraram os desejos, embora eventualmente legítimos, como certezas sem qualquer fundamento real”.
“Lançar expectativas infundadas na população e nos agentes económicos não é fazer política, é uma farsa política”, comentam os dirigentes sociais-democratas, acrescentando que “o executivo Municipal do PS demonstra, em todo este processo, impreparação para gerir os destinos do concelho, amadorismo snob e aventureirismo ruinoso”.
“Uma gestão municipal profícua para o concelho de Góis exige mais conhecimento da realidade, actuação sóbria e eficaz na aplicação dos recursos e menos show-off mediático”, conclui o PSD.
in campeão das provincias 29.03.12

terça-feira, 27 de março de 2012

Góis pode ser considerada “capital do desenvolvimento social”


Maria de Lurdes Castanheira revela ter sido surpreendida pelos cortes nas transferências, que vão impedir o cumprimento de algumas promessas eleitorais
Diário de Coimbra (DC): Que balanço faz deste mandato à frente da Câmara de Góis?
Maria de Lurdes Castanheira (MLC): O balanço de quase 30 meses é bastante positivo, no entanto não vamos conseguir cumprir na íntegra o conjunto de compromissos que assumimos, porque houve cortes significativos, mais 600 mil euros, nas transferências da Administração Central.



DC: A redução das transferências influencia negativamente os projectos?
MLC: Influencia, mas também gostava de dizer que estamos a fazer muitos outros investimentos e a responder a problemas que não faziam parte do nosso compromisso autárquico.
(Leia mais na edição impressa do Diário de Coimbra)
20.03.12

Alberto Mateus - Força Interior - Pastar em Góis

quinta-feira, 22 de março de 2012

OJumento - PÂO E CIRCO…

SERÁ QUE SOU BURRO….? 


Vai começar o circo. Começa a cheirar a eleições. Os candidatos começam a surgir. Os partidos começam a agitar-se. É a hora de começar a parecer, falar às pessoas como amigos de longa data, fazer esquecer a forma arrogante que se ostentou a seguir às eleições. É a ordem para que os peões de brega comecem a andar nos cafés, a “conversar”, pagar um copo e, a pouco e pouco, vender o candidato e as grandes potencialidades que ele apresenta e que, infelizmente por maldade, alguns não lhe reconhecem. Está na altura de fazer o levantamento das necessidades de décadas de um povo sacrificado e envelhecido e que se transformarão nas promessas eleitorais a fazer sem o mínimo propósito de as realizar. Nem vai ser preciso mentir muito para as justificar: “Muito faz o(a) Sr. (a) Presidente: com esta crise…”

Olhar, para trás? Nem pensar. Auto-crítica: o que é isso?

Vamos ouvir prometer aquilo que já estava prometido e que não se fez. Vai ser a pavimentação das estradas, agora carreiros de cabras, o saneamento, o médico todo o dia nas aldeias, o Centro de dia a funcionar, os transportes inter e intraconcelhios, a EN 342, o Hotel, as praias fluviais onde não passa Ribeira nenhuma, os postos de trabalho, blá, blá ,blá…
E nós, que vamos votar, nós que temos o seu futuro nas mãos, que fazemos? Criticamos nos cafés, refilamos com tantas festas, falamos da fulana que não sabe quem é o patrão pois hoje está a trabalhar aqui, amanhã acolá e depois nem sabe se trabalha, falamos das utentes em lares a pagar mais de mil euros por mês, refilamos com o uso e abuso dos meios públicos para fins particulares, criticamos o Presidente da Junta que está, com dinheiros públicos, está a montar um café para fazer concorrência aos outros dois que mal se conseguem auto-sustentar, gritamos que aquela só ganhou o concurso para ingresso na Câmara porque se inscreveu no Partido, gritamos que o outro só está na política para servir a sua empresa e já “lá” meteu a mulher, da promiscuidade entre instituições, do pagamento de refeições privadas com dinheiros públicos, etc., etc., etc.

Mas, está quase a começar o circo. Vamos conhecer os novos, velhos candidatos com as novas, velhas propostas. Vamos ser convidados (convocados) para os jantares, primeiro de apoio, depôs de candidatura e, mais tarde, de campanha. Vamos perceber que, embora não nos tenham contactado em três anos e recusado as nossas chamadas, afinal não tinham perdido o nosso número de telemóvel. Vamos perceber que, afinal, até se lembravam que tínhamos pais doentes ou filhos a necessitar de apoio. Como vamos odiar a palavra solidariedade. Como vamos odiar-nos por sermos assim, tão radicais, tão amargos. Como vamos odiar-nos por termos uma memória tão lúcida. Afinal, que queremos nós? O que vemos nos jornais é que está tudo bem, o turismo é muito, o comércio está óptimo, até paga para lhe fazerem as montras para entrarem em concursos camarários, as empresas não param de trabalhar e não têm dificuldade em escoar os seus produtos, temos a festa da truta mais o cabrito da Makro, a tigelada e o mel. Bem, sempre há empresas que fecham. Bem mas isso é porque os empresários estavam habituados a ganhar demais. Agora os concursos para obras da Câmara são, finalmente, transparentes e, por isso, as obras são ganhas por empreiteiros de fora, muito mais bem apetrechados e equipados. É um mimo ver as obras acabadas dentro do prazo; não é como era dantes que se arrastavam no tempo. Como é bom percorrer as ruas de Góis sem tapumes de obras infindáveis no tempo. Claro que também há alguns (muitos) jovens que emigram. Pudera, são jovens e querem é ganhar dinheiro sem fazer nada. Agora, até deram em levar as mulheres e construir a sua vida no estrangeiro. Mal agradecidos! Não querem viver neste concelho privilegiado pela Natureza. Burros…


Ainda bem que temos uma imprensa isenta que não pára de noticiar tudo aquilo que, não sendo notícia, convém publicar. E para quê publicar o que é mau? Já basta aquilo que sofremos. Para quê aumentar a dor? Daqui a pouco estamos todos com uma depressão. Espero que sejam bem pagos, que eles merecem. Bem fazem aquele que, pelo menos, ao fim de semana arejam e vão para as cidades onde moram. Sempre arejam as ideias e as “lecas” que cá ganham. Abençoados sejam. Em Alvares, os porcos já passeiam nas ruas. Ainda os havemos de ver a tomar café no Bar novo…


E, pronto, cá temos o Circo. Já era assim no tempo dos Romanos: pão e circo. Dava-se o pão e promoviam-se espectáculos para que as pessoas se distraíssem e não percebessem que estavam a ser espoliados dos seus direitos e liberdades por políticos impreparados e incompetentes.


Mas, cuidado.
Por cá, já falta o Pão. E, quando falta o Pão, o circo pode vir abaixo…
21/3/12 03:46

terça-feira, 20 de março de 2012

Enfermeiros denunciam tentativas de reutilização de materiais não reutilizáveis


O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou hoje tentativas de reutilização de materiais que não são reutilizáveis em serviços como a diálise, os transplantes ou a cardiologia (pacemakers) que podem pôr em causa a segurança e a vida dos doentes.
Numa conferência de imprensa sobre o impacto das políticas de saúde, o dirigente do SEP José Carlos Martins enumerou vários exemplos da perda de qualidade dos serviços e do material disponibilizado nos serviços de saúde que estarão relacionados com os cortes financeiros.
“Este corte de milhões de euros nas instituições está a provocar uma degradação da qualidade e quantidade de materiais de uso clínico”, disse José Carlos Martins.
O enfermeiro deu exemplos de situações graves, como a tentativa de reutilização de materiais que não são reutilizáveis, como pacemakers, que o sindicato está a apurar de forma a apresentar os casos às “autoridades competentes”.
As áreas da diálise ou dos transplantes foram igualmente apresentadas como as que registam estas tentativas de reutilização indevida de materiais.
Compressas que se deterioram, balões de soro que vertem este material, obrigando à sua substituição, pensos e adesivos de qualidade duvidosa foram outros exemplos apontados por José Carlos Martins.
Além do material, este dirigente sindical disse que “estes cortes – aplicados de forma séria nas instituições – está a provocar a saída de enfermeiros sem que estes sejam substituídos”.
“Temos um número de enfermeiros muito inferior às necessidades dos internados e das dotações seguras que o Ministério da Saúde fixou para as instituições”, disse.
José Carlos Martins sublinhou que, nos serviços cirúrgicos, com uma enorme rotação de doentes, “os enfermeiros já não têm condições de fazer o conjunto de atividades que sabem e que os doentes têm direito”.
Segundo este responsável sindical, a situação é de tal forma grave que já há hospitais com doentes internados nos refeitórios (como no Hospital de Évora), macas nos corredores, enfermarias com mais camas do que aquelas que estavam preparadas, ou menos enfermeiros por turno.
Todos estes casos proporcionam maiores riscos para os doentes, nomeadamente ao nível das infeções hospitalares, mas também afetam os cuidados, como o tratamento de escaras, para o qual já “não existem enfermeiros em número suficiente”.
José Carlos Martins alertou para o aumento do internamento de doentes institucionalizados que chegam aos hospitais com escaras não tratadas.
Perante este cenário, o SEP considera que “os enfermeiros têm razões acrescidas para participar na greve geral de quinta-feira, resultante de “uma enorme onda de insatisfação, frustração e desmotivação no seio da classe”.
in ionline 20.03.12

terça-feira, 13 de março de 2012

Desempregados vão ter entrevistas de emprego acompanhadas para travar fraude

Dentro de três meses, os desempregados inscritos nos centros de emprego vão ter de aceitar entrevistas acompanhadas. Esta é uma das medidas de combate à fraude na procura activa de emprego previstas no Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, hoje aprovado em Diário da Republica.

Os centros de emprego vão passar a dispor de “mecanismos que permitam reduzir as práticas fraudulentas no âmbito da procura activa de emprego, nomeadamente recorrendo à figura das entrevistas acompanhadas”, lê-se no Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, hoje aprovado em Diário da Republica. A medida deve estar implementada dentro de três meses.

Esta é apenas uma das alterações previstas neste documento, cujo objectivo é “acelerar e potenciar a contratação e a formação dos desempregados, melhorando o acompanhamento que lhes é proporcionado”.

Por outro lado, todos os novos desempregados que se inscrevam num centro de emprego tenham uma acção de formação obrigatória no prazo máximo de duas semanas. Uma alteração que deverá entrar em vigor no prazo de dois meses.

O Governo pretende convocar os desempregados já inscritos, com o objectivo de “refrescar” a informação sobre o perfil dos mesmos e de os reencaminhar para medidas activas ou passivas de emprego. Será dada prioridade a desempregados inscritos há mais de seis meses ou com45 anos ou mais. Os jovens serão preferencialmente reencaminhados para ofertas, estágios ou acções de formação.

9.03.12 in jornal de negócios